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Produtos agroecológicos além de mais saudáveis, são mais baratos

09/11/2015

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Pesquisa comprovou mais uma vez que os produtos agroecológicos são mais baratos / Foto: Acervo Centro Sabiá

É o que garante a pesquisa realizada por alunas do IFPE em parceria com o Centro Sabiá nas feiras da Rede Espaço Agroecológico, grandes supermercados e feiras convencionais

“Comida de verdade no campo e na cidade, por direitos e soberania alimentar” é o lema da 5ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional que está acontecendo essa semana, em Brasília. A discussão é pela qualidade na alimentação dos brasileiros e brasileiras independente de onde estiverem.

Já é sabido que a agricultura familiar é responsável por 70% da alimentação da sociedade brasileira. E uma das formas de acesso a um alimento de verdade, que realmente alimenta, nos centros urbanos são as feiras agroecológicas. Ao contrário do que muitas pessoas pensam, o preço desses alimentos é acessível, mais até do que o que encontramos nos supermercados. É o que comprova a pesquisa realizada pelas estudantes do curso de Gestão Ambiental do Instituto Federal de Pernambuco (IFPE) Ana Letícia Veras, Jessica Pereira e Gleyciane Ferreira, em parceria com o Centro Sabiá.

Os resultados mostraram que a compra dos mesmos itens nas feiras da Rede Espaço Agroecológico possibilitaria uma economia de 70% em relação ao supermercado mais caro, mais do que a pesquisa comparativa de preços feita pelo Centro Sabiá em junho de 2014 apresentou, com os produtos vendidos nos Espaços Agroecológicos sendo em média 33% mais baratos que os vendidos nos supermercados. Desta vez, ao invés de 15 itens, foram pesquisados 20, que incluíam frutas, legumes, folhagens, raízes e processado, no período de 13 a 20 de junho de 2015. Foram comparados também, além da tabela de preços da Rede Espaço Agroecológico e três grandes supermercados, outras três feiras livres de alimentos convencionais da Região Metropolitana do Recife (em Casa Amarela, Ibura e Rio Doce).

“O que nos surpreendeu muito foram as feiras convencionais, achamos que elas seriam mais baratas, ainda mais porque a gente pesquisou feiras muito populares, nos mercados de Casa Amarela, do Ibura e de Rio Doce. E aí tanto o de Casa Amarela quanto o de Rio Doce ficaram bem mais caros do que o Espaço Agroecológico, e o único que ficou mais barato foi o mercado do Ibura, e mesmo assim foi algo entre 1,3% e 1,5%,” explica Davi Fantuzzi, assessor de comercialização do Centro Sabiá que também participou da pesquisa. A partir dos dados tabelados foi concluído que as feiras convencionais são, em média, 19% mais caras que as feiras da Rede Espaço Agroecológico.

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Em alguns casos a diferença de preços passa os 100% / Foto: Acervo Centro Sabiá

Alguns itens, como o tomate cereja, por exemplo, apresentaram uma enorme diferença de preços. Nas feiras convencionais, o fruto foi encontrado por um preço 218% maior do que nas feiras da Rede. Se comparado com os preços dos supermercados, esse número aumenta: o tomate cereja é 312% mais caro nas grandes redes de supermercados do que nas feiras agroecológicas pesquisadas.

A pesquisa concluiu também que ainda que os preços dos produtos agroecológicos sejam acessíveis, eles estão disponíveis apenas para uma pequena parte da população. Um dos motivos é a sua localização, em bairros nobres, distante dos bairros mais populares. “Conseguimos comprovar que os preços dos espaços agroecológicos são acessíveis, mas não quer dizer que a feira é acessível, que o produto agroecológico é acessível. Essas feiras estão localizadas em bairros de classe média do Recife e sabemos que essa é uma cidade que tem vários problemas de mobilidade urbana. A classe trabalhadora não acessa essas feiras,” completa Davi.

Os próprios agricultores e agricultoras também enfrentam problemas para manter as feiras, como a falta de infraestrutura nos locais das feiras, o transporte das barracas, e a circulação de seus veículos dentro da cidade. Para Davi, a principal estratégia para o aumento do acesso às feiras seria o poder público olhar para elas de uma forma diferente, incentivando e apoiando os/as agricultores/as a criar feiras nos bairros mais populares e em outros lugares. “As feiras têm uma importância muito grande, temos que ter mais feiras descentralizadas, com horários melhores. Mas eu acho que o principal seria o poder público passar a entender as feiras como equipamentos públicos de abastecimento alimentar e apoiar a sua criação e descentralização,” afirma ele.

Leia a pesquisa completa clicando aqui

Fonte: Centro Sabiá, por Sara Brito

 

 

 

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