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Estados amanhecem com mobilizações das mulheres camponesas

09/03/2015

Nesta segunda-feira, 09 de março, vários estados amanheceram com a mobilização das mulheres camponesas. As ações fazem parte da Jornada Nacional de Lutas das Mulheres Camponesas, em que denunciam o modelo do agronegócio no campo brasileiro e propõem a agroecologia como alternativa ao capital estrangeiro na agricultura.


mst
Mulheres camponesas denunciam o modelo do agronegócio no campo brasileiro e propõem a agroecologia.

Cerca de 800 mulheres camponesas, organizadas pela Via Campesina, estão ocupando a multinacional Bunge, em Luziânia (BR 040- entorno de Brasília), Distrito Federal. Na Paraíba, mais de 450 mulheres camponesas ocupam o Engenho da Usina Giasa, no município de Pedra de Fogo. O Engenho, atualmente com registro sobre o nome BioSev, pertence a um grupo francês, cujo um donos é o ex-jogador de futebol francês Zinédine Zidane. 

Em Goiás, mais de 1.500 mulheres do MST, do Movimento Camponês Popular (MCP) e da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Fetraf) ocupam a Secretaria da Fazenda. Elas reivindicam a aprovação da Lei de Fortalecimento da Agricultura Familiar e Camponesa, travada na Casa Civil de Goiás. A Lei cria um fundo com 0,5% do orçamento anual do Governo do Estado para políticas públicas estaduais de agricultura camponesa. 

No Mato Grosso, cerca de 300 mulheres de assentamentos e acampamentos do MST no Estado marcham pela cidade de Cáceres. Desde sábado, 07, as camponesas estão reunidas no município, onde também realizam estudos. O município de Cáceres foi escolhido por causa da expansão do agronegócio e da mineração, além de ter projetos previstos para a região da bacia do Alto Paraguai, uma das principais formadoras do Pantanal. 

No Tocantins, mais de 250 mulheres trancam a Rodovia Belém Brasília (BR 153), na cidade de Guaraí. Em Maceió (Alagoas), as mulheres ocupam desde a noite deste domingo, 08, a sede da superintendência do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. As camponesas denunciam o modelo devastador de produção da cana-de-açúcar e a atual intensificação da plantação de eucalipto no estado. 

No Espírito Santo, centenas de mulheres de organizações do campo realizam uma marcha pela cidade de Colatina. 

Na quinta-feira passada, 05, cerca de 1.000 mulheres do MST ocuparam a sede da empresa Suzano/Futura Gene, em Itapetininga (São Paulo), com o objetivo de barrar a votação que liberaria o cultivo de eucalipto transgênico no Brasil. Paralelamente, outras 300 camponeses ocuparam a própria Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), onde estava tendo a reunião que liberaria o eucalipto.

Fonte: Adital

 

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