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Salvador sedia I Festival de Arte-Educação em agosto

02/08/2010

No mês de agosto, Salvador será a capital nacional da arte-educação, com a realização do I Festival de Arte-Educação: A Cidade CRIA Cenários de Cidadania. O evento, promovido pelo CRIA (Centro de Referência Integral de Adolescentes), acontece entre os dias 12 e 18 de agosto, no Teatro SESC/SENAC Pelourinho, e terá uma vasta programação, com oficinas, palestras, exposições e mostras de vídeos.

 

O teatro, com espetáculos apresentados por jovens, mostras da cultura popular, quilombolas e indígenas é a expressão principal dos novos cenários de cidadania que se desenham a partir dessa arte. Ao todo, são 15 espetáculos, entre montagens do CRIA, esquetes de grupos comunitários e mostras das oficinas, que configuram um painel de experiências criativas de transformação pessoal e social.

 

O objetivo do festival é ser um espaço de encontro, de diálogos, discussões conceituais e disseminação das experiências do CRIA com a arte-educação. A programação do festival continuará em setembro, com mostras artísticas no Solar Boa Vista, e até dezembro nas diversas comunidades em que vivem os jovens participantes dos grupos artísticos. A expectativa é mobilizar cerca de 10 mil pessoas.

 

Para Maria Eugênia Milet, supervisora geral e diretora artística do CRIA, “o festival será o momento de celebrar as conquistas e compartilhar os desafios que se apresentam para o futuro, depois desses 16 anos de convivência, criação conjunta e encontros com gente daqui e de outros cantos do mundo”.

 

Atualmente, o CRIA desenvolve um trabalho direto com 184 pessoas. São 74 crianças, adolescentes e jovens de Salvador, com idades entre 10 e 28 anos, além de 50 familiares que participam de encontros de formação e discutem temas como direitos sexuais e reprodutivos e atuação comunitária. A esse grupo somam-se 60 jovens e adultos de grupos comunitários de Salvador, e de 15 cidades do interior do Estado que fazem parte da Rede Ser-Tão Brasil, participando diretamente das atividades de fortalecimento e articulação para a formação sócio-cultural desse público.

 

Em paralelo ao fortalecimento interno, à composição de um repertório de peças de teatro, vídeos e publicações e à articulação da Rede Ser-tão Brasil, o CRIA dedicou esforços para a formação de jovens, que hoje são lideranças em seus bairros, são referências importantes para outros jovens e crianças e dirigem seus próprios espetáculos.

 

A presença na programação de 06 espetáculos dirigidos por esses jovens é a principal marca da expansão dos ideais do CRIA e da diferença deste festival para as mostras realizadas nos últimos sete anos, quando entravam em cena apenas os grupos do repertório do CRIA. A instituição acredita que essa é uma demonstração concreta de que a sua missão de despertar sensibilidades e provocar nas pessoas atitudes transformadoras de si e da sociedade em que vivem está sendo realizada.

 

Abertura com aula-espetáculo

A tarde de boas-vindas para o festival será voltada exclusivamente para convidados especiais. Na platéia, estarão representantes de instituições parceiras do CRIA, de escolas, apoiadores e pessoas engajadas na construção da cidadania, além de artistas, educadores e jovens artistas da cidade.

 

Durante o encontro, a anfitriã Maria Eugênia Milet dará a largada para o festival com uma fala sobre o tema Cenários e Diálogos de Arte-Transformação, onde fará um apanhado sobre arte-educação, teatro do CRIA e o teatro comunitário. Nesta abertura será homenageado o poeta, dramaturgo, diretor e ator Ilo Krugli - que completa 80 anos de intensa atividade teatral no cenário nacional. Ilo estará apresentando uma de suas peças, Um Rio que vem de Longe, acompanhado de um músico e participando de um diálogo sobre arte-educação logo em seguida. O artista estará participando de todo o Festival, como mestre convidado.

 

Um Rio que Vem de Longe é uma história capaz de emocionar crianças e adultos, fazendo um resgate de tradições das festas populares e rituais, num mundo em que as tradições culturais estão se perdendo, devido a globalização das ideias. Na peça, temos um barquinho que nunca havia navegado antes, o Pingo I, ancorado num porto por onde passam diversos amigos: a borboleta, a aranha e o Irupê, que um dia lhe faz um convite irrecusável. A primeira montagem profissional da peça foi em 1972. Desde então vem sendo várias vezes premiada e apresentada em muitas cidades do Brasil e até no exterior.

 

Em seguida, o público convidado vai poder conferir a aula-espetáculo O Vento Forte, montagem de Maria Eugênia Milet, com as crianças do Grupo Comunitário Luz do Sol, de São Tomé de Paripe e mestras populares do interior do Estado.

 

Manhã - Oficinas

Este ano, o CRIA propõe que o público vivencie mais intensamente essa arte-educação através das oficinas de iniciação em TEATRO DE BONECOS, CLOWN E OFICINA DO TEATRO DO CRIA. As oficinas são voltadas para o público geral a partir de 15 anos e vão acontecer na Casa do Benin.

 

Além dos arte-educadores do CRIA, as oficinas vão ser ministradas por nomes de peso do teatro, como Rubenval Lopes de Meneses, ator, bonequeiro, músico, diretor teatral e arte-educador do CAPS Lauro de Freitas. Outra presença ilustre é da atriz italiana, pesquisadora teatral e clown Teresa Bruno. Atualmente é co-diretora do Centro de Pesquisas Teatrais Teatro Cart, em Castelfiorentino, Itália.

 

As inscrições podem ser feitas no site ou nos pontos que estarão instalados nas faculdades de Educação e Teatro da UFBA, dia 11/08, no PAF I da UFBA, em Ondina, dia 12/08, e na UNEB (próximo à biblioteca), dia 05/08. Os interessados devem preencher a ficha e levar até a sede do CRIA, Rua Gregório de Mattos – Pelourinho. A inscrição é confirmada mediante pagamento de uma taxa de R$ 20,00 (estudantes) e R$ 30,00 (profissionais). Os participantes das oficinas pagam meia- entrada nos espetáculos da noite.

 

Tarde – teatro comunitário em Rede

A programação do festival conta com a participação da Rede Ser-Tão Brasil, movimento que reúne grupos culturais de 15 comunidades de Salvador e de 15 cidades do interior da Bahia. O público terá a oportunidade única de ver no palco do Teatro Sesc Senac uma mostra das tradições da cultura popular do interior do Estado, das histórias da cidade de Salvador e da realidade vivida pelos jovens na capital baiana. Todas as apresentações são gratuitas.

 

São 6 esquetes teatrais de grupos comunitários da capital: Obás de Oyó (Paripe), Realidade (Arenoso), Luz do Sol (São Tomé de Paripe), Nova Geração (Cosme de Farias), Beje Eró (Ogunjá) e Oloruns da Arte (Sussuarana). O festival conta também com a participação de grupos culturais do interior, como Cara de Tacho (Pintadas-BA) e Bejimirô (São Francisco do Conde-BA).

 

“Com essa programação, queremos revelar a potência, a criatividade e valentia de tantos jovens cheios de aspiração comprometidos com a cidade. Também queremos reverenciar nossos mestres, agradecer por tê-los perto nos ensinando a trilhar caminhos de beleza em meio a tanta desigualdade no mundo”, diz Maria Eugênia.

 

A programação vespertina encerrará o festival com chave de ouro, com a mostra do resultado das oficinas. O ponto alto será o espetáculo resultante da oficina com representantes do Quilombo de Tijuaçu, distrito de Senhor do Bonfim, e jovens Pataxós de Coroa Vermelha, Porto Seguro. Ambas comunidades participaram, este ano, de 2 intercâmbios com a equipe do CRIA, que esteve nestes locais com seus arte-educadores e jovens atores para troca de experiências.

 

Noite – O Teatro do CRIA

À noite, a partir das 19h, é a vez dos espetáculos apresentados pelos 5 grupos do CRIA: Pessoa Comum, CriaPalhaço, Mais de Mil, Iyá de Erê e CRIAPoesia. No palco, jovens encarnam personagens inspirados no povo para falar da história de Salvador e a realidade vivida nas ruas da capital, especialmente, do Pelourinho. As peças também abordam a construção da identidade do povo brasileiro, e outros temas como cultura da infância, direitos das crianças e adolescentes e cultura popular, contados através da arte do teatro, poesia e clown.

 

PATROCÍNIO DO FESTIVAL: Avon, BNB/BNDES

APOIAM ESTA AÇÃO: Governo do Estado da Bahia, TVE, Rádio Educadora

APOIO INSTITUCIONAL: Brot für die Welt, Comissão Européia, Fundação Ford, Instituto Winrock / Fundação OAK, Johnson & Johnson, CMDCA/FMDCA-Salvador.

PARCEIROS DO CRIA: Avina, Cart Circo Ricerca Teatro, Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia, Instituto do Patrimônio Artístico Cultural da BAhia (IPAC) e Instituto Tribo Jovens e ICI/UFBA.

 

Programação

12/08 (quinta-feira)

16h00 – Abertura: Cenários e Diálogos de Arte-Transformação (Maria Eugênia Milet / CRIA)

16h30 – Espetáculo: O Rio que Vem de Longe (Ilo Krugli / Teatro Ventoforte - SP)

18h00 – Coquetel

19h00 – Espetáculo: O Vento Forte (Mestras da Cultura Popular e Grupo Luz do Sol de São Tomé de Paripe)

 

13/08 (sexta-feira)

8h30 às 12h30 – Oficinas

15h – “O Cata Vento Amarelo” -  Grupo Cara de Tacho (Pintadas - BA)

19h – “Quem somos nós?” – Grupo Pessoa Comum  (CRIA)

 

14/08 (sábado)

8h30 às 12h30 – Oficinas

15h – “Onde está o seu racismo?” – Grupo Oloruns da Arte  (Sussuarana) e “Assim dizem os mais velhos” – Grupo Obás de Oyó (Paripe)

19h – “Quanto Custa?” – Grupo Mais de Mil  (CRIA)

 

15/08 (domingo)

8h30 às 12h30 – Oficinas

15h – “Tráfico Humano” – Grupo Realidade (Arenoso) e “Tráficos de Seres Humanos” – Grupo Sem Opressão (Cosme de Farias). Participação da Socióloga Marlene Vaz e da Coordenadora do Instituto Winrock Internacional Brasil, Débora Aranha.

17h -  Tarde de Improvisação – CRIApalhaço e Teresa Bruno (Teatro Cart - Itália)

 

16/08 (segunda-feira)

8h30 às 12h30 – Oficinas

15h – “Lendas e contos africanos” – Grupo Beje Eró (Ogunjá)

19h – “Quem me ensinou a nadar?” – Grupo Iyá de Erê (CRIA)

 

17/08 (terça-feira)

8h30 às 12h30 – Oficinas

15h – “S.O.S Meio Ambiente” – Bejimirô (São Francisco do Conde - BA) e “Cantos e Encantos” – Grupo Luz do Sol (São Tomé de Paripe)

19h -“Poesia em construção” – CRIApoesia

18/08  (quarta-feira)

16h- Encerramento do Festival – Mostra do resultado das oficinas

 

PALAVRAS-CHAVE

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