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Famílias Agricultoras do Agreste Paraibano fortalecem e ampliam experiências de Convivência com o Semiárido

18/08/2015

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Centenas de famílias agricultoras dos municípios de Campina Grande, Massaranduba e Puxinanã, no Agreste Paraibano, vem fortalecendo as suas experiências de convivência com a região e com a estiagem por meio das oportunidades trazidas com a chegada das cisternas de captação de água de chuva dos Programas Um Milhão de Cisternas (P1MC) e Uma Terra e Duas Águas (P1+2) da Articulação do Semiárido Brasileiro (ASA Brasil), a partir de uma parceria com recursos do Programa Água para Todos do Governo Federal e através do Ministério do Desenvolvimento Social e do Combate à Fome com o Governo Estadual, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Humano.

O Centro de Ação Cultural – Centrac é o responsável na região pelo Programa Um Milhão de Cisternas (P1MC), com implementações de 16 mil litros, água destinada ao consumo familiar. Desse tipo, serão construídas, até outubro deste ano, 464 cisternas em 34 comunidades rurais de Puxinanã, 175 cisternas em 24 comunidades de Massaranduba e 1.332 unidades em 43 comunidades de Campina Grande.

No município de Puxinanã, 63 agricultoras e agricultores serão beneficiados com implementações como cisternas de produção do tipo calçadão ou enxurrada (52 mil litros), barreiros trincheiras e barragens subterrâneas. O Polo da Borborema, entidade que reúne 14 sindicatos rurais da região da Borborema, é a responsável pelo desenvolvimento do projeto Uma Terra e Duas Águas (P1+2) nesses municípios, que além de possibilitar a construção das infraestruturas de armazenamento de água, ainda viabiliza espaços de formação e troca de experiências e saberes entre agricultores e agricultoras de diversas regiões do estado.

A família de Rosângela Pereira de Lima e Joventino Tavares de Maria Neto, conhecido como ‘Tino’, moradora do Sítio Jenipapo de Cima, município de Puxinanã é um exemplo dos impactos dos programas. Menos de três meses após a construção da sua cisterna calçadão, ela o marido e os filhos Arthur, 9 anos, e João Victor, 13 anos, já exibem uma horta diversificada, com pimentão, cebola, coentro, quiabo, tomate, espinafre, berinjela e cebolinha, além das medicinais capim santo, endro, babosa e mastruz, todos livres de veneno. O casal conta que antes de ter a segurança da reserva da água de plantar, eles não conseguiam manter a horta: “Agora a gente plantou e sabe que vai colher por um bom tempo. Antes não dava o ano todo e agora vai dar. A água vai ficar aqui guardadinha, pra numa precisão, a gente ter”, conta Rosângela.

Tino e Rosângela estão com sua cisterna praticamente cheia. Eles criam cinco cabeças de gado, 34 porcos, um casal de caprinos e três ovelhas. Mas a água armazenada também alimenta os sonhos da família de ampliar a criação de galinhas, que já iniciou inclusive a construção de um galinheiro com apoio do P1+2. A família recebeu uma das visitas de intercâmbio do Programa, um grupo de agricultores de outras comunidades conheceu as experiências do casal e dos dois filhos.

A chegada da água de beber e cozinhar significa uma ruptura histórica com a dificuldade de acesso a um direito básico, que é o da água para consumo humano. Dona Terezinha Sebastiana da Conceição, de 51 anos é só uma das milhares de mulheres agricultoras do Semiárido que abandonaram a lata d’água na cabeça. Era a agricultora, moradora do Sítio Samambaia, em Puxinanã a responsável por colocar água dentro de casa. Todos os dias era obrigada a seguir até a propriedade de um vizinho, há cerca de 500 metros íngremes da sua casa, para buscar o líquido que tanto precisava: “Agora o peso saiu da minha ‘cacunda’, quem botava água era eu, o marido e os cinco filhos ajudavam às vezes. Essa cisternas aqui são uma benção pra mim”, conta.

Crise hídrica – As ações implementadas pela Articulação do Semiárido assumem um caráter de extrema relevância no contexto atual de crise hídrica que o país vem enfrentando, principalmente se levarmos em conta que muitos dos reservatórios que abastecem grandes cidades, como o Açude Epitácio Pessoa, que abastece Campina Grande, por exemplo, já alcançou 17,7% de seu volume total. A quantidade de água armazenada pelas famílias agricultoras atendidas nos três municípios (Campina Grande, Massaranduba e Puxinanã) equivale a aproximadamente 40 milhões de litros cúbicos de água, o que equivale a cinco mil carros pipa de oito mil litros cada. “Estes dois programas vem contribuir para a garantia do direito à água de beber e de produzir, além da garantia da segurança alimentar das famílias, que através de uma produção agroecológica, diversificam e melhoram a qualidade da sua alimentação”, completa Madalena Medeiros, assessora técnica e coordenadora do Programa Desenvolvimento Sustentável do Centrac.

Fonte: CENTRAC

 

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