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Debate sobre a privatização do Vale do Anhangabaú repudia parceria da Prefeitura de São Paulo com o banco Itaú

23/02/2015



O grupo jornalístico Arquitetura da Gentrificação participou de um debate organizado pelo Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos, nesta quarta-feira. Compareceram cerca de 90 pessoas, entre lideranças e participantes de movimentos sociais, estudantes, profissionais de diversas áreas e público geral. Foram apresentados documentos públicos que comprovam a conivência da Prefeitura de São Paulo com o projeto de privatização do Vale do Anhangabaú, viabilizado pelo banco Itaú. Entre as obras previstas estão a construção de novo mobiliário urbano, quiosques, cafés, lojas, novas fachadas para o comércio local, um hotel na Avenida São João, um shopping center e até um espelho d’água – em plena crise hídrica de São Paulo.

A jornalista Sabrina Duran, coordenadora da matéria e do dossiê, apresentou um resumo de todo o conteúdo recolhido pela reportagem nos últimos anos. Esta é a segunda fase do projeto de jornalismo investigativo do grupo Arquitetura da Gentrificação. O site Repórter Brasil apoia a iniciativa e abarcou todo seu conteúdo, que é composto também por uma série de registros pertinentes ao tema.

Para entender o histórico completo, acesse todas as informações no site: http://reporterbrasil.org.br/privatizacaodarua/

A fim de conseguir acesso aos documentos que provam a movimentação da Prefeitura de São Paulo e do Itaú, foi necessário o auxílio da organização Artigo 19 – também presente no evento desta quarta. Devido a algumas Secretarias municipais sonegarem sistematicamente o acesso aos documentos, a organização, que lida com acesso à informação e liberdade de expressão, ajudou a obtê-los. Inclusive, qualquer cidadão tem direito de acessar esses e outros arquivos públicos. O motivo do pedido não precisa ser justificado e a maioria pode ser pedida pela internet. Conheça o trabalho da Artigo 19 no site: http://artigo19.org/

Durante o encontro, foi problematizada a questão da revitalização orientada para o embelezamento e a geração de mais exclusão social, políticas higienistas e gentrificação devido à preocupação de atender apenas interesses econômicos. Foi questionado também o critério de escolha do escritório dinamarquês Gehl Architects a pedido do banco Itaú sem processo licitatório; o custo estimado de R$ 200 milhões das obras – enquanto faltam recursos para programas habitacionais; e os pedidos do banco Itaú à Prefeitura para retirar a população em situação de rua das imediações de suas agências.

O projeto de privatização, em sua versão mais recente, desconsiderou por completo a participação de movimentos sociais na discussão sobre as obras. Os prováveis danos devem infligir sobre, principalmente, as populações vulneráveis que serão expulsas dos locais mais qualificados da cidade. A participação social só foi considerada tardiamente, após decisões de gabinete já terem sido tomadas. Todo esse processo vai contra a luta pelo direito à cidade e democracia urbana.

Ao fim do debate foram estipulados alguns encaminhamentos. Os participantes sugeriram várias ações, entre as quais, escrever um manifesto das entidades em repúdio à privatização do Vale; entregar uma representação no Ministério Público; dar início a uma campanha de comunicação; e levar as informações aos conselhos e instituições da cidade.

Fonte: Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos

 

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