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Membros do CDDH participam da primeira reunião da rede de atendimento à população de rua

26/05/2015

Integrantes de organizações da sociedade civil realizaram ontem (21/05), a primeira reunião com o poder público, para debater o funcionamento do trabalho em rede voltado para a população de rua em Petrópolis. O encontro, marcado durante a audiência pública sobre o assunto, que foi realizada no início do mês, aconteceu no Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (centro POP) do município. 

Além de membros do Centro de Defesa dos Direitos Humanos de Petrópolis (CDDH) estiveram presentes voluntários daPastoral da Rua do Padre Quinha, funcionários do Centro POP, a Secretária de Trabalho, Assistência Social e Cidadania, Fernanda Ferreira e o vereador Silmar Fortes (PSDB). Assim como na audiência, nenhum representante da área de saúde do município compareceu à reunião, mas as carências a respeito dos encaminhamentos de casos para esta área também foram colocadas em pauta.

Uma das principais determinações conquistadas na reunião foi a flexibilidade do horário do Núcleo de Integração Social (NIS) para receber moradores de rua. A partir da próxima quinta-feira (29/05) o local passa a receber, até meia noite, pessoas abordadas pelas equipes de pastorais ou voluntários, que estejam dispostas a ir para o antigo 'abrigão'.

A medida, que funcionará em caráter experimental, foi motivada pela dificuldade  que estes grupos  de voluntários encontram para ajudar moradores de rua durante a noite, quando o NIS já está fechado. De acordo com Rafael Marc, da Pastoral de Rua, essa logística limita o trabalho que é desenvolvido pela equipe. “Através da nossa conversa a gente tem um poder de convencimento muito maior”, contou. Após apresentar as instalações do Centro POP, Fernanda Ferreira sugeriu que  houvesse um compartilhamento de atividades entre os atores e  disse que o trabalho com a família  dessas pessoas  é contínuo. “É importante fazer um cruzamento dos dados que temos”, disse.


Diante do impasse característico da burocracia encontrada na esfera pública, os participantes concordaram que o  trabalho de acolhimento acaba sendo prejudicado.  Carla de Carvalho, membro da Coordenação Executiva do CDDH, disse na ocasião, que é necessário que todos os atores conheçam os critérios de atendimento oferecidos pelos equipamentos públicos no município, para que as orientações que são feitas por organizações da sociedade civil não desgastem o relacionamento estabelecido com o usuário. “Estamos falando de pessoas em situação de rua  que, provavelmente, irão voltar (para o atendimento) inúmeras vezes... É preciso trabalhar esse vínculo sem violentar esse vínculo...”, contou.

Até o momento o trabalho de elaboração de ação integrada prevê, além da visita aos equipamentos (públicos ou não) que atuam em prol desta causa no município,  um momento de participação em conjunto nas ações de abordagem e atendimento, oferecidas por cada um desses atores, além da elaboração de um diagnóstico quantitativo e qualitativo da população de rua no município.

A próxima reunião do grupo será realizada no dia 18/06, no NIS e, segundo Silmar Fortes (PSDB), deverá contar com a participação da equipe do consultório de rua. Este novo encontro acontecerá praticamente um mês antes da próxima Audiência Pública sobre o tema, prevista para acontecer no dia 13/07.

Fonte: CDDH

 

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