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Crianças são alvo do consumo das operadoras de cartão de crédito

25/06/2015

Cartão Mauricio de Souza _ 2 opção

No ano passado foi aprovada, de forma unânime, resolução que define os princípios aplicados à publicidade de produtos infantis dirigidas a crianças e adolescentes: “Tornam-se ilegais propagandas com excesso de cores, efeitos especiais e promoções com entrega de prêmios ou brindes colecionáveis. A norma se refere a publicidade em impressos, comerciais televisivos, spots de rádio, banners e sites, embalagens, promoções, merchadisings, ações em shows e apresentações e nos pontos de venda.”.

Na contra mão dessa normativa Maurício de Souza garantiu a estampa dos personagens da Turma da Mônica em embalagens de alimentos sob o argumento do direito de uso de imagem destes. Agora, juntamente com a operadora de cartão de crédito Visa, a Maurício de Souza lança um Cartão de débito para crianças e adolescentes com a cara da Mônica, do Cebolinha, do Cascão e tantos outros que fazem parte do imaginário infantil de crianças de muitas gerações e são utilizados em processos educativos em instituições de ensino por todo o país.

Uma vez que a resolução declara como abusiva, portanto ilegal, toda forma de direcionamento de publicidade e comunicação mercadológica à criança com a intenção de persuadi-la para o consumo de qualquer produto ou serviço. O que dizer de iniciativa que dá poder de fogo no ciclo de consumo tão cedo e coloca a criança como alvo de um negócio financeiro que favorece o licenciador, a operadora do cartão, os estabelecimentos.

Sendo assim, será que a iniciativa deste cartão NÃO pode ser considerada abusiva?

Para os que se munem do argumento da educação financeira ainda na infância, fica a pergunta no ar: A criança e o adolescente para aprenderem a lidar com dinheiro têm que ter todo esse poder de consumo, tão cedo?

E do que mais precisa a nossa sociedade? Cidadãos ou consumidores?

A Avante concorda com o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) quando considera que a publicidade infantil fere o que está previsto na Constituição Federal, no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e no Código de Defesa do Consumidor.

Fonte: Avante

 

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