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Movimentos sociais exigem justiça para massacre de estudantes e apontam responsabilidade do Estado

13/11/2014

Organizações sociais se unem na exigência de esclarecimento e justiça para o caso domassacre dos estudantes da Escola Normal Rural de Ayotzinapa, na cidade mexicana de Iguala (Estado de Guerrero), ocorrido no último dia 26 de setembro. A tragédia deixou seis mortos, 18 feridos e 43 desaparecidos. Para os movimentos sociais, o fato pode ser tipificado como crime de Estado, demonstrando uma política repressiva por parte do governo mexicano.


Em nota pública, a organização mexicana Constituyente Ciudadana [Constituinte Cidadã] afirma que, para além de um envolvimento direto de policiais e paramilitares do município de Iguala no atentado, há múltiplos indícios de uma "provocação maior”. "A existência de um plano deliberado, conjuntural e de longo esforço, promovido com o respaldo do representante do Poder Executivo, Enrique Peña Nieto, e dos altos comandos políticos policiais e militares encarregados da Segurança Nacional, que se relacionam cotidianamente com agências de segurança (...) e com o Exército estadunidense”, declara a entidade.


A organização aponta a relação entre o atentado cometido contra os estudantes e o massacre praticado pelo Exército de Tlatlaya (Estado do México), ocorrido no dia 30 de junho deste ano, no qual foram executadas 22 pessoas. Na época, o caso foi tratado como "indisciplina militar”, resultado de suposto enfrentamento entre militares e criminosos. "Se se comete um crime maior para ocultar outro, apresentando-o como um ajuste de contas entre as máfias da classe política local”, interpreta.


Para a entidade, tais ações são um traço do processo de "ocupação neocolonial” no país. "É uma extensão da violência desatada pelos últimos governos do neoliberalismo e já cobraram mais de 150 mil mortes entre desaparecidos e assassinados, além de centenas de vítimas ‘colaterais’. Não se pode mais espoliar a nação de seus bens comuns por meio da violência”, publica a Constituyente.

Mexicanos de várias partes do país vão às ruas pedir justiça.

Ações em apoio às vítimas


Em cidades de todo o país, mexicanas e mexicanos saem às ruas em apoio aos vitimados de Ayotzinapa e a seus familiares, como ocorreu na cidade de San Cristóbal de las Casas, Estado de Chiapas, na qual se reuniram zapatistas, estudantes e professores em ato público, no último dia 08 de outubro. Organizações camponesas, indígenas e de direitos humanos também se somam à causa em todo o território nacional e outros países.


"O Governo do México tem a obrigação de realizar uma investigação profunda, minuciosa e transparente para esclarecer os eventos do massacre de Iguala, que tem comovido o México e o mundo, assim como proceder, de maneira imediata, a apresentar com vida os 43 estudantes normalistas que continuam desaparecidos forçadamente”, exige uma nota pública assinada por organizações, entre elas a Frente Popular de Ixtapa Ricardo Flores Magón, a Organização Camponesa Emiliano Zapata-Región Carranza (OCEZ-RC) e a Liga Mexicana para a Defesa dos Direitos Humanos (LIMEDDH-Filial Jitotol).

Familiares dos desaparecidos querem os filhos vivos.

Segundo as entidades, os crimes de lesa humanidade que foram cometidos no caso de Iguala são, em parte, responsabilidade do Presidente da República, Enrique Peña Nieto, e do governador do Estado de Guerrero, Ángel Aguirre Rivero, que agravariam uma situação de criminalização, repressão e violação dos direitos humanos no país. "Por suas graves omissões e o encobrimento de funcionários e grupos que são parte da delinquência organizada”, avaliam as organizações sociais.


"O ocorrido em Iguala não é um caso isolado, como se pretende assinalar a partir do ogverno de Enrique Pena Nieto; o que aconteceu em Iguala é o ápice de uma estratégia de governo que implementada em Guerrero para conter a dissidência e tem como centro a eliminação física e o encarceramento de lutadores sociais e defensores de direitos humanos”, acusam as entidades.


A organização Tlachinollan - Centro de Direitos Humanos da Montanha, pede que a comunidade internacional e a sociedade civil mexicana exijam que as autoridades estatais realizem uma investigação independente e eficiente dos fatos; processem e punam os policiais e autoridades envolvidos direta ou indiretamente e intensifiquem ações de busca dos desaparecidos. Além disso, requerem que sejam implementadas medidas cautelares para salvaguardar a integridade física e psicológica das vítimas e o seu atendimento médico, além de reparar os danos aos vitimados e seus familiares.


Confira depoimento do estudante mexicano Omar García, sobrevivente do massacre de Ayotzinapa:

Fonte: Adital

 

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