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66% das jovens brasileiras afirmam ter sofrido violência em relacionamento

05/12/2014

37% das entrevistadas afirmaram deixar de usar preservativo por pressão do parceiro

 

A pesquisa “Violência Contra a Mulher: o Jovem está Ligado?” ouviu homens e mulheres de 16 a 24 anos de todo o País e se soma a diversas outras investigações que mostram como o machismo se encontra enraizado na sociedade brasileira. A pesquisa é parte das ações da campanha global da entidade Fale sem medo – não à violência doméstica, impulsionada pelo movimento 16 Dias de Ativismo Contra a Violência de Gênero. A pesquisa foi feita pela internet através de um formulário distribuído a uma amostra de 2.046 jovens em todas as regiões do Brasil -– os jovens que responderam à pesquisa foram cadastrados e tiveram seus dados e respostas checados.

Machismo

Entre todas as perguntas, aquela que obteve uma resposta quase unânime foi em relação à percepção da existência do machismo no País. Segundo a pesquisa, 96% dos entrevistados afirmaram reconhecer a existência da opressão sobre as mulheres no Brasil. O reconhecimento do fenômeno, no entanto, não faz com que a aprovação a valores machistas seja pequeno. 53% das mulheres e 49% dos homens afirmaram que “A mulher deve ter a primeira relação sexual com um namorado sério”, e 43% dos homens e 34% das mulheres afirmaram que “A mulher que tem relações sexuais com muitos homens não é para namorar”.


Comportamento

Perguntados se concordam com a afirmação: “Se uma mulher usa decote e saia curta, é porque está se oferecendo para os homens”, 30% dos homens e 20% das mulheres disseram que sim.


Assédio

As estatísticas mais assustadoras são aquelas referentes ao assédio contra a mulher. 78% das entrevistadas afirmaram que já passaram por situações de assédio que vão de cantadas ofensivas a assédio físico. Entre os jovens de sexo masculino, 24% admitirem serem responsáveis por algum tipo assédio a mulheres.


Controle

O estudo mostrou também como a violência não se limita ao assédio, mas ao controle sofrido pelas mulheres no relacionamento. Com o avanço do uso de novas tecnologias de comunicação, principalmente entre os jovens, a forma de controle mais expressiva é a invasão da privacidade através da busca de mensagens e/ou ligações no celular da companheira, que  aconteceu com 53% das entrevistadas. Além disso, 40% das mulheres afirmaram receber ligações dos parceiros procurando saber onde elas estavam, com quem estavam e o que faziam.


Proibição

61% das mulheres afirmaram sofrer algum tipo de proibição, entre as quais 33% a de que o companheiro as impediu de usarem determinada roupa e 28% foram proibidas de sair à noite para frequentar bares, festas ou ir ao cinema.


Violência

A pesquisa, realizada pelo Instituto Avon em parceria com o Data Popular, mostrou também que a dificuldade em admitir que haja violência nos relacionamentos é assustadoramente alta. De maneira espontânea, apenas 8% das mulheres reconhecem haver sofrido violência do parceiro, e 4% dos homens admitem terem cometido violência. Mas quando estimulados a contar como agem com suas parceiras, 55% admitem que cometeram algum tipo de violência e 66% das mulheres reconhecem que sofreram violência.

Para a maior parte dos entrevistados o termo violência está mais associado a agressões físicas e ofensas do que proibições e patrulhamento comportamental.


Comportamento sexual

37% das entrevistadas afirmaram que já tiveram relações sexuais sem preservativo por pressão do parceiro, um dado bastante preocupante, principalmente após a publicação dos dados do Ministério da Saúde que mostram que a infecção da Aids entre jovens de 15 a 24 anos no Brasil aumentou de 9,6 casos em cada grupo de 100 mil habitantes, em 2004, para 12,7 em 2013.


Influência

Entre os homens que já presenciaram cenas de violência contra a mulher, 64% afirmaram que também já praticaram violência. Enquanto que entre os que não presenciaram, o número é muito menor, 47%.

Fórum: Caros Amigos

 

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