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Encontro Territorial debate papel das casas de sementes nas comunidades

27/11/2015

Semente é vida. É vida nos roçados, nos quintais produtivos, nas comunidades do semiárido, na vida do agricultor e da agricultora familiar. Esse foi o tema do Encontro Territorial de Sementes, realizado pelo Esplar – Centro de Pesquisa e Assessoria nos dias 16 e 17 de setembro, na Serra do Estevão, em Quixadá (Ceará). O encontro foi organizado pela equipe técnica dos projetos Sementes do Semiárido e Educação para a Liberdade.

Participaram agricultores e agricultoras das regiões do Vale Jaguaribe (Russas e Pereiro), do Sertão do Inhamus e de Crateús (Tamboril, Nova Russas, Quiterianópolis, Ipaporanga e Monsenhor Tabosa) e do Sertão Central (Quixadá, Quixeramobim, Ibaretama e Choró).

Os participantes puderam conhecer a experiência da Casa de Sementes Nova Conquista, da comunidade Riacho do Meio (Choró). O agricultor João Félix contou como a casa, fundada em 2002, possibilitou que a comunidade se organizasse melhor na hora do plantio e resgatasse as sementes locais: “Não é só criar a casa de sementes. É resgatar uma coisa que a gente perdeu, que era da gente... que era do meu avô, que passou para o meu pai, que passou para mim e que vai passar para o meu filhos e netos”, diz.

O conhecimento dos que vivem há mais tempo nas comunidades foi lembrado por João Félix como uma importante forma de identificar e resgatar as sementes típicas das comunidades. Para ele, as sementes locais devem ser valorizadas: “A gente tem milho, lá na nossa casa de sementes, que tem uma história de 150 anos. Mas ele pode ter até mais. Então, se eu tenho um milho de 150 anos e todo ano eu planto e colho, porque eu vou trocar por um que eu não conheço?”

Um breve histórico das casas de sementes no Ceará foi feito pelo sócio do Esplar Pedro Jorge Bezerra. Ele lembrou o início do que na época era chamado de banco de sementes, no período na seca de 1970, com uma iniciativa da Diocese de Crateús. Pedro apresentou ainda uma carta do agricultor Antonio Sabino relatando como as casas de sementes significaram autonomia na vida dos agricultores.

“Uma casa de sementes, quando bem organizada, pode ser um local, através das reuniões que realiza, onde se discute muitas coisas importantes para a vida das pessoas. Semente é vida! E uma casa de sementes traz muita mais vida do que uma só semente”, disse Pedro Jorge ao abordar o papel das casas de sementes na organização política da comunidade. Segundo ele, as casas precisam estar fortalecidas para os atuais desafios, que são as sementes transgênicas e a erosão genética, que leva à perda de diversidade das variedades de sementes.

Intercâmbio

No segundo dia de programação, enquanto os participantes do projeto Sementes do Semiárido refletiam sobre estratégias de conservação de sementes e a organização das casas, mulheres assessoradas pelo projeto Educação para a Liberdade visitaram a Casa de Sementes Nova Conquista. Elas foram recebidas por João Félix e Geane Barbosa, integrante do Grupo Jovens Sementes do Sertão da comunidade.

As mulheres conheceram a organização da casa de sementes, as variedades resgatadas e conservadas e o trabalho de beneficiamento do gergelim. O intercâmbio fez parte da atividade de incentivo de criação de casas de biodiversidade nos três municípios de atuação do projeto (Nova Russas, Tamboril e Monsenhor Tabosa).


Fonte: Esplar

 

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