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Produção leiteira recebe incentivo no Sertão

21/01/2015

A situação atual das propriedades familiares frente à seca e a necessidade de promover alternativas viáveis de convivência motivaram a criação do Projeto Sertão Leiteiro, iniciativa desenvolvida pela ONG Caatinga em parceria com o Chapada no Semiárido pernambucano.

O trabalho tem foco na situação dos rebanhos, da produção de leite e de outros sistemas de produção das Unidades de Produção Familiar no Território da Cidadania do Sertão do Araripe. A atuação concentra-se em onze municípios: Araripina, Trindade, Ouricuri, Bodocó, Santa Filomena, Santa Cruz, Moreilândia, Exu, Granito, Ipubi e Parnamirim no Sertão Central.

O Projeto Sertão Leiteiro tem como propósito melhorar e ampliar a produção e a renda dos criadores de caprinos  e bovinos, promovendo a implantação de tecnologia e a estruturação dos espaços produtivos. A assessoria técnica nesta área é considerada pioneira e pretende beneficiar cerca de mil produtores e criadores na região, assessorando na execução e a avaliação de atividades individuais e coletivas, com vistas ao desenvolvimento sustentável das Unidades de Produção Familiar (UPFs) nas bacias leiteiras.

A fase atual é de planejamento comunitário onde são discutidas as tecnologias a serem implementadas nas comunidades rurais com recursos dos agricultores (as). Já foram realizados o cadastro e o levantamento das dificuldades e potencialidades encontradas nas propriedades dos criadores, entre elas a falta de infraestrutura, tecnologia e informação. Atualmente o beneficiamento de leite e laticínios em boa parte destes municípios é realizada de forma artesanal e tem apenas o queijo e a manteiga como produtos derivados.

Com a iniciativa do Sertão Leiteiro estão sendo desenvolvidas estratégias que possam propor novos caminhos aos problemas evidenciados, propiciando a organização dos agricultores e da produção, a valorização do trabalho feminino e juvenil, a gestão da atividade e da unidade de produção familiar, a melhoria da qualidade do produto e da comercialização, a convivência com o Semiárido e a transição agroecológica.

“Algumas famílias agricultoras já aderem ao Programa Aquisição de Alimentos (PAA), direcionado à merenda escolar,mas estes agricultores ainda não fornecem leite nem derivados. Com o projeto buscamos alternativas e estratégias para tentar implantar a comercialização do leite e alguns derivados no PAA” informa o técnico de campo da ONG Caatinga, Júlio Cesar Moraes, que também integra a base de assessoria da ONG Chapada em Araripina.

As famílias a serem beneficiadas, nos dez municípios, são proprietárias ou posseiras de pequenas áreas rurais, onde cuidam de culturas agrícolas e pequenos rebanhos de animais geralmente, com menos de 10 animais e participam das atividades em suas comunidades. Com o advento da seca e a consequente perda dos rebanhos elas reivindicaram a necessidade de uma assistência mais específica em relação ao manejo de rebanho e à estocagem de água e forragem.

O projeto que tem duração de três anos foi lançado pelo (MDA) Ministério do Desenvolvido Agrário através da Sara Secretaria de Agricultura Familiar, por meio da chamada pública visando o apoio ao arranjo produtivo local.“Observamos o potencial da produção leiteira deste território, então trabalhamos nesta perspectiva de construir um projeto visando desenvolver uma assessoria técnica diferenciada aos criadores de caprinos e bovinos produtores de leite, inserindo a agroecologia nos sistemas de criação, o que representa hoje um grande desafio” explica o coordenador da equipe técnica da ONG Chapada Alexandre Pereira.

 A ideia, segundo o coordenador é viabilizar aos criadores a possibilidade de adotar práticas agroecológicas seja no manejo sanitário e/ou alimentar, promovendo o desenvolvimento de um sistema sustentável de criação. A perspectiva é de que as famílias além de trabalharem de forma sustentável diversificando sua produção, possam agregar valor aos produtos e trabalhar de forma agroecológica, reduzindo os impactos ao meio ambiente e ao Bioma Caatinga, no caso do Sertão.

Na execução são parceiros das ONGs Caatinga e Chapada, os sindicatos rurais, os conselhos municipais, e as associações de agricultores e criadores. Também faz parte desta parceria  o envolvimento das secretarias de agricultura dos municípios onde o projeto é realizado.

Para estar de corresponder ao Sertão Leiteiro a família deve estar de acordo com alguns critérios, como: produzir de um até 100 litros de leite por dia, possuir a Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) e não estar inserida em outra chamada pública e atuar na agricultura familiar. Neste processo será realizada a seleção de 50 famílias para a implantação de unidades de inovação tecnológica. Estas servirão de referencial às demais famílias assessoradas.

Fonte: Chapada Araripe

 

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