ABONG -  - Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais

associe-se

conheça nossas associadas

Procure pelo nome em um dos campos abaixo:

selecione
selecione

Ou faça aqui uma busca detalhada:

selecione
selecione
selecione
selecione
  • APOIO

    • Instituto C&A
  • REDES

    • Plataforma MROSC

Roda de diálogo discute situação da mulher negra em Pernambuco

04/03/2015



Na última sexta-feira (27) o Comitê Impulsor de Pernambuco da Marcha das Mulheres Negras realizou uma roda de diálogo para discutir a situação das mulheres negras em Pernambuco. No debate estiveram presentes organizações como a Casa da Mulher do Nordeste, Fórum de Mulheres de Pernambuco, Cidadania Feminina, Articulação Negra de Pernambuco, Cabelaço e SOS Corpo. A ação faz parte da mobilização para a Marcha das Mulheres Negras que acontece dia 18 de novembro deste ano.

Segundo a educadora da Cidadania Feminina, Rejane Pereira, o principal foco do diálogo seria analisar a conjuntura das mulheres negras e a política racial no estado de Pernambuco. “Nós percorremos os municípios de Olinda, Paulista, Jaboatão dos Guararapes, São Lourenço da Mata e o próprio Recife para saber quanto se tem em relação à política para mulheres negras e percebemos que não há uma política institucional no estado de Pernambuco”, lamenta a feminista.

A análise de conjuntura servirá para que as instituições presentes possam pensar quais são os desafios para a ação organizada das mulheres negras e, também, construir ações que possam orienta-las. “A ideia é que a gente possa estar se inspirando no debate de hoje para pensar mais coletivamente quais são as ações necessárias para enfrentar o racismo que atinge às mulheres negras aqui no estado”, revela a educadora do SOS Corpo, Rivane Arantes. Debater os dados sobre as mulheres negras será um dos temas da roda. “A gente possui uma enorme dificuldade de encontrar informações que tratem da situação específica delas. Há somente sobre as mulheres no geral e esse, pra nós, é um grande dado: a ausência de um diagnóstico específico sobre a situação das mulheres negras”, complementa.

Dos poucos dados que são encontrados sobre as negras, eles apontam sempre uma situação precária, como as que mais estão presentes nos trabalhos domésticos ou dos piores estados, são quem possuem o maior índice de mortalidade materna e maioria da população carcerária feminina. E, ainda, há uma grande diferença no número entre jovens brancos e negros que são assassinados ou que são vítimas de crimes violentos. “Em um apurado geral que a gente pode ver é que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), as mulheres pardas e negras são as que estão ocupando os piores índices de condição de vida”, conta Rivane. 

Fonte: Casa da Mulher do Nordeste

 

PALAVRAS-CHAVE

  • PROJETOS

    • Informação, formação e comunicação em favor de um ambiente mais seguro para a sociedade civil organizada

Rua General Jardim, 660 - Cj. 81 - São Paulo - SP - 01223-010
11 3237-2122
abong@abong.org.br

design amatraca