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Rendeiras acompanhadas pela Cunhã dão show no São Paulo Fashion Week

09/11/2015

Segue abaixo o relato da Coordenadora Executiva Soraia Jordão da Cunhã Coletivo Feminista:

SORAIA E FERNANDA


Já vivenciei inúmeras emoções como mulher e como integrante de uma organização feminista, mas a alegria da experiência vivida neste final de semana, em toda a sua intensidade, não dá para expressar em palavras.  Ter participado com 10 rendeiras da renascença do cariri do evento de moda São Paulo Fashion Week no desfile da estilista Fernanda Yamamoto, foi algo lindo.

Nasci no cariri paraibano, berço da renda Renascença, e desde pequenina convivo com esta arte. No ano de 2002 a Cunhã Coletivo Feminista, organização que faço parte, iniciou um trabalho junto às rendeiras, contribuindo com a organização social, política e produtiva das mulheres. Durante todos esses anos muita coisa aconteceu. Juntas, sonhamos, desafiamos e persistimos em busca de melhores dias para as rendeiras.

Em 2014 conhecemos Fernanda Yamamoto, através de Romero Souza que na época estava realizado oficinas de designer com as rendeiras. Planejamos um encontro com a Cunhã, as rendeiras e Fernanda.

Neste primeiro momento as mulheres compartilharam suas historias, recordaram-se das mães e avós como as grandes mestras deste ofício. Relataram que é tecendo os pontos da renascença e entretendo suas vidas, no “desmanchar novelos”, que elas desafiam os nós de suas vidas. Fizeram questão de falar de como tudo é feito. Inicialmente faz o desenho da peça, como diz elas “tira o risco”, fixa em uma almofada e por fim, vão tecendo, tecendo durante horas e horas de trabalho.

Neudenis Albuquerque, educadora social da Cunhã, Fernanda Yamamoto e Genilda Marques, rendeira paraibana

Neudenis Albuquerque, educadora social da Cunhã, Fernanda Yamamoto e Genilda Marques, rendeira paraibana

Depois outros momentos e encontros aconteceram. Fernanda mergulhou no universo do cariri e das mulheres, íamos de roça em roça, conversávamos com as mulheres, abraçávamos as arvores, “ a barriguda” , subíamos nas pedras e nos deliciávamos com a gastronomia, com o bolo de caco da rendeira Irenilde. Experiências marcantes que certamente inspiraram Fernanda para sua belíssima coleção inverno 2016, a estilista traduziu e  inovou de forma extraordinária a renda renascença.

Parabéns rendeiras! Parabéns Fernanda!

 

Genilda Marques, rendeira paraibana no desfile da Coleção Inverno 2016. Crédito: Ze Takahashi/Fotosite

Genilda Marques, rendeira paraibana no desfile da Coleção Inverno 2016. Crédito: Ze Takahashi/Fotosite

O desfile foi um momento mágico e marcante, todas nós choramos. Em especial dois momentos me marcaram muito quando a rendeira Genilda Marques desfilou diante de tantos olhares e admiração do público, e quando a educadora social da Cunhã Neudenis Albuquerque nos representou na passarela. Ela foi lindamente homenageada pelas mulheres que, impulsionadas por Dona Biu, deram inicio aos aplausos que contagiaram todas as pessoas presentes. Neste momento chorei de alegria e felicidade.  Finalmente a força e persistência das rendeiras estavam sendo reconhecidas e aplaudidas.

Fonte: Cunhã Feminista

 

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