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Campanha mobiliza em defesa do patrimônio alimentar

13/03/2015

Fórum Brasileiro de Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (FBSSAN) convida a população a repensar sua relação com a comida e a lutar pela preservação da diversidade alimentar

O Fórum Brasileiro de Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (FBSSAN) lançou  recentemente a campanha “Comida é Patrimônio” . O objetivo é estimular a população a repensar a relação com os alimentos e lutar por um sistema alimentar mais justo, equitativo, saudável, sustentável e solidário. Além disso, a ideia é valorizar a identidade alimentar, presente nas especificidades das culinárias regionais do país, bem como nas dimensões social, cultural, econômica e política da alimentação.

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A campanha pretende provocar reflexões a partir de quatro temas: Comida é bem material e imaterial; Comida é identidade, memória e afeto; Comida é dialogo de saberes; e Modos de viver, produzir e comer. A iniciativa conta com uma série de 24 cartazes digitais, chamados de “pensamento-pimenta”, para serem compartilhados nas redes sociais. O conteúdo do material foi selecionado a partir de pensamentos de mulheres e homens de diversas áreas de conhecimento como antropologia, sociologia, nutrição, gastronomia, agricultura, artes, além de manifestações de organizações sobre a cultura alimentar.

O público poderá participar respondendo à pergunta: “que alimentos (não) estamos comendo?”. De acordo com a integrante da Coordenação do FBSSAN Vanessa Schottz, a questão levou o Fórum a perceber o quanto a defesa da comida como um patrimônio é um caminho para aproximar a dimensão cultural da soberania e da segurança alimentar e nutricional. Isso porque a forma como o sistema alimentar está estruturado atualmente coloca em alto risco esse patrimônio. Entre as razões enumeradas por ela estão: a perda da agrobiodiversidade, da memória alimentar e da diversidade do alimento.

Comida é mais que nutriente

O FBSSAN ressalta que, em todo o Brasil, existem famílias agricultoras que estão envolvidas com a conservação dos alimentos regionais. “Precisamos conhecer e valorizar essas experiências”, sinaliza Vanessa. Por isso, a campanha faz ainda outra pergunta : “Quais alimentos devemos preservar?”.  A intenção é mostrar como fundamental o enfrentamento das contradições do sistema alimentar moderno para preservar o que se come, quando se come, com quem se come.

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Também entra no debate a “padronização do gosto”, com a grande oferta de alimentos artificiais (feitos à base de químicos, corantes e acidulantes) e envenenados por agrotóxicos e transgênicos. Nesse sentido, a carta política divulgada no marco do 7º Encontro Nacional do FBSSAN, em 2013, aponta que a agroecologia tem se firmado como o melhor meio de produção de alimentos saudáveis. Esse modelo agrícola respeita e promove a diversidade social, biológica e cultural. Com isso, “traz benefícios para toda sociedade e para o planeta, garantindo o acesso a esses alimentos por gerações futuras”, informa o documento.


Normas sanitárias

Maria Emília, assessora da FASE e presidenta do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), reforça que os alimentos artesanais são prejudicados por legislações sanitárias que usam parâmetros para uma produção industrial. Ela reforça que a comida vai além do nutriente e dos aspectos sanitários que conferem segurança para o consumidor. Por isso, defende que é fundamental reconhecer a necessidade de adotar uma concepção de qualidade baseada no respeito às práticas alimentares regionais. “Precisamos rever essas normas, que são verdadeiros instrumentos autoritários”, afirma a antropóloga.

O FBSSAN se une a outros parceiros para reivindicar a revisão dessas normas, conforme a “Carta Aberta à Agência de Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) em favor da produção artesanal, familiar e comunitária e da alimentação saudável”. “Lutar por normas sanitárias mais inclusivas e adequadas à produção de base familiar e artesanal, contra o uso de sementes transgênicas e contra a concentração do mercado é defender um de nossos maiores patrimônios. Precisamos nos mobilizar”, alerta Vanessa.

Engajamento na campanha

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Desde 1998, o FBSSAN, do qual a FASE faz parte, articula pessoas, organizações, redes, movimentos sociais e instituições de pesquisa na luta pelo Direito Humano à Alimentação. O Fórum reforça que o apoio de seus membros e parceiros é essencial para o sucesso da campanha, divulgando os conteúdos em seus sites, redes sociais, dentre outros meios de comunicação.

A campanha do Fórum é realizada em parceria com a Malagueta Comunicação. Para participar, acesse a página do FBSSAN no Facebook e compartilhe os conteúdos com as hashtags #comidaepatrimonio #pensamentopimenta.  As respostas às perguntas “Que alimentos (não) estamos comendo?” e “Quais os alimentos devemos preservar?” podem ser enviadas em forma de textos, fotos e vídeos para secretariafbssan@gmail.com ou pelo próprio Facebook. Além disso, nos próximos meses a campanha “Comida é Patrimônio” contará com entrevistas e reportagens a serem veiculadas no site do Fórum. Uma roda de conversa chamada “Diálogo de Sabores”, com veiculação pela internet, é outra atividade prevista.

* Com informações do site do FBSSAN.

Fonte: FASE

 

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