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Formação em Parto Humanizado

29/09/2015

Dois dias de aprendizado para profissionais e gestores de saúde mediante as oficinas “Assistência Humanizada ao Pré-natal e ao Parto”, ministradas pela enfermeira obstetra Renata Miranda, educadora do Centro Nordestino de Medicina Popular (CNMP).

O segundo modulo da formação aconteceu durante a quarta e quinta-feira passadas, na Câmara Municipal dos Vereadores de Lagoa Grande – PE.

Com a participação de mais de 15 pessoas, entre profissionais e gestores, a primeira atividade do curso foi apresentar o trabalhado em seus lugares: as técnicas de enfermagem, os grupos de mulheres gestantes nos diferentes Postos de Saúde da Família; os gestores, o Protocolo de Saúde; e os profissionais do Hospital Municipal José Henrique de Lima, o partograma.

Divididas em três grupes, produziram, também, um cartaz para alertar sobre a principal emergência obstétrica: os Síndromes Hipertensivas específicas da gravidez. “Essas síndromes são evitáveis; ou seja, as mulheres poderiam não morrer se se tem um bom pré-natal”, enfatizou a educadora.





O dado preocupante é que desde 2011, as cesáreas vem superando os nascimentos por parto normal em Brasil. No segundo dia, Renata trabalhou sobre parto normal e cesariana, com a intenção de desfazer alguns mitos como “mulher com idade gestacional avançada deve ir a cesariana”. “O aumento de cesáreas desnecessárias se deve a má realização de partogramas”, sinalou a enfermeira obstetra, enquanto explicava como preencher corretamente um partograma.


Porém, no caso de precisar fazer a cirurgia, a educadora afirmou que é possível humanizar este tipo de intervenções: “A primeira forma para humanizar uma cesariana é tomar uma boa decisão para fazer a cirurgia”. É preciso, também, dar protagonismo à mulher. Algumas estratégias que contribuem para humanizar a cesárea, dentre outras medidas possíveis, são: diminuir a luminosidade da sala, aquecer e secar o bebê em contato com a mãe e fazer a ligadura tardia do cordão umbilical.

Para saber que fazer frente a uma emergência obstétrica, a educadora lembrou dos procedimentos para a reanimação cardiopulmonar em mulheres grávidas. Embora o número de gestantes que chegam a uma parada cardíaca seja baixo, em caso disso acontecer, duas vidas correm risco de morte.

O curso finalizou com mais uma produção dos/as participantes: um jornal com todas as atividades realizadas.

O projeto "Mulheres Doulas Articulando Vidas" é uma iniciativa do Centro Nordestino de Medicina Popular financiado pela União Europeia.

 



Fonte: CNMP

 

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