ABONG -  - Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais

associe-se

conheça nossas associadas

Procure pelo nome em um dos campos abaixo:

selecione
selecione

Ou faça aqui uma busca detalhada:

selecione
selecione
selecione
selecione
  • APOIO

    • Misereor
  • REDES

    • Mesa de Articulación

FSM 2015 na Tunísia: O papel da sociedade civil global sobre a agenda de desenvolvimento Pós 2015

26/03/2015

Mesa de debate aconteceu nesta quarta-feira (25), na Casa Brasil, espaço da delegação brasileira no Fórum

 

A agenda global de desenvolvimento Pós 2015 mobiliza diversas Organizações da Sociedade Civil (OSCs) e redes pelo mundo. No Brasil, a Abong tem coordenado processos de incidência sobre a agenda da Organização das Nações Unidas (ONU), que visa a definir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs), metas a serem perseguidas a partir do próximo ano, quando termina o prazo para a implementação dos Objetivos do Milênio (ODMs).

 

A incidência da sociedade civil sobre a Agenda Pós 2015 é de fundamental importância para influenciar progressos nas negociações internas da ONU no sentido de garantir a inclusão de pautas imprescindíveis em sua concepção de desenvolvimento sustentável.

 

Em um contexto de crise econômica e financeira, de transformação da geopolítica mundial, de mudanças climáticas e ainda de crise alimentar, instabilidade social, conflitos armados e aumento das desigualdades em diversas partes do mundo, a ONU ainda tem uma abordagem muito conservadora nesta agenda e o ano de 2015 será fundamental para determinar as diretrizes globais de desenvolvimento, definir seu financiamento e seus meios de implementação, o que faz urgente a pressão da sociedade civil global.

 

Nesta perspectiva se deu o debate da mesa “Sociedade civil global e agenda de desenvolvimento pós 2015”, promovida pelo Coletivo Brasileiro Rumo ao Fórum Social Mundial 2015 na Tunísia em parceria com o Fórum Internacional de Plataformas Nacionais de Organizações Não Governamentais (FIP).

 

O evento aconteceu nesta quarta-feira (25/03), na Casa Brasil, espaço da delegação brasileira no FSM 2015, onde acontecem atividades autogestionadas, fóruns e debates promovidos pelo Coletivo.

 

Regina Marques, do Movimento Democrático de Mulheres de Portugal e da Federação Democrática Internacional de Mulheres trouxe para o debate uma das pautas de incidência da sociedade civil na agenda da ONU: a questão de gênero e os direitos sexuais e reprodutivos. Marques atribuiu à sociedade civil a conquista da Beijing (Plataforma de Mulheres), há mais de 20 anos. “Se hoje temos esta plataforma e se estamos agora preocupados com o cumprimento da mesma é porque alguma organização a colocou em cima da mesa da ONU em 1972. O balanço que se fazia a essa altura é que as mulheres tinham direitos muito desiguais”, recordou.

 

Para a feminista, quarenta anos após a conferência que deu origem ao Dia Internacional da Mulher, o cenário é de extrema desigualdade e violação de direitos. “Temos que criar mecanismos para que o Pós 2015 seja um futuro diferente valorizando as dimensões todas, mas em especial as mulheres. As mulheres não são agentes de segunda”, defendeu.

 

Marcos Sorrentino, do Movimento Ecosocialismo ou Barbárie, defendeu em sua fala a convergência de todas as agendas inclusivas para a Agenda Pós 2015. “A Agenda Pós 2015 não pode estar pautada somente em agendas locais, setoriais ou pontuais. Temos que construir uma Agenda Pós 2015 unificada que responda ao principal desafio que está colocado para a humanidade hoje que é o desafio de sobrevivência, inclusive, em sua diversidade”, declarou.

 

A discussão da agenda dos ODSs está materializada hoje em 17 objetivos e essa agenda será aprovada em setembro deste ano durante Assembleia Geral das Nações Unidas. Diversas OSCs brasileiras acompanharam os debates e tensões do processo interno de negociações, inclusive produzindo insumos para influenciar esta primeira fase de negociação entre os Estados-membros em articulação direta com o governo brasileiro que, por sua vez, somente em 2014 instituiu um Grupo de Trabalho Interministerial para acordar posições. O diálogo com a sociedade civil, no entanto, ainda é incipiente e carece de canais formais para o debate.

 

Que desenvolvimento precisa ser pensado? Quais as necessidades econômicas, da agenda ambiental, climática, de segurança, das cidades? Para Sérgio Andrade, da Agenda Pública, esse conjunto de indicadores está sendo construído de forma pouco mais coletiva do que foram os objetivos do milênio, em sua opinião, uma agenda construída basicamente pelo secretariado geral da ONU. “Não faria sentido pra nós da sociedade civil como não fez no passado pensar em uma agenda discutida nas instâncias da ONU sem pensá-la como um instrumento de incidência e de participação de prioridade de política pública. Estamos falando de um conjunto de políticas que vai pautar prioridades de políticas públicas em nível nacional e regional, ações de investimento social privado, ou seja, é uma agenda de extrema importância”, explicou.

 

As circunstâncias e a apropriação dos ODMs pelo setor privado fizeram com que a sociedade civil optasse pelo distanciamento naquele momento. O debate em torno dos ODSs conta com maior participação da sociedade civil. “É uma enorme oportunidade para pautar nossas ações e pensar numa agenda de desenvolvimento que de fato inclua as mais diversas agendas contempladas por este Fórum Social Mundial”, concluiu Andrade.

 

PALAVRAS-CHAVE

  • PROJETOS

    • FIP - Fórum Internacional das Plataformas Nacionais de ONGs

Rua General Jardim, 660 - Cj. 71 - São Paulo - SP - CEP: 01223-010 - Tel.: 11 3237-2122

Horário de funcionamento do escritório: segunda-feira à sexta-feira, das 9h às 19h

design amatraca