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Debate questiona envolvimento da população em políticas de comunicação

30/09/2010

“Quem tem voz é quem tem iniciativa”, resumiu Patrick Tor4 logo no início de sua explanação durante o debate Quem tem voz nos veículos de comunicação pública?, realizado nesta quarta-feira (22), na Faculdade Barros Melo – Aeso, e que faz parte da programação do Festival No Ar Coquetel Molotov. Representante da Associação das Rádios Públicas do Brasil (Arpub) e DJ, Tor4 acredita que a imaturidade democrática no Brasil impossibilita as pessoas de se apropriarem de espaços democráticos, pautados no debate, como deveriam ser os veículos de comunicação públicos.

 

A radialista Dulce Melo, Diretora de Rádio da Prefeitura do Recife e Haymone Neto, jornalista do Núcleo de Rádio e TV Universitário, também participaram da mesa. Alexandre Ramos, atual diretor da TVU, não pôde comparecer.

Na sua fala, Dulce Melo compactua, de certa forma, com Tor4. No entanto, acrescenta que, para ter iniciativa, é necessário informação e organização. “As pessoas não têm ideia de que possuem este direito humano à comunicação”, diz. Dulce ilustra sua opinião dizendo que “a grande maioria das rádios comunitárias são subutilizadas, que acabam como rádios comerciais de baixa potência” e que, dessa forma, o movimento termina mal visto.

 

Ao longo da conversa, outra questão surge e direciona o que é explanado: qual seria, de fato, um modelo público de rádio? Haymone enfatizou que estamos distantes de ter uma comunicação pública. Para o jornalista, o próprio caráter público ainda está em construção. “Mas precisa estar assentado em duas bases prioritárias: uma gestão democrática e participativa e uma fonte de financiamento sustentável e independente de governos e mercado”. Haymone ainda acrescenta que um modelo de rádio pública deve priorizar qualidade e cumprir suas responsabilidades sociais com transparência e sob controle da sociedade.

 

No mesmo direcionamento, Patrick afirma que um modelo de rádio pública “não surge de um partido ou gestão, mas de um pensamento coletivo; da consciência de que o meio é público; de um desejo coletivo”.

Ao final, Haymone Neto coloca para a plateia a provocação, “em tempos de eleição, conhecemos a postura de nossos candidatos em relação às políticas de Comunicação? A discussão começa daí”.

 

Os três debatedores presentes concordaram que é necessária uma participação efetiva da sociedade em políticas de comunicação, questionando conteúdo, cobrando e denunciando. “A população deve estar envolvida e articulada”, afirma Tor4, “quanto mais as pessoas lotarem auditórios como este, mais discutiremos comunicação pública e, assim, evoluiremos”.

 

Fonte: OmbudsmanPE/CCLF

 

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