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''Para mudar o mundo é necessário mudar a maneira de nascer''

23/06/2015

“Para mudar o mundo é necessário mudar a maneira de nascer”, sentenciou Maiana Gomes, educadora do Centro Nordestino de Medicina Popular, no seminário de lançamento do projeto Mulheres Doulas: articulando vidas para a redução da morbidade e mortalidade materna. O seminário aconteceu no auditório da Ong CAATINGA em Ouricuri, na terça-feira 9 de junho.

 Com a presença da equipe que desenvolverá o projeto e as organizações parceiras (Fórum de Mulheres do Araripe e CAATINGA), iniciou-se o seminário. Vânia Araújo, coordenadora do projeto que é financiado pela União Europeia (UE), fez a apresentação. O objetivo geral é “Contribuir para a redução do índice de mortalidade materna, especialmente nas populações tradicionais, em municípios do sertão de Pernambuco e Região Metropolitana do Rio Grande do Norte”. A coordenadora remarcou a importância do CNMP na promoção e defesa dos direitos sexuais e reprodutivos: “Quando se fala do CNMP se fala de duas coisas: de Segurança Alimentar e Nutricional e de plantas medicinais. Mas já faz anos que o Centro trabalha com direitos sexuais e reprodutivos”.

No seguinte momento, Joice de Souza da IX GERES (Gerência Regional de Saúde) e representante do Comitê Regional de Prevenção e Redução da Mortalidade Infantil, Fetal e Materna, afirmou que durante o 2014 não registraram óbitos na região. Um dado preocupante introduzido por Isabel da Silva Coelho, da secretaria de saúde de Lagoa Grande, foi a alta taxa de gravidez na adolescência.

Por sua parte, Maiana Gomes ressaltou a importância das doulas no parto e introduziu um conceito: “Parto humanizado”. “Você sabe o que o parto? E uma cesárea? E o parto, é humanizado ou desumanizado? - perguntou Maiana-. Até hoje é o debate sobre humanização do parto: este projeto é importante porque chama as profissionais, os/as técnicos/as, as mulheres, as parteiras, para debater juntos”. A humanização do parto é baseada em dois princípios. O primeiro é que baseia-se em evidências e não na prática clínica, ou seja: não vai assistir a mulher com procedimentos desnecessários, com coisas que atrapalhem o parto, ou que gerem maior risco para a mulher. O segundo princípio é que trabalha a partir do empoderamento feminino: a mulher colocada no centro do parto dela. “Quando a mulher está deitada quem é privilegiado é o médico”, afirmou Maiana. Como dado importante, remarcou que a mortalidade materna é menor nos lugares onde o parto acontece em casa.

 

Para mostrar as diferenças entre um “parto normal” e um “parto humanizado” assistiram-se dois vídeos (assista os vídeos clicando sobre o nome).

Antes de finalizar o seminário, abriu-se o microfone para que as mulheres presentes falaram. Algumas perguntaram porque os comitês de redução da mortalidade materna não estavam se reunindo; disseram da violência obstetrícia sofrida e do aumento das cesáreas em adolescentes. Foi muito importante a presença de mulheres que trabalham com saúde nos municípios onde o CNMP vai desenvolver o projeto. Também, se fizeram presentes as secretarias de saúde dos municípios: Lagoa Grande, Trindade, Ouricuri, Ipubi.

 


F
onte: CNMP

 

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