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Fundo Brasil de Direitos Humanos debate o papel da mídia e as novas formas de comunicação

24/04/2015

Seminário reuniu jornalistas e representantes de organizações sociais no auditório da FGV Direito SP


São Paulo, 24 de abril de 2015 - O Fundo Brasil de Direitos Humanos reuniu, nesta quinta-feira (23/04), jornalistas e representantes de diversas organizações sociais para debater o papel da grande mídia na cobertura de temas relacionados aos direitos humanos e as novas formas de se comunicar com a chegada das mídias sociais. Além da transmissão online ao vivo, o seminário "Comunicação, violência e direitos humanos" contou com aproximadamente 100 participantes no auditório da FGV Direito SP (Escola de Direito de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas).

A primeira mesa de debate "Comunicação, violência e direitos humanos" abordou o tema "Textos e contextos - comunicação, violência e direitos humanos", com a colunista do jornal O Globo, Flávia Oliveira, e com o editor da revista Fórum, Renato Rovai. Eles analisaram como a mídia trabalha os dois temas interligados aos direitos humanos.

Rovai destacou atos violentos que são defendidos por grupos organizados nas mídias sociais, mostrando como alguns excessos cometidos pela polícia e pela própria sociedade são amplamente difundidos, comentados e compartilhados pela internet. Sem falar no despreparo de jornalistas em entrevistas com suspeitos e também na falta de clareza sobre a diferença entre liberdade de imprensa e liberdade de expressão. 

Um estudo sobre a cobertura da grande imprensa para o caso da proposta de redução da maioridade penal foi apresentado por Flávia. "A mídia contribui com a percepção exagerada da violência cometida por menores, que acaba ganhando mais destaque nos noticiários que os crimes cometidos por adultos", afirmou.

O painel foi mediado por Átila Roque, diretor vice-presidente de projetos do Fundo Brasil de Direitos Humanos e diretor executivo da Anistia Internacional, que enfatizou a importância do debate para refletir a democracia, comunicação e narrativas sobre a realidade num país marcado pela desigualdade. "A comunicação de massa ainda é avessa à complexidade e reforça estereótipos", concluiu.

No período da tarde, o tema da mesa foi "Políticas, novos conteúdos e contrainformação" e contou com a participação de Pedro Ekman, do coletivo Intervozes; Jacira Melo, do Instituto Patrícia Galvão; Laura Capriglione, do movimento Jornalistas Livres; e Rafael Vilela, da Mídia Ninja, que discutiram a importância da comunicação para o fortalecimento de causas sociais e movimentos da sociedade civil, mediados por Ana Valéria Araújo, coordenadora executiva da fundação. 

Pedro mostrou o atual cenário do sistema de comunicação do Brasil e enfatizou a importância de desconcentrar o poder dos veículos de informação. "É importante criar mídias que tenham o mesmo alcance que a grande imprensa", explicou. Para ele, a comunicação é um direito humano, mas tem sido tratada como negócio. 

Para Jacira, a luta pelo marco regulatório do sistema de comunicação do Brasil é fundamental, mas as organizações da sociedade civil precisam construir seus discursos sob um olhar mais crítico, com agilidade e eficiência para acompanhar as mudanças. "A comunicação tradicional passou, precisamos pensá-la de forma atual, criando mecanismos que viralizem nossas mensagens e, principalmente, que envolvam o interlocutor com mais interatividade", disse.

A reflexão sobre a necessidade do imediatismo das ações coletivas das organizações sociais e do quanto à tecnologia pode contribuir nesse processo foi um tema trazido por Laura Capriglioni. Ela acredita que o mais importante neste momento não é o quanto se produz de conteúdo, mas sim o seu alcance. De acordo com ela, a grande resposta para esta questão é a articulação em rede. Com o exemplo da iniciativa Jornalistas Livres, que foi criada há um mês quando diversos grupos de oposição ao governo foram às ruas, Laura contou que mais de 100 pessoas integram o movimento e atuam como agentes multiplicadores, cobrindo diversas pautas em tempo real e compartilhando o conteúdo para suas redes.

Rafael concorda com Laura de que o momento é de otimismo diante de tantas ferramentas disponíveis e do protagonismo das organizações que agora podem produzir suas histórias e contá-las em seus próprios meios de comunicação, como as redes sociais. "Não podemos esperar mais a democratização da mídia, uma vez que o governo pouco tem feito para mudar a atual estrutura. Precisamos construir redes e agir agora", afirmou.

O evento encerrou com a exibição do documentário "Defensorxs", uma produção da campanha "Somos todos defendorxs", com o apoio do Fundo Brasil, desenvolvida pelo Coletivo Intervozes, Justiça Global, Plataforma Dhesca e Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH).

Fonte: Fundo Brasil de Direitos Humanos

 

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