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Água do Meio Ambiente é tema de estudo entre colaboradores/as do Irpaa

24/07/2015

O Irpaa, ao longo dos seus 25 anos de trabalho pela Convivência com o Semiárido vêm defendendo a universalização de água. Nessa perspectiva, defende as cinco linhas de luta pela água: 1. Água para o consumo humano; 2. Água da comunidade; 3. Água da produção; 4. Água de emergência; 5. Água do Meio Ambiente. Seguindo a dinâmica de estudo interno, colaboradores/as do Irpaa estudaram a importância, conservação e preservação da água do meio ambiente para garantir o equilíbrio entre o ser humano e a natureza.

“Água do meio ambiente se refere a toda a água que está ao nosso redor, seja ela superficial ou subterrânea”, pontua André Rocha, colaborador do Irpaa. Ele ainda pontua a relevância de discutir essa temática, diante da diminuição de volume de água nos rios. Durante o discussão, André abordou que a preservação da vegetação é essencial para garantir o ciclo natural da água, pois contribui para a infiltração da água no solo. “Com a retirada da vegetação, no nosso caso da Caatinga, ocorre cada vez menos a infiltração no solo e assim não alimenta as reversas naturais”, afirmou.



Além do debate teórico, os/as colaboradores/as visitaram comunidades no interior de Curaçá, onde ações humanas causaram desiquilíbrio ambiental e hoje projetos ambientais tentam diminuir esses impactos. Na comunidade do Mucambo foi executado o projeto de recuperação hidroambiental no Riacho Mucambo, pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, com o intuito de ajudar na recuperação de áreas degradadas e ameaçadas pela desertificação na microbacia do riacho. O presidente da associação do Mucambo, Arnaldo Cardoso, relata que “antigamente não tinha essas áreas devastadas … você plantava, você colhia”, hoje devido a queimadas, o desmatamento da vegetação, há uma diminuição da água do riacho temporário e seus afluentes.

De acordo com Arnaldo “o projeto já surtiu alguns efeitos, como nos barramentos de pedra, no assoreamento das estradas e barreiros trincheira”. Entretanto pontua que o projeto tem algumas falhas na construção dos barreiros trincheira, como os materiais utilizados no cercamento das áreas de preservação e nas escolhas dessas áreas.

Outra comunidade visitada foi a de Espírito Santo, que sofre com impactos gerados pela mineração. O presidente da associação da comunidade, Albertino Almeida, relata a diminuição da vazão da água da cacimba de uso coletivo que fica no entorno da mineradora: “ela dava em torno de 750 mil litros de água por hora e hoje a gente calcula que dá em torno de 500 mil litros de água, a tendência que a gente observa é que vai sempre diminuindo”. Ele ainda pontua a devastação e secagem de algumas cacimbas e poços na comunidade como outros impactos da mineradora. Maria da Conceição relata o que aconteceu com o poço artesiano da sua propriedade: “o poço daqui era o mais próximo, mais ou menos 400 metros de distância de onde era explorado e acabou desmoronando”, ressalta a moradora da comunidade.

Conforme se observa, o manejo inadequado nas propriedades rurais pode interferir no ciclo natural da água, porém as grandes empresas de monocultura, as mineradoras, as empresas de energia eólica são maiores causadoras dos impactos ambientais. André pontua a necessidade do poder público revisar as leis ambientais, respeitar essas leis e posteriormente criar programas de capacitação, de formação ambiental, de fiscalização, monitoramento , controle e gestão de microbacias, entre outras ações.

Fonte: IRPAA

 

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