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Polícia Militar invade ocupação no Centro com violência e sem ordem judicial

10/12/2014



Já eram 18h30 quando as viaturas pararam em frente à ocupação da Rua Vitor Airosa, 31, nesta terça-feira (02/12), e os policiais comunicaram aos moradores que entrariam no local. Ao relatarem que estavam limpando o imóvel – até então abandonado – ocupado pelas famílias no último sábado, a polícia respondeu ordenando que a porta fosse aberta. Com receio da violência, os moradores acionaram a advogada do Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos, ao mesmo tempo em que solicitavam o mandado judicial ou informação que justificasse a operação policial quando foram detidos.

Após a polícia pegar os celulares dos detidos, diversas foram as tentativas de contato com eles, coisa que só aconteceu bem depois quando um policial atendeu o telefone e se identificou como soldado Santana. Não soube ou quis informar o motivo da abordagem e da operação, titubeou ao se identificar para a advogada e, sobre o responsável pela operação, se limitou a dizer que era o Sargento William.

Os três moradores foram levados algemados para o 12º DP sem saber por qual motivo e foram impedidos de estabelecer contato com a advogada. Na ocupação, os que ficaram relembraram as cenas de violência que vivenciaram na reintegração de posse da Av. São João. Um dos detidos, inclusive, foi o rapaz que teve o braço quebrado ao apanhar com o cassetete de um policial e ainda foi acusado de resistência e agressão naquela reintegração.

Em tempos onde há uma aparente pré-disposição ao diálogo para evitar cenas de violência e abusos como as cometidas contra os moradores do Aquarius Hotel – que levou, inclusive, à criação de um Gabinete de Gerenciamento de Crise ligado à presidência do Tribunal de Justiça de São Paulo e de um Grupo de Apoio – a prática da Polícia Militar se mantém questionável e inclinada à incitação do conflito, como demonstra essa abordagem à ocupação.

A efetividade do Gabinete de Gerenciamento de Crise e do Grupo de Apoio ainda é uma incógnita. Diante da ação da Polícia Militar, prevalece a dúvida sobre a capacidade desses espaços de inaugurar uma nova cultura sobre os casos de conflitos fundiários na cidade de São Paulo e sobre seu papel que pode facilmente ser moldado para legitimar o emprego da violência contra a população de baixa renda. Considerando que o comando geral da Polícia Militar compõe o Grupo de Apoio, o mínimo esperado era uma postura menos ostensiva e violenta na casa dos Sem Teto, ainda que esse lar seja provisório.

Fonte: Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos, por Juliana Avanci

 

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