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Diversidade cultural e interculturalidade são temas de formação de jovens monitores culturais

12/01/2015

A primeira formação teórica do Programa Jovem Monitor Cultural (PJMC) de 2015 teve como tema a diversidade cultural e a interculturalidade. A formação ocorreu no dia 05 de janeiro e foi ministrada por Valmir Souza, escritor, professor e um dos assessores de formação do PJMC do Pólis. Também foram abordadas questões como multiculturalismo, dimensões simbólica, econômica e cidadã da cultura e hibridismo cultural.

Segundo Valmir, atrás do multiculturalismo e da interculturalidade há uma perspectiva política nas relações entre culturas. “O multiculturalismo seria o reconhecimento da diversidade cultural e a interculturalidade é a relação conflituosa e rica dessas misturas”, explicou.

Para ele, é desafiadora e complexa a diversidade cultural que existe em São Paulo. Valmir citou o movimento hip hop como exemplo de espaços onde há diferenças de manifestação cultural.

“O movimento hip hop é um mundo diverso. O grafite é uma linguagem muito grande e que se apropria de outras linguagens, como as artes visuais e as artes plásticas. Pra juntar dois grafiteiros, você junta duas visões de mundo, muitas vezes distintas. Isso é bacana. A questão é como você lida com essas diferenças e diversidades”.

De acordo com Valmir, as pessoas são diferentes, querem mostrar a sua manifestação cultural e isso pode gerar conflitos. “Eu não preciso deixar de ser o que sou para conviver com o outro. É importante que exista e se reconheça a diversidade cultural. Grupos diferentes do mundo todo têm o seu próprio modo de expressar”.

A formação também contou com uma roda de conversa após a exibição dos vídeos “Encontro da Diversidade Cultural: Um mundo mais do nosso jeito”, produzido pelo Coletivo Catarse para o Ministério da Cultura (MinC) sobre o Encontro da Diversidade Cultural Brasileira – a Independência da Cultura, realizado em 2010, e “RUA! – Vagas para Carroças”, projeto dirigido por Tata Amaral e realizado pela Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo.

Os jovens monitores também se dividiram em grupos e produziram vídeos curtos com auxílio de celulares sobre as temáticas abordadas na formação. Ao final, os vídeos foram exibidos e apreciados.

O Programa

Criado pela Lei Municipal 14.968/09 e o Decreto Municipal 51.121/09, o PJMC visa a formação teórica e prática de 111 jovens entre 18 e 29 anos, que atuarão na recepção, produção e difusão da cultura municipal em equipamentos culturais da cidade de São Paulo, tais como casas de cultura, centros culturais, teatros distritais e gabinete da Secretaria Municipal de Cultura (SMC).

O programa é coordenado pela SMC por meio do Centro Cultural da Juventude (CCJ). Atualmente, a ONG Ação Educativa realiza a formação teórica de 126 jovens monitores que atuam no CCJ, nas bibliotecas municipais, no Museu da Cidade e no Arquivo Histórico.

Financiado pela SMC, o Programa tem a duração de um ano e conta com formações teóricas no Instituto Pólis às segundas-feiras e formações práticas nos equipamentos culturais durante a semana, acompanhados por agentes de formação in loco.

 

PALAVRAS-CHAVE

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