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Da Bahia à Tunísia: o Fórum Social Mundial

21/01/2015

“Um outro mundo é possível!” É com esse lema que o Fórum Social Mundial (FSM) tornou-se conhecido. Surgido em Porto Alegre em 2001, em oposição ao Fórum Econômico de Davos, o FSM rebateu o discurso vigente do pensamento único neoliberal e denunciou os efeitos perversos da globalização econômica e financeira. Virou o símbolo da busca por um outro modelo de desenvolvimento para o planeta, socialmente justo e ambientalmente sustentável.

O evento foi reiterado na capital gaúcha em três edições, foi para Índia, Quênia e voltou ao Brasil em 2009, em Belém. O FSM, nessa caminhada, teve muitas contribuições: pautou na agenda mundial o aumento das desigualdades produzidas pela financeirização da economia e valorizou outros paradigmas de desenvolvimento, a exemplo do “bem viver” defendido pelas populações indígenas andinas e amazônicas em contraponto ao “viver melhor” da ideologia capitalista, ou de outras formas de economia, da economia solidária à economia do cuidado dos movimentos feministas. O FSM aprofundou o sentido da participação da sociedade civil, estimulou a criação e o funcionamento de múltiplas articulações nacionais e internacionais e inspirou a implementação de diversas políticas públicas. Não só militantes como também muitos governantes que acessaram o poder pelas urnas na última década, notadamente na América Latina, reconhecem-se como “filhos e filhas do FSM”.

As organizações e movimentos sociais brasileiros possuem uma responsabilidade histórica nesse inédito processo de articulação que, até hoje, concretiza-se pelo maior encontro mundial da sociedade civil, realizado a cada dois anos. A próxima edição do FSM acontecerá em Túnis, na Tunísia, de 24 a 28 de março de 2015, pela segunda vez. O país é o precursor da primavera árabe, em 2011, e hoje o mais promissor em relação ao fortalecimento da democracia na região. As sociedades civis do norte da África e do Brasil, inclusive da Bahia, alimentam desde o FSM 2013 relações em diversas áreas: enfrentamento ao racismo, democracia participativa, direitos das mulheres, das pessoas com deficiência, democratização da comunicação...

Como etapa preparatória para realização do FSM 2015, organizações e movimentos sociais baianos e das demais regiões do Brasil estão se mobilizando e vão realizar um seminário internacional em Salvador na próxima semana, de amanhã até sábado na Biblioteca Central (Barris). O evento contará com a presença de movimentos de todo Brasil, além de representantes do comitê organizador do FSM 2015, de organizações da Tunísia, Marrocos e França.

Os desafios dos movimentos sociais são enormes. As políticas de governos de esquerda, com diminuição da pobreza e redistribuição de renda, não significaram a superação do capitalismo, que entrou em crise nos últimos anos e hoje busca formas de se reinventar. Nesse contexto, como articular as lutas e ações específicas e localizadas com uma luta mais global? Quais as possibilidades de convergências das atuações da sociedade civil organizada, no Brasil como no mundo? Qual é o papel que um espaço como o FSM pode cumprir para luta anticapitalista? Essas são algumas das questões postas e que serão aprofundadas no seminário de Salvador.

Damien Hazard

Coordenador da Vida Brasil, diretor executivo da Abong- Associação Brasileira de ONGs e membro do Conselho Internacional do FSM

Fonte: Jornal A Tarde

 

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