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Pesquisa do DIEESE aponta que as mulheres negras são as mais prejudicadas no mundo do trabalho

12/03/2015



O Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) apresentou nesta quinta-feira, 5, dados sobre a inserção da mulher no mercado de trabalho. A mesa contou com a presença de representantes do Diees, Secretaria da Mulher e do Sindicato dos Bancários, onde o evento foi realizado.

O estudo mostra a grande diferença sexista que ainda existe no mercado de trabalho. Nos últimos anos a participação feminina tem melhorado; Em 2014, a taxa de desemprego decresceu com maior intensidade para as mulheres (5,7%) do que para os homens (2,8%). Apesar da participação das delas ter crescido, a estrutura que o mercado de trabalho é segregado entre os sexos ainda é o mesmo. Segundo Milena Prado, técnica do Diees, as mulheres crescem apenas em empregos onde há informalidade: “quando elas estão em alguma ocupação, estão em um trabalho que podem representar menores remunerações. Por exemplo, o emprego industrial sempre foi um trabalho nobre, onde se tem melhores salários, é mais organizado no ponto de vista da relação sindical, das relações trabalhistas e é onde as mulheres estão menos presentes”. 

A pesquisa aponta que a presença das mulheres nas indústrias é de 6,3%, na construção 1,2% e comércio 21%. Enquanto homens ficam com 13,2%, 14,6% e 22%, respectivamente. Mas, quando o emprego está associado com trabalhos domésticos, a situação se inverte: 14,6% para as mulheres e somente 0,7% para os homens. Milena revela que esse é um dado que nos faz refletir: “Isso, simbolicamente, representa muita coisa. Porque essas elas estão presentes no trabalho doméstico através de uma contratação de uma outra mulher”.

Além das diferenças sexistas no trabalho, ainda há um grande problema racial. “As negras sofrem mais restrições de inserção em determinadas ocupações no mercado de trabalho. Quando a gente olha o perfil das mulheres ocupadas e o das desempregadas, eu vejo, significativamente, quem está mais presente no mercado e onde estão inseridas. Possivelmente no emprego doméstico, no trabalho mais precário ou naquele setor de serviço que não exija uma “beleza feminina” ou a cor da pele para que as pessoas sejam atendidas. Por exemplo, na educação, saúde e serviço social, certamente as mulheres negras estarão mais presentes”, revela Milena.

Fonte: Casa da Mulher do Nordeste

 

 

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