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Entrega da Medalha Chico Mendes 2015 aconteceu no mesmo dia em que câmara aprovou constitucionalidade da PEC 171/93

02/04/2015

Há 51 anos acontecia o golpe civil-militar e o país entrava em um longo período de injustiças e torturas. Ontem, 31/04/2015 diversas pessoas e organizações lotaram o auditório da nova sede da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio de Janeiro (OAB RJ), para participar da cerimônia de entrega da 27ª Medalha Chico Mendes, evento criado pelo Grupo Tortura Nunca Mais RJ em descomemoração ao golpe.

Como de costume, membros do Centro de Defesa dos Direitos Humanos de Petrópolis (CDDH)estiveram presentes no evento, com o Coro Nheengarecoporanga. Os 30 jovens assistidos pela instituição cantaram com um motivo e uma dor a mais. Isto porque, antes de iniciar a regência, o maestro Carlos Eduardo Fecher,  lembrou que na tarde de ontem a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados aprovou a constitucionalidade da PEC 171/93, que reduz a maioridade penal para 16 anos.   



Conduzida pela atual presidente do grupo, Victoria Grabois, a cerimônia de entrega  de 2015 homenageou diversos destaques na luta por justiça. Foram jovens, organizações, militantes, profissionais de diversas áreas, mas sobretudo, pessoas que resistiram e ainda resistem. Pesentes ou representados por parentes ou amigos, suas histórias foram lembradas e registradas neste evento que, para integrantes do CDDH- Petrópolis, é hoje o prêmio de direitos humanos mais importante do país.

Na ocasião cada homenageado recebeu a medalha das mãos de integrantes das organizações apoiadoras. Carlos Eduardo Fecher entregou a medalha 2015 para Fátima Pinho de Menezes, mãe de Paulo Roberto Pinho de Menezes, espancado e asfixiado por cinco policiais em 2013. Ela, juntamente com Ana Paula Gomes de Oliveira, mãe de Johnata de Oliveira Lima, morto em 2014 com um tiro nas costas, foram homenageadas como ficaram conhecidas,' as mães de manguinhos'.

 
Jandira Mendes, mãe de Igor Mendes, estudante da UERJ preso nas manifestações de junho de 2013, também esteve presente e recebeu a medalha em nome do filho, atual preso político. Igor enviou uma carta, que foi lida por um amigo durante a cerimônia, e impressa para os presentes. " Essa medalha eu dedico a todos os 23 perseguidos pelas jornadas de junho", disse Jandira.

Além daqueles que dedicaram a vida à defesa dos direitos humanos e dos que foram brutalmente assassinados pelo Estado, o GTNM premiou também a ONG Repórter Brasil, pelo trabalho  de destaque no combate ao trabalho escravo.

 
Confira a lista de homenageados:

Desaparecidos Políticos da Guerrilha do Araguaia:   Lúcia Maria de Souza (in memoriam)  e João Gualberto Calatroni (in memoriam

Violência Urbana: 'Mães de Manguinhos' Fátima Pinho de Menezes e Ana Paula Gomes de Oliveira

Militância: Flora Abreu Henrique da Costa

Militância atual: Igor Mendes da Silva 

Violência rural: Dom Xavier Gilles Maupeou d’Ableiges 

Cultura: José Celso Martinez Corrêa 

Educação: Horácio Cintra Magalhães Macedo (in memoriam

Combate ao trabalho escravo: ONG Repórter Brasil

Internacional: Jorge Zabalza e Juan Carlos Machoso 

Especial: Jorge José L. M. Ramos (in memoriam

Fonte: CDDH, por Juliana Oliveira

 

 

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