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Extermínio da Juventude Negra é tema de ato na feira do Guamá

17/04/2015

A discussão sobre o extermínio da juventude negra e pobre no país foi o que levou os participantes do projeto Jovens Comunicadores da Amazônia (JCA), promovido pelo Instituto Universidade Popular (Unipop), além de representantes de outros grupos organizados da Sociedade Civil, até a movimentada feira do bairro do Guamá, na periferia de Belém, na manhã do último sábado, 11 de abril. A atividade integra o módulo de incidência política do JCA.

Patrícia Cordeiro, coordenadora do Programa Juventude Participação e Autonomia - JPA, que integra o projeto JCA, explica que a realização do ato é parte integrante do Curso de comunicação popular, e que o objetivo é “estabelecer com a população a reflexão sobre o papel da polícia, do poder público, do estado e do lugar de vulnerabilidade que as juventudes estão vivendo, porque um elemento que está muito ligado a isso é o racismo”.

Mapa da Violência de 2014 deixa claro o genocídio da juventude negra e pobre no Brasil. Entre os anos de 2002 a 2012 o número de assassinatos da população negra aumentou em 38,7%, enquanto que o número de vítimas brancas diminuiu em 24,8%, já a vitimização negra, no período de 2002 a 2012, cresceu em 100,7%.

Em relação aos jovens negros, a porcentagem de homicídios chegou a 32,4% em 2012, e o índice de vitimização que era de 79,9 em 2002 subiu para 168,6%, ou seja, para cada jovem branco assassinado, morrem 2,7 jovens negros no Brasil. Na realidade do estado do Pará, 3.007 jovens morreram vítimas de homicídio em 2012. Comparado ao ano de 2002, quando o número era de 1.046, o aumento foi de 187,6%.

Diante de milhares de jovens, que se tornaram números, surgem questionamentos e reflexões sobre os motivos que levam a tais eventos. Por que o jovem negro de periferia morre tanto no Brasil? De quem é a culpa?  Quais os papéis que o Estado e a Sociedade Civil assumem nestes casos?

O papel da mídia

O atual modelo de mídia hegemônica presente no Brasil, onde a informação é controlada por poucos grupos familiares com interesses políticos conservadores e opressores, é, de acordo com Patrícia, um dos motivos da disseminação do preconceito contra a população jovem e negra. “O que identificamos nas abordagens durante o ato é que as pessoas só estão sendo informadas por um tipo de mídia, que é uma mídia reacionária, populista que não prima pelo processo de aprendizado, mas sim por um processo ainda de segregação e de opressão e nós defendemos uma comunicação popular onde o primeiro lugar seja nosso, não único, mas onde também tenhamos um lugar ao sol”, acrescentou.

A psicóloga Rafaele Aquime, no ato representando o Conselho Regional de Psicologia, destacou a questão da redução da maioridade penal: “É importante promover o debate pensando no enfrentamento à violência contra a juventude e no fortalecimento das nossas leis, garantindo os direitos e a dignidade da pessoa humana, o fortalecimento do Estatuto da Criança e do Adolescente e não das sugestões de alteração dessa legislação como a redução da maioridade penal, que vai criminalizar mais ainda essa parcela da juventude, encarcerando mais, prendendo mais ao invés de garantir mais direitos”, disse. Veja alguns motivos para se posicionar contra a redução da maioridade penal clicando aqui.

Além das entidades citadas, estiveram presentes na ação representantes da Frente Contra a Redução da Maioridade Penal, da Juventude do PSOL, da Rede Escola Cidadã, da Federação de Assistência Social e Educacional, do Movimento Paz e Direitos Humanos, do projeto ParÁfrica, da Pastoral da Juventude e do mandato do deputado estadual Dirceu Ten Caten.

Fonte: UNIPOP, por Mayara Marciel, do Projeto Jovens Comunicadores da Amazônia

 

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