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Curso Mulheres e Economia completa 11 anos, transformando vidas e fortalecendo a luta feminista

13/10/2015

O curso Mulheres e Economia I completa 11 anos em 2015 comemorando transformações de trajetórias de vidas e formação política feminista. Na edição deste ano, foram formadas cerca de 40 mulheres, que se reuniram durante seis semanas para debater temas como ‪‪trabalho, desenvolvimento solidário, ‪‎autogestão e saúde, dívida, entre outros, a partir da perspectiva da economia feminista. O último encontro foi realizado na última quarta-feira (16/09) em Campo Grande, Zona Oeste do Rio.

O dia de encerramento das atividades começou cedo, com mesa farta e diversa. Enquanto algumas mulheres organizavam o almoço, outro grupo começava a troca de ideias na roda sobre formas de curar e outras perspectivas em saúde. O tema da manhã era a oficina sobre autogestão e saúde das mulheres, em parceria com a Associação de Mulheres de Ação e Reação (AMAR) e Irma Ferreira, da Rede Carioca de Agricultura Urbana.  Após as falas iniciais, as trocas de experiência entre as mulheres giraram em torno principalmente da violência e do desrespeito por parte dos profissionais da saúde no pré-natal e no momento do parto.

 

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Depois do almoço, as educandas falaram sobre suas inserções nos movimentos sociais para em seguida contar sobre os acúmulos das discussões do curso e os impactos desses debates em suas vidas. O módulo final foi coordenado pelas próprias participantes.

Edilene Estevam da Silva, militantes dos movimentos FesBel- Economia Solidária, MP Mulheres e FAPP-BG, fez o curso em 2012 e sempre indica a formação nos espaços em que milita. “É um trabalho de multiplicação que a gente tem que fazer, falando em outros grupos. Você se orgulha de estar participando, aprendendo, aprendendo uma com a outra”, descreve ela. Depois de participar do curso, Edilene conta ter se envolvido na discussão das questões da sua cidade, como a ideia de construir uma creche no único lugar de lazer do bairro.

Valdirene Militão, do movimento de economia solidária, destaca a simplicidade da linguagem utilizada para trabalhar os conteúdos do curso.  “Ninguém está pronto. A vida é uma eterna escola, uma colcha de retalhos. Com certeza uma fala, uma expressão de uma companheira, a gente vai levar. Estamos em eterna construção”, aponta Valdirene.

Eloí Nunes, do Comitê Popular de Mulheres da Zona Oeste, destaca a importância de espaços de discussão para pensar os sentidos do feminismo a partir das experiências vividas pelas mulheres. “Quando a gente se reúne, se coloca, é uma forma de resistência. E é importante que a gente não esqueça: nós todas sofremos as mesmas opressões, em situações diferentes no cotidiano, mas nossa luta é a mesma”, argumenta Eloí.

 

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Mudanças de vida

Muitas das participantes do curso relataram mudanças em suas relações familiares, especialmente em relação à compreensão da maternidade e do casamento, depois de terem feito o curso pela primeira vez. Cida Barbosa é uma delas. Ela conta ter feito mais amizades e ter conseguido fazer faculdade ao entrar para o movimento social, após uma separação. “Pergunta se fui infeliz? Faria tudo de novo, não me arrependo! Nessa vida o que me veio foi só lucro. Ganhei minha liberdade e não troco por nada”, destaca Cida.

Rosilene Almeida Silva ressalta que o curso ajuda a sensibilizar as educandas para temas como o empoderamento feminino. “A gente desmistificou isso de que ‘atrás de um grande homem existe uma grande mulher’. Eu sou eu, mas não por causa dele”, arremata Rosilene. Outro tema destacado por Rosilene foi a discussão sobre a ancestralidade de saberes e sabedorias femininas. “Isso é fantástico, porque você resgata o cotidiano e resgata o seu poder de ser mulher”, resume ela.

Ela cita ainda a metodologia do curso, que busca partir do cotidiano para avançar em discussões teóricas. “A estrutura do curso tem uma sensibilidade muito grande porque partiu do nosso cotidiano. A gente consegue ir daí para alguns conceitos e depois fazer o link com o nosso cotidiano”, explica ela.

Saiba Mais

O 11º Curso Mulheres e Economia I ocorreu de 12 de agosto a 16 de setembro de 2015, sempre às quartas-feiras, das 13h às 18h, na sede do Sindicato dos Professores do Rio de Janeiro (Sinpro) em Campo Grande.

O curso é uma iniciativa do Instituto Pacs em parceria com o Núcleo de Estudos Urbanos da Fundação Educacional Unificada Campograndense (Neurb / Feuc), com a Universidade da Cidadania (UFRJ) e com o Instituto de Formação Humana e Educação Popular (IFHEP). Conta ainda com o apoio da organização Pão para o Mundo e do Sindicato dos Professores do Município do Rio de Janeiro e Região (Sinpro).

O Pacs agradece a todas as parceiras que tem tornado possível esse curso, tão importante na história do Instituto e na trajetória das mulheres participantes.

Fonte: PACS 

 

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