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Semana do Meio Ambiente - Fortalecimento da agricultura familiar de base agroecológica

02/06/2015


O Dia Mundial do Meio Ambiente, 5 de Junho, foi criado pela Organização das Nações Unidas
(ONU) durante a Conferência Mundial sobre o Meio Ambiente, em Estocolmo, com o objetivo principal de
chamar a atenção para os problemas ambientais e para a importância da preservação dos recursos
naturais, que até então eram considerados, por muitos, inesgotáveis.

A produção de alimentos no mundo é sem dúvidas um dos grandes desafios da humanidade.
Estudos da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura – FAO - apontam que até
2050 a população mundial deve chegar a 9 bilhões de pessoas no planeta e a produção de alimentos
deverá ser aumentada em 60% para atender a este contingente de pessoas. Neste contexto mundial, o
Brasil se destaca por sua ampla capacidade de produção de alimentos, seja pela disponibilidade de terras
agricultáveis ainda não exploradas, mas também pelo uso intenso de agrotóxicos e fertilizantes e de
tecnologias de ponta para aumentar o rendimento das culturas. Contudo, a FAO alerta que o grande
problema da fome no mundo não está na produção e sim na distribuição, neste sentido.

No entanto, é importante refletir sobre a atual forma de produção de alimentos no Brasil e no
mundo e o papel da agricultura familiar de base agroecológica na produção de alimentos saudáveis.
Dados recentes do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - apontam que o Brasil é o maior
consumidor mundial de agrotóxicos, tendo o consumo dobrado nos últimos oito anos, chegando a uma
média de 5,2 litros de veneno agrícola por pessoa/ano. O uso intenso de agrotóxicos e fertilizantes
contamina rios e águas subterrâneas, ameaçando a fauna silvestre e a qualidade de vida das populações.
A implantação de um modelo produtivo que destrói progressivamente a natureza - o Agronegócio, avança
de forma desenfreada, destruindo suas próprias condições de sobrevivência a curto e médio prazo,
priorizando a máxima obtenção de lucros ao menor custo de tempo, mas sem contabilizar os custos
ambientais com a destruição de rios, nascentes, solos, matas e florestas, a degradação da qualidade do ar
e da água, a contaminação química no ambiente e dos próprios alimentos.

Nos últimos anos, os movimentos sociais e as organizações da sociedade civil do estado de
Pernambuco têm apresentado diversas propostas no campo da produção agroecológica, a partir do uso de
tecnologias sociais, assegurando o princípio da preservação e uso sustentável dos recursos naturais.
A FETAPE tem contribuído intensamente neste debate e na perspectiva de fortalecer essa
corrente em defesa do meio ambiente, vem participando de fóruns e articulações em prol do
desenvolvimento sustentável e, neste dia 05 de Junho, momento de reflexão sobre a sustentabilidade
ambiental, reafirma o compromisso de luta pela defesa do meio ambiente, a partir das diretrizes
apresentadas durante a 9ª Congresso Estadual dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais:

1. Criação e implementação da Política de Meio Ambiente do MSTTR/PE, a partir de um
processo de escuta da base, por meio de seminários, encontros e oficinas;

2. Sensibilização do MSTTR para a importância do processo de transição do modelo
tradicional de agricultura familiar para o agroecológico como, inclusive, aponta o Projeto
Alternativo de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário (PADRSS), construindo referenciais
agroecológicos, intercambiando experiências, fortalecendo iniciativas de convivência com o
Semiárido e de reestruturação socioprodutiva da Zona da Mata e cobrando a implantação da
Política Estadual de Convivência com o Semiárido;

3. Combate ao uso indiscriminado dos agrotóxicos, exigindo o cumprimento da legislação no
sentido de coibir a comercialização ilegal de agrotóxicos proibidos e o correto recolhimento das
embalagens, valorizando o uso de práticas naturais de controle de pragas e doenças e
sensibilizando os trabalhadores e trabalhadoras sobre os riscos do uso de agrotóxico;

4. Garantir Políticas Públicas para o meio ambiente e conservação dos recursos naturais,
valorizando o uso de energias renováveis, sensibilização da base trabalhadora sobre o novo
Código Florestal, inclusive cobrando do estado e municípios a implantação do Cadastro Ambiental
Rural – CAR e ocupando espaços estratégicos de discussão de políticas públicas para o meio
ambiente que assegurem a conservação dos recursos naturais.

Fonte: Casa da Mulher do Nordeste 

 

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