Só a vida interessa. Mais Sociedade Civil. Mais Estado. Menos Mercado!

    NOTA DA ABONG

    Só a vida interessa. Mais Sociedade Civil.

    Mais Estado. Menos Mercado!

    A Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais – Abong, entidade nacional que reúne mais de 200 organizações da sociedade civil de todo o país, manifesta sua indignação com o pronunciamento do Presidente da República, Jair Bolsonaro, em cadeia nacional na última terça-feira, 24 de março, sobre a pandemia do coronavírus (COVID-19).

    O chefe maior do poder executivo brasileiro fez um pronunciamento irresponsável e criminoso, desrespeitando todas as orientações dos órgãos máximos da saúde no mundo (OMS), do Ministério e do Conselho Nacional da Saúde. As reiteradas posturas do Presidente da República não atendem à responsabilidade que o cargo exige, põem em risco o funcionamento de todas as instituições do Estado brasileiro, afrontam as normas constitucionais e a implementação das políticas públicas que visam garantir a saúde, a segurança, a economia popular e as demais condições necessárias para a vida do povo brasileiro.

    Os efeitos da pandemia do novo coronavírus deverá se agravar nos próximos dias, ceifando vidas, provocando insegurança alimentar para as milhões de famílias mais vulneráveis, para trabalhadoras/es informais, pondo em risco profissionais de saúde, dos transportes e da cadeia de reciclagem. Para enfrentar este quadro, o momento é de união nacional, solidariedade, ações coletivas em defesa dos segmentos mais vulneráveis – seja em relação à saúde ou à economia –, respeito às autoridades públicas democraticamente constituídas e, principalmente, ampliação do controle e da participação social.

    Está nas mãos do Presidente da República as medidas políticas e econômicas capazes de socorrer a população mais vulnerável, de garantir as condições para que estados e municípios possam superar os impactos sociais e econômicos resultantes da pandemia. Para que isso ocorra, é necessário ter à frente do poder executivo uma liderança que se comporte de acordo com as obrigações de seu cargo. Conclamamos o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF) para que cumpram com suas obrigações constitucionais e atuem de forma efetiva para conter as medidas irresponsáveis e ilegais do Presidente da República.

    Da nossa parte, a Abong seguirá em defesa e fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), pela revogação da Emenda Constitucional 95 que congela os investimentos em saúde, educação e assistência social, e pela exigência de medidas que garantam uma renda mínima para todas as brasileiras e brasileiros que sofram perdas com as medidas de restrição tomadas por conta da pandemia.

    A Abong também está trabalhando pela mobilização de recursos humanos, materiais e financeiros para apoiar as iniciativas de solidariedade em todo o território nacional, realizando ações diretas de informação, atendimento e suporte social nas comunidades onde está presente, articulando ações de diálogo e pressão cidadã por políticas públicas junto aos parlamentos municipais, estaduais e nacional, e agindo com responsabilidade, cidadania e solidariedade.

    #AcabouBolsonaro #ChegadeBolsonaro  #ForaBolsonaro

    Brasil, 26 de março de 2020

    Diretoria Executiva da Abong

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    ABONG’S STATEMENT

    Only life matters. More Civil Society.

    More State. Less Market!

    The Brazilian Association of Non-Governmental Organizations – Abong, a national entity that brings together more than 200 civil society organizations from all over the country, expresses its indignation at the statement by the President of the Republic, Jair Bolsonaro, in a national chain last Tuesday, 24 March on the coronavirus pandemic (COVID-19).

    The chief of the Brazilian executive branch made an irresponsible and criminal pronouncement, disrespecting all the guidelines of the World Health Organization (WHO), the Ministry and the National Health Council. The repeated positions of the President of the Republic do not meet the responsibility that the position requires, jeopardizes the functioning of all institutions of the Brazilian State, defies constitutional rules and the implementation of public policies that aim to guarantee health, safety, popular economy and the other conditions necessary for the life of the Brazilian people. .

    The effects of the new coronavirus pandemic are expected to worsen in the coming days, claiming lives, causing food insecurity for the millions of most vulnerable families, for informal workers, putting health professionals, transport and the recycling chain at risk. To face this situation, the moment is for national unity, solidarity, collective actions in defense of the most vulnerable segments – whether in relation to health or the economy -, respect for democratically constituted public authorities and, above all, expansion of control and social participation.

    The President of the Republic is in charge of the political and economic measures capable of helping the most vulnerable population, of guaranteeing the conditions for states and municipalities to overcome the social and economic impacts resulting from the pandemic. For this to happen, it is necessary to have leadership at the head of the executive branch that behaves in accordance with the duties of its position. We call on the National Congress and the Federal Supreme Court (STF) to comply with their constitutional obligations and act effectively to contain the irresponsible and illegal measures of the President of the Republic.

    For our part, Abong will continue to defend and strengthen the Unified Health System (SUS), by repealing Constitutional Amendment 95 that freezes investments in health, education and social assistance, and by requiring measures that guarantee a minimum income for all Brazilian women and men who suffer losses from the restriction measures taken because of the pandemic.

    Abong is also working to mobilize human, material and financial resources to support solidarity initiatives across the national territory, carrying out direct actions of information, service and social support in the communities where it is present, articulating actions of dialogue and citizen pressure for public policies with municipal, state and national parliaments, and acting with responsibility, citizenship and solidarity.

    Brazil, March 26, 2020

    Abong’s Executive Board

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    NOTA DE ABONG

    Solo la vida importa. Más sociedad civil.

    Más estado. Menos mercado!

    La Asociación Brasileña de Organizaciones No Gubernamentales – Abong, una entidad nacional que reúne a más de 200 organizaciones de la sociedad civil de todo el país, expresa su indignación ante la declaración del presidente de la República, Jair Bolsonaro, en una cadena nacional el pasado martes 24, sobre la pandemia de coronavirus (COVID-19).

    El jefe del ejecutivo brasileño hizo un pronunciamiento irresponsable y criminal, sin respetar todas las pautas de los órganos máximos de salud en el mundo (OMS), el Ministerio y el Consejo Nacional de Salud. Las repetidas posiciones del Presidente de la República no cumplen con la responsabilidad de que La posición requiere, pone en peligro el funcionamiento de todas las instituciones del Estado brasileño, desafía las normas constitucionales y la implementación de políticas públicas que tienen como objetivo garantizar la salud, la seguridad, la economía popular y las demás condiciones necesarias para la vida del pueblo brasileño.

    Se espera que los efectos de la nueva pandemia de coronavirus empeoren en los próximos días, cobrando vidas, causando inseguridad alimentaria a los millones de familias más vulnerables, a los trabajadores / trabajadoras informales, poniendo en riesgo a los profesionales de la salud, el transporte y la cadena de reciclaje. Para enfrentar esta situación, el momento es la unidad nacional, la solidaridad, las acciones colectivas en defensa de los segmentos más vulnerables, ya sea en relación con la salud o la economía, el respeto a las autoridades públicas democráticamente constituidas y, sobre todo, la expansión del control y la participación social.

    El Presidente de la República está en manos de medidas políticas y económicas capaces de ayudar a la población más vulnerable, de garantizar las condiciones para que los estados y municipios superen los impactos sociales y económicos resultantes de la pandemia. Para que esto suceda, es necesario tener un liderazgo al frente del poder ejecutivo que se comporte de acuerdo con los deberes de su cargo. Hacemos un llamado al Congreso Nacional y al Tribunal Supremo Federal (STF) para que cumplan con sus obligaciones constitucionales y actúen efectivamente para contener las medidas irresponsables e ilegales del Presidente de la República.

    Por nuestra parte, Abong continuará defendiendo y fortaleciendo el Sistema Único de Salud (SUS), derogando la Enmienda Constitucional 95 que congela las inversiones en salud, educación y asistencia social, y exigiendo medidas que garanticen un ingreso mínimo para todas las mujeres y hombres brasileños que sufren pérdidas por las medidas de restricción adoptadas debido a la pandemia.

    Abong también está trabajando para movilizar recursos humanos, materiales y financieros para apoyar iniciativas de solidaridad en todo el territorio nacional, llevando a cabo acciones directas de información, servicio y apoyo social en las comunidades donde está presente, articulando acciones de diálogo y presión ciudadana para políticas públicas con parlamentos municipales, estatales y nacionales, y actuando con responsabilidad, ciudadanía y solidaridad.

    Brasil, 26 de marzo de 2020

    Junta Ejecutiva de Abong

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    26

    COMMUNIQUÉ OFFICIEL DE L’ABONG

    Il n’y a que la vie humaine qui compte.

    Nous voulons plus de participations de la société civile.

    Plus d’État. Moins de marché !

    L’Association brésilienne des organismes non gouvernementaux (Abong), une entité nationale qui regroupe plus de 200 organisations de la société civile de tout le pays, exprime son indignation face au discours du président de la République, Jair Bolsonaro,  lors d’une allocution solennelle mardi dernier, 24 mars, sur la pandémie de coronavirus (COVID-19).

    Le chef de l’État brésilien a fait une déclaration irresponsable et criminelle, ignorant toutes les directives de l’Organisme Mondial de la Santé (OMS) et du Ministère et du Conseil National de Santé. Les propos absurdes tenus par le Président de la République à plusieurs reprises ne correspondent pas aux exigences de sa fonction. Ils mettent en danger le fonctionnement de toutes les institutions de l’État brésilien et se heurtent aux normes constitutionnelles et à la mise en œuvre de politiques publiques dont le rôle est de garantir la santé, la sécurité, l’économie populaire et d’autres droits fondamentaux à la vie du peuple Brésilien.

    Les effets de la pandémie du nouveau coronavirus vont s’aggraver dans les prochains jours, faisant des victimes, provoquant une insécurité alimentaire importante chez les travailleurs informels et les millions de familles des plus vulnérables. En plus de mettre en danger, bien évidemment, les professionnels de la santé, les réseaux de transports et  la chaîne de recyclage. Pour faire face à cette situation, il est temps de faire preuve d’unité nationale, de solidarité et d’actions collectives capables d’assister à ces segments de la société – que ce soit en matière de santé ou d’économie. Il est temps de promouvoir le respect des pouvoirs démocratiquement constitués et, surtout, d’élargir la participation sociale.

    Entre les mains du Président de la République habitent les mesures politiques et économiques capables d’aller au secours des populations les plus défavorisées, d’assurer les conditions permettant aux États et aux municipalités de surmonter les impacts sociaux et économiques, résultats de la pandémie. Pour cela, il est impératif d’avoir à la tête du pouvoir exécutif une direction qui se porte à la hauteur de sa fonction. Nous appelons alors le Congrès National et la Cour Suprême Fédérale (dont l’acronyme brésilien est STF) à respecter leurs obligations constitutionnelles et à agir efficacement dans la contention des mesures irresponsables et illégales du Président de la République.

    Pour notre part, l’Abong continuera à défendre : le Système de Santé Unifié du Brésil (SUS) ; la révocation de l’amendement constitutionnel 95, qui a été responsable de la stagnation des investissements dans la santé, l’éducation et l’assistance sociale ; et à exiger des mesures visant l’assurance d’un revenu de base pour tous les Brésiliens qui subissent les effets des mesures restrictives prises à cause de la pandémie.

    L’Abong est engagée également dans la mobilisation de ressources humaines, matérielles et financières pour soutenir des initiatives de solidarité dans tout le pays. Nous nous centrons surtout sur des actions directes d’information, de soins et de soutien social dans les territoires où nous agissons normalement au travers du dialogue mais également au travers de la pression citoyenne pour avoir le soutien des élus municipaux, des représentants des États et des députés fédéraux, en agissant toujours avec responsabilité, citoyenneté et solidarité.

    Brésil, 26 mars 2020


    Le conseil d’administration d’Abong

    Saiba mais

    Todas e todos pela Democracia – Nota pública da ABONG

    A Abong, organização da sociedade civil brasileira, vem a público rechaçar a tentativa de Jair Bolsonaro que, na condição de Presidente da República, conclama seus apoiadores e apoiadoras para atos contra a democracia nacional, cometendo crime previsto no artigo 85 da Constituição.
     
    Todos os eleitos e as eleitas pelo voto devem respeito ao estado democrático de direito, estabelecido na autonomia das instituições e, principalmente, na subordinação das forças armadas e das polícias militares.
     
    Por isso, a tentativa de Jair Bolsonaro de chamar atos públicos contra a Constituição Brasileira, tentando criar condições para tomar de assalto o poder, subverte o papel da instituição Presidência da República e põe por terra a legitimidade a ele dada pelo voto democrático.
     
    Que pese nossa recente democracia ainda não tenha sido capaz de alterar as estruturas de concentração de riquezas que promovem a criminosa desigualdade social, responsável pela morte de milhares de brasileiros e brasileiras, muitos deles, pelo braço armado do próprio Estado.
     
    Que o povo brasileiro não se iluda!
     
    Para a Abong, não há saídas fora dos processos democráticos.
     
    A desigualdade, a pobreza e a injustiça social somente serão superadas com a radicalização da democracia. A vida só irá melhorar quando a sociedade civil tiver real capacidade de decisão sobre seu destino, submetendo todos os poderes à vontade popular, inclusive, controlando a gana por lucro sem medidas do poder econômico.
     
    Por isso, a Abong apela às instituições públicas, em especial, ao Congresso Nacional, ao Supremo Tribunal Federal, ao Ministério Público Federal e a todas as instituições democráticas, para que cumpram – e façam cumprir – seu papel dentro das regras estabelecidas constitucionalmente.
     
    Da mesma forma, a Abong conclama a todos os setores verdadeiramente democráticos da sociedade brasileira para rechaçarem de forma inequívoca esta tentativa de subversão do Estado Democrático de Direito, somando-se às mobilizações do 8 de março – Dia Internacional das Mulheres, do 14 de março, para exigir a elucidação de quem mandou matar Marielle Franco, e do 18 de março, em defesa da educação pública, universal e gratuita.
     
    #TodaseTodospelaDemocracia
    #SemDemocraciaNãoHaveráIgualdade
    #SemIgualdadeNãoHaveráPaz
     
    Brasil, 26 de fevereiro de 2020
     
    Conselho Diretor da Abong
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    ABONG’S PUBLIC STATEMENT

    ALL FOR DEMOCRACY!

    The Brazilian Association of Non-Governmental Organizations (ABONG), a Brazilian civil society organization, rejects the attempts by Brazil’s president Jair Bolsonaro to call on his supporters to protest against democracy, incurring in a crime identified in Article 85 of the Brazilian Constitution.

    All those elected by vote must respect the democratic Rule of Law, determined in the autonomy of institutions and, mainly, in the subordination of the armed forces and military police to an elected power.

    Therefore, Jair Bolsonaro’s attempt to call protests against the Brazilian Constitution, thus creating the conditions to take power over the Rule of Law, subverts the role of Brazil’s Presidency as an institution and undermines the legitimacy given to him by the democratic vote.

    Brazil’s incipient democracy has not yet been able to change the structures of wealth concentration that promote a nefarious social inequality directly responsible for the death of thousands of Brazilian, many of whom by the armed wing of the state itself.

    May the Brazilian people be under no illusions!

    For ABONG, there is no way out. All political processes must be conducted on democratic principles.

    Inequality, poverty and social injustice will be overcome only by the radicalization of democracy. Life will only improve when civil society has real capacity to decide on its fate, subjecting all powers to popular will, including the curb of economic powers’ lust for unbridled profit.

    For this reason, ABONG appeals to public institutions, in particular the National Congress, the Supreme Court, the Federal Public Prosecutor’s Office and all other democratic institutions, to fulfill – and to enforce – their role within constitutionally-established rules.

    Likewise, ABONG calls on all truly democratic sectors of Brazilian society to reject unequivocally this attempt to subvert the democratic Rule of Law, adding to the mobilizations already occurring around March 8 (International Women’s Day); March 14 (the elucidation of Marielle Franco’s assassination); and March 18 (in defense of public, universal and free education).

     

    Brazil, February 26, 2020

    ABONG’s Board of Directors

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    NOTA PÚBLICA DE ABONG

    ¡TODAS Y TODOS POR LA DEMOCRACIA!

    La Asociación Brasileña de Organizaciones No-Gubernamentales, Abong, una organización de la sociedad civil brasileña, rechaza el intento de Jair Bolsonaro, quien, como Presidente de la República, llama a sus partidarios a los actos contra la democracia nacional, cometiendo el delito previsto en el artículo 85 de la Constitución brasileña.

    Todos los elegidos y elegidas por voto deben respetar el estado democrático de derecho, establecido por la autonomía de las instituciones y, principalmente, en la subordinación de las fuerzas armadas y la policía militar.

    Por lo tanto, el intento de Jair Bolsonaro de convocar actos públicos contra la Constitución brasileña, tratando de crear condiciones para tomar el poder por asalto, subvierte el papel de la institución de la Presidencia de la República y socava la legitimidad que le otorga el voto democrático.

    Aunque nuestra reciente democracia aún no ha sido capaz de cambiar las estructuras de concentración de riqueza que promueven la desigualdad social criminal, responsable de la muerte de miles de brasileños, muchos de ellos, por el ala armada del propio estado.

    ¡Que el pueblo brasileño no se haga ilusiones!

    Para Abong, no hay salida que no sean la de los procesos democráticos.

    La desigualdad, la pobreza y la injusticia social solo se superarán con la radicalización de la democracia. La vida solo mejorará cuando la sociedad civil tenga una capacidad real para decidir sobre su destino, sometiendo todos los poderes a la voluntad popular, incluido el control de la voluntad de obtener ganancias sin medidas de poder económico.

    Por esta razón, Abong hace un llamamiento a las instituciones públicas, en particular, el Congreso Nacional, la Suprema Corte Federal, el Ministerio Público Federal y todas las instituciones democráticas, para cumplir y hacer cumplir su papel dentro de las normas establecidas constitucionalmente.

    Del mismo modo, Abong hace un llamado a todos los sectores verdaderamente democráticos de la sociedad brasileña a rechazar inequívocamente este intento de subvertir el Estado democrático de derecho, y se suma a las movilizaciones del 8 de marzo – Día Internacional de la Mujer, 14 de marzo para exigir la aclaración de quién mató a Marielle Franco y el 18 de marzo en defensa de la educación pública, universal y gratuita.

     

    Brasil, 26 de febrero de 2020

    Junta Directiva de Abong

    Saiba mais

    Abong abre curso sobre Mobilização de Recursos para Organizações da Sociedade Civil

    O curso é inteiramente on-line e acontecerá dos dias 14/04 a 09/06, com carga horária de 60 horas; Inscrições abertas até 18/03.

    Mobilização de Recursos para Organizações da Sociedade Civil frente ao atual cenário da luta por direitos no Brasil

     

    Convidamos para este curso na modalidade a distância, todas e todos as/os trabalhadores/as e militantes de organizações da sociedade civil e gestores/as públicos, que atuam pela defesa de direitos e estejam interessadas/os em aprofundar os seus conhecimentos Mobilização de Recursos para OSCs. Esse curso EaD é realizado pela ABONG em parceria com suas associadas CAMP, CESE e CFEMEA e é apoiado pela União Europeia através do Projeto “Sociedade Civil Construindo A Resistência Democrática. ”

    A sustentabilidade das organizações da sociedade civil (OSC) é, antes de tudo, uma questão crucial para o fortalecimento da democracia em nosso país. Esse tema ganha importância ainda maior no atual contexto político de ruptura democrática e retrocesso de direitos, agravado desde a posse do governo ilegítimo em 2016. Entendemos que a ampliação da capacidade de mobilização de recursos é ação central para a garantia da sustentabilidade das OSCs, sobretudo daquelas que lutam pela defesa de direitos, e a sua efetivação depende principalmente de articulação política e estratégia coletiva.

     

    Carga horária: 60 horas a distância – EaD/online (em 9 semanas), com média de 6 horas de estudo/atividade por semana.

    Vagas: 60

    Perfil do Público: Trabalhadores/as e militantes de organizações da sociedade civil e gestores/as públicos, que atuam pela defesa de direitos e estejam interessadas/os em aprofundar os seus conhecimentos sobre Mobilização de Recursos.

     

    Requisito:

    É necessário que o/a inscrito/a seja integrante da equipe de trabalho de organização da sociedade civil (OSC) ou instituição púbica e se inscreva como representante dessa entidade.

    Solicitamos que a entidade assuma junto com o/a participante o compromisso de participação efetiva no curso.

    Será aceita a inscrição de somente uma pessoa por organização da sociedade civil.

     

    Inscrição e processo seletivo:

    Para fazer sua inscrição, clique aqui.

    Para mais informações, faça download do arquivo abaixo.

    Saiba mais

    Demissão é pouco, apologia ao nazismo é intolerável

    Abong assina nota em repúdio ao pronunciamento do Secretário da Cultura Roberto Alvim:

    “O Pacto pela Democracia repudia com veemência o pronunciamento do Secretário Especial da Cultura Roberto Alvim, que divulgou ontem (16) vídeo institucional parafraseando trechos do discurso de Joseph Goebbels, Ministro da Propaganda de Hitler.

    Para defender um projeto de cultura ultranacionalista, Alvim toma como inspiração expressões e estética usadas por um dos idealizadores do nazismo e figura reconhecidamente antissemita. Seu discurso é ultrajante à memória de milhões de vítimas que foram perseguidas e exterminadas pelo nazismo. Nenhum regime democrático deve admitir referências e apologias a um dos períodos mais sombrios da história.

    A reação da sociedade em repúdio ao pronunciamento foi contundente. Organizações da comunidade judaica como a Confederação Israelita do Brasil, a Federação Israelita do Estado de São Paulo e o coletivo Judeus pela Democracia se manifestaram. Na esfera política, os presidentes da Câmara e do Senado pediram a demissão do Secretário, bem como a OAB Nacional. Os presidentes do STF e da PGR também repudiaram publicamente. Diversas organizações da rede do Pacto também expressaram seu repúdio, entre elas AcreditoConectas Direitos HumanosRenovaBRMovimento AGORA! e Livres.

    Após a onda de protestos e manifestações de repúdio, Roberto Alvim foi demitido. Contudo, é importante destacar que não se trata apenas de um posicionamento individual do secretário, mas sim de uma peça de comunicação institucional do governo federal, produzido e aprovado pelo aparelho de Estado brasileiro. Tem se mostrado recorrente, por parte de agentes de alto escalão do governo, declarações celebrando e homenageando torturadores, violadores dos direitos humanos e regimes autoritários. Tais declarações foram sistematizadas na Retrospectiva 2019: Democracia no Brasil.

    Assim, não basta que o Secretário Especial de Cultura seja demitido. É fundamental que o corpo de ministros e secretários seja escolhido tendo como princípio basilar o compromisso com a democracia brasileira.

    Subscrevem esta nota as seguintes organizações:

    Abong – Associação Brasileira de ONGs
    Agora!
    Atados
    Casa Fluminense
    CDPP – Centro de Debate de Políticas Públicas
    CECIP – Centro de Criação de Imagem Popular
    CEDAPS – Centro de Promoção da Saúde
    CENPEC – Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária
    Centro Nacional de Africanidade e Resistência Afro Brasileiro – CENARAB
    Clímax Brasil
    Conectas Direitos Humanos
    Congresso em Foco
    Delibera Brasil
    Engajamundo
    Frente Favela Brasil
    Fórum Brasileiro de Economia Solidária
    Fórum da Amazônia Oriental – FAOR
    FOAESP- Fórum das ONGs/AIDS do Estado de São Paulo
    Gestos – Soropositividade, Comunicação e Gênero
    Goianas na Urna
    Grupo de Trabalho da Sociedade Civil para Agenda 2030 – GTSC-A2030
    Instituto Igarapé
    IDS – Instituto Democracia e Sustentabilidade
    Instituto Physis – Cultura & Ambiente
    Instituto Update
    Inesc – Instituto de Estudos Socioeconômicos
    Instituto Braudel de Economia Mundial
    Instituto Cidade Democrática
    Instituto Ethos
    Instituto Vladimir Herzog
    Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social
    Judeus pela Democracia
    Livres
    Mapa Educação
    Nossas
    Pulso Público
    Rede Justiça Criminal
    Transparência Brasil
    Transparência Capixaba”

    Saiba mais

    Manifesto conjunto no Dia Mundial dos Direitos Humanos

    QUEREMOS MAIS DIREITOS HUMANOS, PARA TODOS E TODAS!

    As organizações signatárias vêm a público para manifestar sua profunda preocupação com os caminhos da política de direitos humanos no Brasil. Em que pese o fato de que a política de direitos humanos nunca fora efetivamente uma política de Estado no Brasil, mas sim de alguns órgãos e setores de determinados governos, o que ora vivemos é um processo de total desestruturação, desmonte e retrocesso nas garantias constitucionais e de direitos humanos, conquistados a partir de muita luta da sociedade civil organizada. O atual governo brasileiro ataca de forma flagrante os compromissos com direitos humanos e age no sentido de desproteger a cidadania. Não há o menor respeito ao princípio da proibição do retrocesso e de investimento do máximo de recursos para a garantia dos direitos humanos. Há um movimento brutal de submissão dos direitos e da vida aos interesses fiscais que, em nome de sanear o Estado, drenam recursos para o capital financeiro especulativo e retiram as condições para o investimento em políticas voltadas aos direitos humanos. Diante deste quadro, as chamadas instituições democráticas brasileiras, não têm sido capazes, não possuem mecanismos ou não querem enfrentar as perdas e os retrocessos que vivemos.

    As organizações estão especialmente preocupadas com o abandono dos compromissos constantes no terceiro Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3) – que, em breve completará 10 anos (publicado em 21/12/2009) -, e com vários outros planos, entre eles, o Plano Nacional de Educação, o de políticas públicas para mulheres, o de igualdade racial, o de promoção da população LGBTQI, o de educação em direitos humanos, entre tantos outros. O anúncio do “Programa Juntos pela Vida: Família e Direitos Humanos”, feito pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos para o período 2019-2023, por meio da Portaria nº 2.467, de 06/09/2019, aponta para prioridades que são muito diferentes daquelas constantes destes compromissos construídos com a participação da sociedade civil brasileira. Há clara sobreposição de propostas de ação e, ainda que as anteriores não tenham sido revogadas, de longe estão entre as prioridades a serem implementadas. Muito nos preocupa também o fechamento e inviabilização dos espaços de participação social, tais como os Conselhos, Comitês e as Conferências, em várias áreas de direitos e políticas. Está claro para nós que a série de ações de restrição orçamentária, estrutural e de autonomia política, são tentativas de desgastar e inviabilizar a atuação efetiva e de denúncia que vem sendo executada pelo Conselho Nacional de Direitos Humanos. O recente fato da destituição da Procuradora Débora Duprat da função de conselheira no Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH) e em perspectiva de assumir a presidência do CNDH em 2020, pelo atual Procurador Geral da República Augusto Aras, é uma amostra do desrespeito, autoritarismo e intervencionismo na autonomia deste Conselho.

    Além de todas as perdas já ocorridas, nos preocupa profundamente o potencial de projetos e medidas já anunciadas e em andamento que colocam risco a garantia dos direitos humanos e das vidas de muitas pessoas. Entre elas está a afirmação do Estado punitivo constante na proposta do pacote anticrime e o teor do que será aprovado do projeto apresentado pelo governo (já passou pelo Senado e agora vai para a Câmara). Aspectos como o aumento do tempo máximo de cumprimento de pena, de 30 para 40 anos, são vistos por especialistas como um risco que favorece a lógica do encarceramento, num Brasil que já tem aproximadamente 812 mil pessoas presas, conforme dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) de julho deste ano. Outra crítica ao projeto diz respeito à criação de um banco de perfil genético para fichar informações de pessoas que passam pelo sistema de Justiça criminal, medida esta, que segundo especialistas, pode ajudar a endossar o preconceito social que atinge ex-detentos, por exemplo. Tão, ou mais grave, é a da insistência do governo em querer garantir o excludente de ilicitude para os agentes de segurança pública, mesmo diante da inconstitucionalidade contida nesta matéria e dos reais riscos à ampliação da ação violenta das polícias, colaborando para o aumento dos confrontos na sociedade, para o avanço no extermínio da juventude negra e pobre das periferias e com a população negra em geral, bem como para o ataque a lideranças e defensores/as de direitos humanos, que fazem luta pela terra, pelos territórios, pela natureza e pelos bens comuns e se encontram expostos a diversas situações de violências.

    As propostas de Emendas Constitucionais do Plano Mais Brasil, efetivamente vão na contramão de conquistas históricas, destruindo, inclusive, direitos já garantidos. É grave a proposição de que “será observado, na promoção dos direitos sociais, o direito ao equilíbrio fiscal intergeracional”, sugerido como parágrafo único ao artigo 6º da Constituição Federal. Junto com esta estão as propostas de desvinculação dos recursos, inclusive com mudanças para os recursos previstos para a garantia do direito à saúde e à educação. Estas medidas, somadas a outras e aos impactos da Emenda Constitucional nº 95/2016 agravarão ainda mais os problemas para a garantia e a efetividade dos direitos sociais, com forte impacto na ampliação das desigualdades sociais no país. Esta preocupação se intensifica, com o Plano Pluri Anual (PPA 2020-2023) proposto pelo governo, que não menciona o fortalecimento da democracia e “esvazia os direitos”, uma vez que os recursos previstos para o período na área social são 40% menores do que os recursos previstos para a área econômica, que é objetivamente prioritária em favorecimento aos mais ricos. Ou seja, em nome da “simplificação” e do “realismo fiscal”, os direitos humanos, definitivamente, não estão nos planos do governo brasileiro, a não ser para serem desmontados e atacados.

    As organizações também manifestam sua profunda preocupação em relação à participação e aos direcionamentos realizados pelo Brasil nos espaços multilaterais, em especial nos de direitos
    humanos. Nestes espaços a diplomacia brasileira tem assumido posições que rompem com a tradição brasileira acumulada há décadas, às quais, em grande medida, historicamente afirmaram e se comprometeram com a defesa do universalismo, do avanço das liberdades, da promoção progressiva dos direitos humanos, vide os ataques perpetrados contra documentos e convenções internacionais que versam sobre a defesa da igualdade de gênero, racial, entre outras. Estas posições, que também se traduzem em ações dentro do País, não reconhecem os direitos humanos como proteção e garantia para todos e todas. Elas são seletivas, pautadas por valores conservadores e com forte caráter de fundamentalismo religioso de cunho cristão. Tais posições que se orientam pela defesa de que os direitos humanos são para os “humanos do bem”, os “humanos direitos”, em oposição aos demais seres humanos, caracterizados como minorias, como “bandidos” e apoiadores de bandidos são frequentemente defendidas por setores do governo com argumentos bíblicos distorcidos em detrimento da Constituição. Distorcem o direito à liberdade religiosa para promover o racismo religioso, a misoginia, a LGBTIQfobia, o ódio às populações originárias e tradicionais, a violência e a eliminação daquelas pessoas e grupos sociais que são consideradas expressão do mal, entre elas: mulheres, LGBTIs, indígenas, quilombolas, povos e comunidades tradicionais, negros e negras, juventudes, crianças e adolescentes. Estabelecem falsa dicotomia entre “defesa de valores e direitos da maioria moral e valores e direitos da minoria. Dizem que os valores e os direitos das minorias não podem estar acima dos valores e direitos da maioria. Para a sociedade civil, que recentemente se manifestou contra a recondução da candidatura do Brasil ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, fica a preocupação com a falta de orientação para a atuação na perspectiva da universalidade, da imparcialidade, da objetividade e da não-seletividade, do diálogo internacional construtivo e da cooperação com vistas a aprimorar o respeito, a promoção e a proteção de todos os direitos humanos, de acordo com o Artigo 4º da Resolução nº 60/251 da Assembleia Geral das Nações Unidas.

    Finalmente, as organizações signatárias instam as instituições, tais como o Parlamento, o Ministério Público, o Poder Judiciário, a cumprirem com suas responsabilidades no que se refere ao fortalecimento da democracia e ao cumprimento das garantias constitucionais e com os compromissos em direitos humanos. Também manifestam solidariedade aos lutadores e às lutadoras do povo, aos defensores e às defensoras de direitos humanos, às lideranças sociais e políticas, que seguem em luta pelos direitos humanos, de cabeça erguida, com coragem, dizendo “queremos todos os direitos humanos para todas e todas, já!”. Solidarizam-se também com os sujeitos, as lideranças, organizações e povos que estão na resistência e na luta no Brasil e em vários países da América Latina e do mundo. Conclamam à solidariedade interorganizacional no plano nacional e internacional e afirmam que somente a formação de alianças estratégicas de resistência ativa e criativa ajudarão nesta travessia difícil, mas que se alimenta do esperançar dos que há séculos lutam e conquistam espaços de mais igualdade e participação. Afirmam que direitos humanos continuam cada vez mais fazendo sentido como conquistas, razão pela qual seguirão fazendo processos de resistência, luta e de organização no cotidiano, em cada pedaço, em cada canto, em cada mente e em cada coração.

    Viva os direitos humanos, viva o dia mundial dos direitos humanos.

    Brasil, 10 de dezembro de 2019

    Assinam este Manifesto:

    1. Articulação para o Monitoramento dos Direitos Humanos no Brasil
    2. Movimento Nacional de Direitos Humanos – MNDH Brasil
    3. Fórum Ecumênico ACT Brasil – FEACT
    4. Processo de Articulação e Diálogo Internacional – PAD
    5. Sociedade Maranhense de Direitos Humanos – SMDH
    6. Acesso Cidadania e Direitos Humanos
    7. Aliança Nacional LGBTI
    8. Associação Nacional de Travestis e Transexuais – ANTRA
    9. Art Jovem
    10. Associação Brasileira de Saúde Mental – ABRASME
    11. Associação Nacional de Educadores e Educadoras Sociais – ANEES
    12. Articulação de Mulheres Brasileiras – AMB
    13. Articulação Nacional de Organizações de Mulheres Negras Brasileiras – AMNB
    14. Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos –
    ABGLT
    15. Associação Brasileira de Homeopatia Popular – ABHP
    16. Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais – ABONG
    17. Associação de Apoio à Criança e ao Adolescente – AMENCAR
    18. Associação de Mulheres Negras do Acre
    19. Associação de Mulheres Unidas da Serra (AMUS)
    20. Associação de Pesquisa Xaraiés – Xaraiés
    21. Associação dos Amigos do Centro de Formação e Pesquisa Olga Benário Prestes –
    AAMOBEP
    22. Associação dos Retireiros do Araguaia – ARA
    23. Associação Sócio Cultural e Ambiental Fé e Vida – Sociedade Fé e Vida
    24. CDDH Pedro Reis
    25. CDEs Direitos Humanos
    26. Centro Burnier Fé e Justiça, CBFJ
    27. Centro de Agricultura Alternativa do Norte de Minas – CAA
    28. Centro de Apoio aos Direitos Humanos Valdicio B dos Santos (CADH)
    29. Movimento Nacional de População de Rua no ES (MNPR-ES)
    30. Centro de Apoio as Iniciativas Sociais – CAIS
    31. Centro de Defesa da Cidadania e dos Direitos Humanos Marçal de Souza Tupã I/MS
    32. Centro de Defesa da Vida Herbert de Sousa – CDHVS
    33. Centro de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente Pe. Marcos Passerini
    34. Centro de Defesa dos Direitos Humanos Antônio Conselheiro – CDDHAC
    35. Centro de Defesa dos Direitos Humanos da Serra/ES
    36. Centro de Defesa dos Direitos Humanos de Londrina e MNDH/PR
    37. Centro de Defesa dos Direitos Humanos Dom Tomás Balduíno de Marapé/ES
    38. Centro de Defesa dos Direitos Humanos e Educação Popular do Acre – CDDHEP
    39. Centro de Defesa dos Direitos Humanos Nenzinha Machado/PI
    40. Centro de Direitos Humanos de Cristalândia
    41. Centro de Direitos Humanos de Formoso do Araguaia
    42. Centro de Direitos Humanos de Palmas
    43. Centro de Direitos Humanos Dom Máximo Biennès – CDHDMB
    44. Centro de Direitos Humanos Dom Pedro Casaldáliga
    45. Centro de Direitos Humanos e Memória Popular – CDHMP
    46. Centro de Direitos Humanos Henrique Trindade – CDHHT
    47. Centro de Direitos Humanos Maria da Graça Braz
    48. Centro de Direitos Humanos Sarandi
    49. Centro de Educação e Assessoramento Popular – CEAP
    50. Centro de Estudos Feministas e Assessoria – CFEMEA
    51. Centro de Estudos, Pesquisa e Ação Cultutal – CENARTE
    52. Centro de Referência em Direitos Humanos – UFRN
    53. Centro do Negro do Pará – CEDEMPA
    54. Centro Dom Hélder Câmara de Educação e Ação Social – CENDHEC
    55. Centro Dom José Brandão de Castro – CDJBC
    56. Centro Pastoral para Migrantes – CPM MT
    57. Centro de Promoção da Cidadania e Defesa dos Direitos Humanos Pe. Josimo
    58. Coletivo LESBIBAHIA
    59. Comissão Regional de Justiça e Paz de Mato Grosso do Sul – CRJPMS
    60. Circulo Palmarino
    61. Coletivo Catarinense Memória, Verdade, Justiça
    62. Coletivo Feminino Plural
    63. Coletivo Mães Eficientes Somos Nós
    64. Comissão de Direitos Humanos de Passo Fundo – CDHPF
    65. Comissão de Justiça e Paz de Brasília
    66. Comissão Pastoral da Terra – CPT
    67. Comissão Pastoral da Terra – CPT – MT
    68. Comissão Regional de Justiça e Paz de Mato Grosso do Sul – CRJPMS
    69. Comitê de Direitos Humanos Dom Thomás Balduíno
    70. Comitê de Prevenção e Combate a Tortura do Piauí
    71. Conceitos Ecológicos e Etnoecológicos aplicados à conservação da água e Biodiversidade
    do Pantanal – CONECTE
    72. Conselho Indigenista Missionário – CIMI – MT
    73. Conselho Nacional de Igrejas Cristãs – CONIC
    74. Coordenadoria Ecumênica de Serviço – CESE
    75. Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional – FASE/ES
    76. Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional – FASE/MT
    77. FIAN Brasil
    78. Fórum Municipal de Defesa dos Direitos Humanos de Campinas
    79. Fórum de Mulheres do Mercosul – Seção Lages/SC
    80. Fórum Direitos Humanos e da Terra – FDHT- Mato Grosso
    81. Fórum Mato-grossense de Meio Ambiente e Desenvolvimento – FORMAD
    82. Fórum Mato-grossense de Meio Ambiente e Desenvolvimento – Formad
    83. Fórum Nacional da Sociedade Civil nos Comitês de Bacia Hidrográfica – Fonasc CBH/MT
    84. Fórum de Mulheres do ES
    85. Fundação Instituto Nereu Ramos
    86. Fundação Luterana de Diaconia – FLD
    87. Grupo Arareau de Preservação e Educação Ambiental – Grupo Arareau
    88. Grupo de Mulheres Negras Mãe Andresa
    89. Grupo Dignidade
    90. Grupo de Pesquisa sobre Democracia e Desigualdades – Demodê (Universidade de Brasília)
    91. Grupo Identidade LGBT
    92. Grupo Pesquisador em Educação Ambiental, Comunicação e Arte, GPEA-UFMT
    93. Grupo Semente da Chapada dos Guimarães/MT – Grupo Semente
    94. IDEAS – Assessoria Popular
    95. Identidade – Grupo de Luta Pela Diversidade Sexual – Campinas
    96. Instituto Braços
    97. Instituto Brasil Central – IBRACE
    98. Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas – IBASE
    99. Instituto Caracol – ICaracol
    100.Instituto Centro de Vida – ICV
    101.Instituto Dakini
    102. Instituto de Desenvolvimento e Direitos Humanos – IDDH
    103. Instituto de Direitos Humanos Econômicos, Sociais, Culturais e Ambientais – IDHESCA
    104. Instituto de Estudos Socioeconômicos – INESC
    105. Instituto de Pesquisa e Educação Ambiental – Instituto Gaia
    106. Instituto DH
    107. Instituto Terramar
    108. Instituto Trabalho Digno
    109. Instituto Vladimir Herzog
    110. Koinonia – Presença Ecumênica e Serviço
    111. Marcha Mundial de Mulheres / SC
    112. Movimento Nacional de Direitos Humanos – MNDH/SC
    113. Movimento Nacional de Filhas e Filhos de Trabalhadoras e Trabalhadores
    114. Movimento Nacional de Meninos e Meninas de Rua – MNMMR
    115. Movimento de Mulheres do Campo e da Cidade/PA
    116. Movimento do Espírito Lilás
    117. Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB
    118. Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST
    119. Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST MT
    120. Movimento Luta Antimanicomial – ES
    121. Núcleo de Estudos Ambientais e Saúde do Trabalhador NEAST ISC
    122. Núcleo de Estudos Rurais e Urbanos – NERU – UFMT
    123. Observatório da Juventude/ES
    124. Observatório Nacional de Justiça Socioambiental Luciano Mendes de Almeida – OLMA
    125. Organização de Direitos Humanos Projeto Legal-RJ
    126. Pastoral Carcerária Nacional
    127. Pastoral da Juventude
    128. Pastoral Carcerária do Regional NE 1 da CNBB – Ceará
    129. PASTORAL OPERÁRIA NACIONAL
    130. Plataforma Nacional de Crianças e Adolescentes com Familiar Encarcerados. CAFE’s
    131. Projeto Meninos e Meninas de Rua – PMMR
    132. Rede Internacional de Pesquisadores em Educação Ambiental e Justiça Climática –
    REAJA
    133. Rede Mato-grossense de Educação Ambiental – REMTEA
    134. Rede Afro LGBT
    135. Rede Gay Latino
    136. Rede SAPATÁ
    137. RENAP – Rede Nacional de Advogadas e Advogados Populares
    138. SERPAZ – Serviço de Paz
    139. Sindicato dos Trabalhadores no Ensino o Público de Mato Grosso – SINTEP MT
    140. Sociedade Colatinense dos Direitos Humanos
    141. SOS Corpo – Instituto Feminista para a Democracia
    142. União Nacional das Organizações Cooperativistas Solidárias – UNICOPAS
    143. UNA LGBT – União Nacional de Lésbicas Gays Bissexuais Trans Travestis e Intersexos
    144. UNISOL Brasil
    145. Sindicato dos Psicólogos no Estado do Espírito Santo (SINDPSI-ES)
    146. Associação ECCOS
    147. ISER Assessoria – RJ

     

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    A criminalização como arma política

    Todo apoio ao Projeto Saúde e Alegria (PSA) – CEAPS / Santarém

    Governos autoritários desrespeitam a cidadania. Em todo o mundo, as ONGs lutam em defesa das liberdades democráticas e do direito à livre atuação. Mais de 194 países são monitorados e, de acordo com as condições de liberdade de atuação da cidadania, recebem a classificação de países com espaços “abertos, estreitos, obstruídos, repressivos ou fechados.” Neste monitoramento, verifica-se práticas comuns nos governos autoritários que é o desrespeito à livre atuação da cidadania por meio de ações que buscam deslegitimar, criminalizar e obstruir a atuação das organizações da sociedade civil e/ou não governamentais, eliminando, assim, uma poderosa força da sociedade capaz de questionar, pressionar e denunciar suas condutas arbitrárias, corruptas e contra o interesse público.

    Não é outra coisa que ocorre atualmente no Brasil. Do pronunciamento irresponsável do Presidente da República culpando as ONGs pelos incêndios à ação policial e midiática tentando criminalizar o Projeto Saúde e Alegria (PSA), há uma estratégia arquitetada para deslegitimar a atuação livre da sociedade civil brasileira que tem denunciado, desde o primeiro momento, as medidas autoritárias e antissociais do atual Governo.

    A tentativa de envolver as ONGs de defesa da Amazônia nos atos criminosos de madeireiros, mineradoras, grileiros e fazendeiros ligados à soja e à pecuária extensiva, já foi tentada outras vezes e, ao final, restou comprovada a inocência das lideranças da sociedade civil e dos movimentos sociais da floresta. Aliás, esta mesma tática foi aplicada em 2013 quando o ex-Juiz Sérgio Moro, com amplo apoio midiático, tentou envolver cooperativas e ONGs ligadas ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) da agricultura familiar, em supostos desvios de recursos públicos. Passados quatro anos, todos os envolvidos foram absolvidos[1] pelo Poder Judiciário e, infelizmente, sem a mesma cobertura midiática, deixando um sentimento negativo em relação as ONGs na sociedade brasileira.

    Por isso, a Abong vem a público manifestar sua solidariedade e apoio as lideranças do Projeto Saúde e Alegria (PSA) – CEAPS/ Santarém, pela seriedade de sua atuação e comprometimento na promoção de saúde das populações ribeirinhas e com as causas da defesa da floresta.

    A Abong coloca-se à disposição para apoiar da forma que for necessária afim de que as acusações sejam prontamente refutadas e a verdade se estabeleça na defesa dos direitos dos povos das águas e da floresta. Exigimos a liberação imediata dos brigadistas que seguem presos injustamente.

    Não aceitaremos passíveis a criminalização do direito ao ativismo social, a livre manifestação e a atuação autônoma da sociedade brasileira.

    O Brasil já enfrentou governos autoritários e os venceu. Nada nos impedirá de fazê-lo novamente!

    Conselho Diretor da Abong

    27 de novembro 2019

    [1] https://www.brasildefato.com.br/2017/10/05/pr-agricultores-presos-por-ordem-de-sergio-moro-sao-inocentados/

    (Foto: PSA)

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    La criminalización como arma política

    Los gobiernos autoritarios no respetan la ciudadanía. En todo el mundo, las ONG luchan por las libertades democráticas y el derecho a la acción libre. Más de 194 países son monitoreados y, de acuerdo con las condiciones de libertad de acción de los ciudadanos, reciben la clasificación de países con “espacios abiertos, estrechos, obstruidos, represivos o cerrados”. En este monitoreo, hay prácticas comunes en los gobiernos autoritarios. que es la falta de respeto por la libre actividad de la ciudadanía a través de acciones que buscan deslegitimar, criminalizar y obstruir el desempeño de la sociedad civil y / o las organizaciones no gubernamentales, eliminando así una poderosa fuerza de la sociedad capaz de cuestionar, presionar y denunciar conducta arbitraria, corrupta y contra el interés público.
    No es otra cosa que actualmente ocurre en Brasil. Desde el pronunciamiento irresponsable del Presidente de la República culpando a las ONG por los incendios en Amazonía, a la acción policial y mediática que intenta criminalizar el Proyecto Salud y Alegría (PSA), existe una estrategia diseñada para deslegitimar la acción libre de la sociedad civil brasileña que ha denunciado, desde el primer momento, Las medidas autoritarias y antisociales del actual gobierno.

    El intento de involucrar a las ONG de defensa de la Amazonía en los actos criminales de madereros, mineros, acaparadores de tierras y ganaderos vinculados a la soja y la ganadería extensiva se ha intentado en otras ocasiones, y al final la inocencia de los líderes de la sociedad civil y movimientos sociales fue comprobada. Por cierto, esta misma táctica se aplicó en 2013 cuando el ex juez Sérgio Moro, con amplio apoyo de los medios, trató de involucrar a las cooperativas y las ONG vinculadas al Programa de Adquisición de Alimentos para la Agricultura Familiar (PAA) en presuntas apropiaciones indebidas de recursos públicos. Cuatro años después, todos los involucrados fueron absueltos por el poder judicial y, desafortunadamente, sin la misma cobertura de los medios, dejando un sentimiento negativo sobre las ONG en la sociedad brasileña.

    Por esta razón, Abong está expresando públicamente su solidaridad y apoyo a los líderes del Proyecto Salud y Alegría (PSA) – CEAPS / Santarém, por la seriedad de su desempeño y compromiso para promover la salud de las poblaciones ribereñas y las causas de la defensa forestal.

    Abong está dispuesta a apoyar según sea necesario para que las acusaciones sean refutadas sin demora y la verdad establecida en la defensa de los derechos de los pueblos del agua y los bosques. Exigimos la liberación inmediata de los miembros de la brigada que permanecen injustamente encarcelados.

    No aceptaremos la criminalización del derecho al activismo social, la libre manifestación y el desempeño autónomo de la sociedad brasileña.

    Brasil ya se enfrentó a gobiernos autoritarios y los derrotó. ¡Nada nos impedirá volver a hacerlo!
    Junta Directiva de Abong

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    Criminalization as a Political Weapon

    Authoritarian governments disrespect citizenship. Around the world, NGOs fight for democratic freedoms and the right to free action. More than 194 countries are monitored and, according to the conditions of citizens’ freedom of action, receive the classification of countries with “open, narrow, obstructed, repressive or closed” spaces. In this monitoring, there are common practices in authoritarian governments. which is the disrespect for the free action of citizenship through actions that seek to de-legitimize, criminalize and obstruct the actions of civil society and / or non-governmental organizations, thus eliminating a powerful force of society capable of questioning, pressing and denouncing their arbitrary, corrupt conduct and against the public interest.

    It is not something else that currently occurs in Brazil. From the irresponsible pronouncement of the President of the Republic blaming NGOs for the fires in the Amazon forest, to the police and media action trying to criminalize Projeto Saúde e Alegria (PSA), there is an engineered strategy to delegitimize the free action of Brazilian civil society that has denounced, from the first moment, the authoritarian and antisocial measures of the current Government.

    Attempting to involve NGOs, who work in the defense of the Amazon, in the criminal acts of loggers, miners, land grabbers and ranchers linked to soy production and extensive ranching has been attempted at other times, and in the end, the innocence of civil society  and social movements leaders were proved. Incidentally, this same tactic was applied in 2013 when former Judge Sérgio Moro, with broad media support, tried to involve cooperatives and NGOs linked to the Family Farming Food Acquisition Program (PAA) in alleged misappropriations of public resources. Four years later, all those involved were acquitted by the judiciary, unfortunately without the same media coverage, leaving a negative feeling about NGOs in Brazilian society.

    For this reason, Abong is publicly expressing its solidarity and support to the leaders of the Projeto Saúde e Alegria (PSA) – CEAPS / Santarém, for the seriousness of its actions and commitment to promote the health of the riverside populations and the causes of forest defense.

    Abong is ready to support in any way necessary so that the accusations are promptly refuted and the truth is established in the defense of the rights of the water and forest peoples. We demand the immediate release of the brigade members who remain unjustly imprisoned.

    We will not accept the criminalization of the right to social activism, the free manifestation and the autonomous performance of Brazilian society.

    Brazil has already faced authoritarian governments and defeated them. Nothing will stop us from doing it again!

    Abong Board of Directors
    November 27, 2019

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    La criminalisation comme arme politique

    Les gouvernements autoritaires ne respectent pas la citoyenneté. Partout dans le monde, les ONG luttent en défense des libertés démocratiques et du droit à la liberté d’action. Plus de 194 pays sont suivis et, selon les conditions de liberté d’action de la citoyenneté, leurs espaces sont classés comme “ouverts, étroits, obstrués, répressifs ou fermés”. “Dans ce suivie, il faut prendre en compte toute action de l’État visant à délégitimer, à criminaliser et/ou à faire obstruction à l’action de la société civile et/ou des organisations non gouvernementales – ayant pour but d’éliminer des forces puissantes de la société, capables de remettre en question, de faire pression aux institutions et de dénoncer leurs comportements arbitraires, corrompus et allant à l’encontre de l’intérêt général.

    C’est justement ce qui se produit actuellement au Brésil. De la déclaration irresponsable du Président de la République blâmant les ONG pour les incendies en Amazonie à l’action policière et médiatique visant à criminaliser le Projet Santé et Joie (PSA), nous observons une stratégie visant à ôter toute légitimité des acteurs de la société civile brésilienne qui ont dénoncé, dès le début, les mesures autoritaires et antisociales de l’actuel gouvernement.

    Ce n’est pas la première fois que les ONGs de défense de l’Amazonie sont responsabilisées des actes criminels commis par des marchands de bois, l’industrie minière, des accapareurs de terres et de grands éleveurs et producteurs de soja. En 2013, l’ancien juge Sérgio Moro, soutenu par les médias brésiliens, a essayé d’impliquer les coopératives et des ONGs liées au Programme d’acquisition alimentaire (PAA) de l’agriculture familiale à un détournement présumés des ressources publiques. Au bout de quatre ans, toutes les personnes impliquées ont été acquittées[1] par la Justice – sans couverture médiatique équivalente, bien évidemment, ce qui a terni l’image des ONGs auprès de la société brésilienne.

    L’Abong exprime donc sa solidarité et son soutien aux responsables du Projet Santé et Joie (PSA) – CEAPS / Santarém pour le sérieux de ses actions en faveur de la promotion de la santé des populations riveraines et de son engagement dans la défense de la forêt. Et se tient prêt à soutenir les ONGs inculpées pour que ces accusations soient rapidement réfutées et que la vérité soit établie. C’est pourquoi nous exigeons la libération immédiate des brigadistes injustement emprisonnés.

    Nous n’accepterons pas la criminalisation du droit à l’activisme social, à la libre manifestation et à l’action autonome de la société brésilienne. Le Brésil a déjà mené des batailles contre des gouvernements autoritaires et les a remportées. Nous les batterons à nouveau !

    Conseil d’administration d’Abong
    27 novembre 2019

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    Nota da MESA sobre a situação política na Bolívia e América Latina

    Leia nota da MESA DE ARTICULAÇÃO DE ASSOCIAÇÕES NACIONAIS E REDES DE ONGs DA AMÉRICA LATINA E CARIBE sobre a situação política na Bolívia e América Latina:

    EN DEFENSA DE LA DEMOCRACIA EN AMÉRICA LATINA Y EL CARIBE

    Las organizaciones que integram la MESA de Articulación de Asociaciones Nacionales y Redes de ONGs de América Latina y del Caribe expresan su más profundas preocupación por los acontecimentos recientes en Bolivia y exigen que las instituciones democráticas de este país hermano cumplan con su papel de restablecer el orden y la paz, respetando los derechos de los pueblos indígenas, las mujeres, los jóvenes, los campesinos y el pueblo boliviano en su conjunto. No hay justificación para que los sectores del gobierno y la oposición tomen medidas violentas contra sus respectivos oponentes, sus hogares y sus familias en actos cobardes y sin precedentes en nuestro continente.

    La violencia contra los movimientos sociales y la ciudadanía representa una afrenta a la democracia y al estado de derecho democrático. La renuncia del presidente Evo Morales allana el camino para que el pueblo boliviano pueda soberanamente y sin ninguna interferencia externa decidir su propio camino a través de elecciones libres y directas.

    Ante está situación, la MESA de Articulación brinda su solidaridad a las organizaciones sociales de Bolivia, en particular, los líderes de UNITAS y sus organizaciones afiliadas, nuestros asociados y el pueblo boliviano en su conjunto, y hace un llamado a todos los movimientos de ciudadanía bolivianos para construir un diálogo sincero y honesto para encontrar una solución pacífica y democrática que culminará en nuevas elecciones libres, un tribunal electoral exento y observadores internacionales de los distintos países de la región, y de los organismos regionales.

    Que todos sepan que no hay forma de alcanzar el bien común fuera del marco de una democracia verdaderamente participativa.

    Lima, 11 de noviembre de 2019.
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    EM DEFESA DA DEMOCRACIA NA AMÉRICA LATINA E CARIBE

    As organizações que compõe a MESA DE ARTICULAÇÃO DE ASSOCIAÇÕES NACIONAIS E REDES DE ONGs DA AMÉRICA LATINA E CARIBE manifesta sua mais profunda preocupação com os acontecimentos que ocorreram no dia de ontem na Bolívia e apela para que as instituições democráticas deste país irmão cumpram com seu papel constitucional reestabelecendo a ordem e a paz, respeitando os direitos dos povos indígenas, das mulheres, dos campesinos e do povo boliviano.

    Não há justificativas para que setores do governo e da oposição pratiquem ações violentas contra seus opositores, suas casas e suas famílias em atos covardes e sem precedentes em nosso Continente.  Estas violências contra os movimentos sociais e a cidadania representam uma afronta a democracia e um golpe ao estado democrático de direito. A renúncia do Presidente Evo Morales abre caminho para que, de forma soberana e sem qualquer interferência externa,  o povo boliviano, através de eleições livres e diretas decida seu próprio caminho.

    Frente a esta situação, a MESA de Articulação presta sua solidariedade as organizações sociais da Bolívia, em especial, as lideranças do UNITAS, nossa associadas e ao povo boliviano como um todo e apela para que todos os movimentos da cidadania boliviana construam um diálogo sincero e honesto para encontrar uma solução pacífica, democrática, que culminem em novas eleições livres, com um tribunal eleitoral isento e com observadores internacionais de todas as matizes políticas.

    Que saibam todas e todos que não há caminho para o bem comum fora dos marcos de uma democracia verdadeiramente participativa.

    Lima, 11 de novembro de 2019.

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    Em defesa de Democracia na Bolívia e na América Latina

    A Abong, Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais que congrega mais de 200 organizações da sociedade civil de todo o Brasil vem a público se somar as denúncias de violência e ruptura democrática que culminou em golpe de estado em nossa irmã República Plurinacional de Bolívia.

    Não restam dúvidas que, após convocação de novas eleições pelo Presidente Evo Morales, as ações violentas contra autoridades eleitas e seus familiares são atos de terrorismo e uma afronta ao estado democrático de direito. As renúncias realizadas nestas condições de coação, não tem qualquer validade. Da mesma forma, a posse de qualquer governo carece de legitimidade democrática e deve ser denunciada como afronta a democracia na Bolívia ou em qualquer outro país.

    A Abong manifesta-se seu repúdio as ações violentas e ao terrorismo politico utilizado como prática pelos movimentos de oposição aos governantes eleitos na Bolívia e defende que sejam prontamente reestabelecidas as regras democráticas naquele país. Presta sua solidariedade ao povo boliviano, em especial, aos movimentos sociais deste país irmão e se soma aos movimentos de solidariedade internacional pela defesa do direito do povo boliviano de decidir sobre seu futuro sem interferências econômicas nacionais ou internacionais. Apela para que as organizações sociais de todas as matizes políticas busquem uma saída democrática através de eleições gerais e rechacem a violência e as práticas de terrorismo contra a população indefesa.

    Para a Abong, seja na Bolívia, no Brasil ou em qualquer outro país, não há saídas para a construção do bem comum fora de processos democráticos, de eleições livres e de governos realmente participativos. Por isso, nossa denúncia ao golpe de estado na Bolívia, nosso apelo para que eventual governo resultante deste golpe não seja reconhecido pelos países verdadeiramente democráticos e nosso desejo que as autoridades civis e militares reestabeleça a democracia naquele país.

    Conselho Diretor da Abong

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    DEFENSA DE LA DEMOCRACIA EN BOLIVIA Y AMÉRICA LATINA

    Abong, la Asociación Brasileña de Organizaciones No Gubernamentales que reúne a más de 200 organizaciones de la sociedad civil de todo Brasil, se suma públicamente a las denuncias de violencia y ruptura democrática que culminaron en un golpe de estado en nuestra hermana República Plurinacional de Bolivia.

    No hay duda de que, tras la convocatoria de nuevas elecciones por parte del presidente Evo Morales, las acciones violentas contra los funcionarios electos y sus familias son actos de terrorismo y una afrenta al estado de derecho democrático. Las renuncias hechas bajo estas condiciones de coacción no tienen validez. Del mismo modo, la posesión de cualquier gobierno carece de legitimidad democrática y debe ser denunciada como una afrenta a la democracia en Bolivia o en cualquier otro país.

     

    Abong expresa su repudio a las acciones violentas y al terrorismo político utilizado como práctica por los movimientos de oposición a los funcionarios electos en Bolivia y aboga que las reglas democráticas se restablezcan rápidamente en Bolivia. Expresa su solidaridad con el pueblo boliviano, especialmente con los movimientos sociales de este país hermano, y se une a los movimientos de solidaridad internacional para defender el derecho del pueblo boliviano a decidir sobre su futuro sin interferencia económica nacional o internacional. Hace un llamamiento a las organizaciones sociales de todos los orígenes políticos para que busquen una salida democrática a través de las elecciones generales y rechacen la violencia y las prácticas terroristas contra la población indefensa.

     

    Para Abong, ya sea en Bolivia, Brasil o cualquier otro país, no hay maneras de construir el bien común a parte de los procesos democráticos, elecciones libres y gobiernos verdaderamente participativos. Por lo tanto, denunciamos el golpe de estado en Bolivia y llamamos a que cualquier gobierno resultante de este golpe no sea reconocido por los países verdaderamente democráticos, con el deseo de que las autoridades civiles y militares restablezcan la democracia en ese país.

     

    Junta Directiva de Abong

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    In Defense of Democracy in Bolivia and Latin America

     

    Abong, the Brazilian Association of Non-Governmental Organizations that brings together more than 200 civil society organizations from all over Brazil, comes to the public by adding the allegations of violence and democratic rupture that culminated in a coup d’état in our sister Plurinational Republic of Bolivia.

     

    There is no doubt that following the call for new elections by President Evo Morales, violent actions against elected officials and their families are acts of terrorism and an affront to the democratic rule of law. Renunciations made under these conditions have no validity. Similarly, the possession of any government needs democratic legitimacy and must be denounced as an affront to democracy in Bolivia or in any other country.

     

    Abong expresses its repudiation of the violent actions and political terrorism used as a practice by opposition movements to elected officials in Bolivia and advocates that democratic rules be promptly reestablished in Bolivia and expresses its solidarity with the Bolivian people, especially the social movements of this sister country, and joins the international solidarity movements in defending the right of the Bolivian people to decide on their future without national or international economic interference. It calls on social organizations of all political backgrounds to seek a democratic way through general elections and to reject violence and terrorist practices against the defenseless population.

     

    For Abong, whether in Bolivia, Brazil or any other country, there are no ways out of building the common good outside democratic processes, free elections and truly participatory governments. Therefore, our denunciation of the coup d’état in Bolivia, our call for any government resulting from this coup not to be recognized by the truly democratic countries, and our wish for the civil and military authorities to restore democracy in that country.

     

    Abong Executive Board

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    En défense de la démocratie en Bolivie et dans toute Amérique Latine

     

    L’Abong, l’Association brésilienne des organismes non gouvernementales – qui regroupe plus de 200 associations de la société civile dans tout le territoire brésilien – dénonce la violence et la rupture démocratique qui ont abouti à un coup d’État chez notre sœur la République Plurinationale de Bolivie.

    Nous sommes persuadés que les actes de violence contre les autorités élues et leurs familles, après l’appel aux nouvelles élections lancé par le Président Evo Morales, constituent des actes de terrorisme et un affront à l’État de droit démocratique. Les renonciations effectuées dans ces conditions de coercition n’ont aucune validité. De même, la possession de tout le gouvernement auto-proclamé manque de légitimité démocratique et doit être dénoncée comme un outrage à la démocratie en Bolivie et dans le monde.

    L’Abong rejette toutes les actions violentes ainsi que les tactiques de terrorisme politique utilisées par les mouvements d’opposition aux dirigeants élus en Bolivie et défend le rétablissement rapide de l’ordre démocratique dans ce pays. Notre association exprime également sa solidarité avec le peuple Bolivien et en particulier avec leurs mouvements sociaux et se joint aux mouvements de solidarité internationale en défense du droit du peuple Bolivien de décider de son avenir sans aucune ingérence économique que ce soit nationale ou internationale. L’ABONG appelle par conséquent les organisations sociales de toutes tendances politiques à trouver une solution démocratique par le biais d’élections générales et à rejeter toute pratique violente et terroriste contre la population sans défense.

    Pour l’Abong, que ce soit en Bolivie, au Brésil ou dans n’importe quel autre pays, il n’y a pas de moyen de construire le bien commun que ne soit pas par le processus démocratique, des élections libres et des gouvernements véritablement participatifs. C’est pourquoi nous dénonçons le coup d’État en Bolivie et faisons notre appel à que tout éventuel gouvernement issu de cette intervention illégale ne soit pas reconnu par les pays véritablement démocratiques et réaffirmons notre désir que les autorités civiles et militaires rétablissent la démocratie bolivienne au plus vite.

    Conseil d’administration de l’Abong

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    Nota da Abong contra o genocídio indígena

    Foto: Reprodução Mídia Índia

    Paulo Paulino Guajajara, foi vítima de uma emboscada na Terra Indígena Araribóia, na região de Bom Jesus das Selvas, no Maranhão por um grupo de madeireiros. Outro líder indígena guardião, Laércio Guajajara, também foi ferido, está internado e seu quadro é estável.

    A Abong e suas associadas se solidarizam com o povo Guajajara e com todas as etnias que lutam e resistem contra o agronegócio no Brasil e em toda a América Latina. Sabemos que sem essa luta toda a nossa região já teria se transformado  em deserto estéril ou áreas de monocultura.

    Os povos indígenas são responsáveis pela preservação de 80% da biodiversidade em todo o mundo, portanto os principais defensores do meio-ambiente e das futuras gerações.

    Um relatório do Conselho Missionário Indígena do Brasil (CIMI) mostrou que durante os primeiros nove meses de posse de Bolsonaro, houve 160 casos relatados de invasões de terras, o dobro dos números registrados no ano passado.

    Basta desse derramamento de sangue legitimado por um governo que criminaliza a atuação das tribos em defesa do meio-ambiente, que tem uma política de redução das áreas de preservação e que legitima a atuação dessas quadrilhas de madeireiros.

    A Abong luta por essa causa e exige justiça e proteção à população indígena.

     

    Confira versões da nota em inglês, espanhol e francês:

    On 11/01, another indigenous leadership was killed in Brazil, in addition to the other 1,119 victims notified in the last 3 decades.

    Paulo Paulino Guajajara was the victim of an ambush in the Araribóia Indigenous Land in Bom Jesus das Selvas, Maranhão state, by a group of farmers. Another indigenous guardian leader, Laércio Guajajara, was also injured, is hospitalized now and his condition is stable.

    Abong and its associates are in solidarity with the Guajajara people and all ethnic groups that struggle and resist against the agribusiness in Brazil and throughout Latin America. We know that without this struggle our entire region would have already turned into barren desert or monoculture areas.

    Indigenous peoples are responsible for the preservation of 80% of biodiversity worldwide, thus the main defenders of the environment and future generations.

    A report by the Indigenous Missionary Council of Brazil (CIMI) showed that during the first nine months of Bolsonaro’s government, there were 160 reported cases of land invasions, double the numbers recorded last year.

    Enough of this bloodshed legitimized by a government that criminalizes the actions of the tribes in defense of the environment, which has a policy of reducing conservation areas and that legitimizes the activities of these logger gangs.

    Abong stand up for this cause and demands justice and protection for the indigenous population.

    El día 01/11, otro líder indígena fue ejecutado en Brasil, además de las otras 1.119 víctimas notificadas en las últimas tres décadas.

    Paulo Paulino Guajajara fue víctima de una emboscada en la Tierra Indígena Araribóia, en la región de Bom Jesus das Selvas en el estado de Maranhão, por un grupo de madereros/hacendados. Otro líder guardián indígena, Laércio Guajajara, también fue herido, sigue internado y su condición es estable.

    Abong y sus asociadas se solidarizan con el pueblo Guajajara y con todas las etnias que luchan y resisten contra el agronegocio en Brasil y toda Latinoamérica. Sabemos que, sin esta lucha, toda nuestra región ya hubiera sido transformada en un desierto estéril o en áreas de monocultivo.

    Los pueblos indígenas son responsables por la preservación de 80% de la biodiversidad en todo el mundo, por lo tanto, son ellos los principales defensores del medio ambiente y las generaciones futuras.

    Un informe del Consejo Misionero Indígena de Brasil (CIMI) ha mostrado que, durante los primeros nueve meses del gobierno de Bolsonaro, fueron reportados 160 casos de invasiones de tierras, el doble de los registrados el año pasado.

    ¡Basta de este derramamiento de sangre legitimado por un gobierno que criminaliza las acciones de las tribus en defensa del medio ambiente, que tiene una política de reducción de las áreas de conservación y que legitima las actividades de estas pandillas madereras!

    Abong lucha por esta causa y exige justicia y protección para la población indígena.

    Le 1er novembre, un dirigeant autochtone a été exécuté au Brésil, s’ajoutant aux 1.119 victimes notifiées au cours des trois dernières décennies.

    Paulo Paulino Guajajara a été victime d’une embuscade sur la terre indigène d’Araribóia, dans la région de Bom Jesus das Selvas, au Maranhão, au nord-est du pays, par des exploitants forestiers. Un autre chef autochtone « gardien de la fôret », Laércio Guajajara, a également été blessé. Il est actuellement hospitalisé et son état est stable.

    Abong et ses membres sont solidaires du peuple Guajajara et de tous les différents groupes ethniques qui luttent et résistent aux politiques menées par l’agrobusiness au Brésil et en Amérique latine. Nous savons que sans cette lutte, toute notre région serait déjà devenue un désert aride ou une zone de monoculture.

    Un rapport du Conseil Missionnaire Indigène du Brésil (CIMI) a indiqué qu’au cours des neuf premiers mois de gouvernance de l’administration Bolsonaro, 160 cas d’invasions de terres ont été signalés, un nombre deux fois plus grand que celui enregistré l’année dernière.

    Assez de ce bain de sang légitimé par un gouvernement qui criminalise les actions des peuples autochtones qui défendent l’environnement. Assez de cette administration qui emploie une politique de réduction des aires protégées et qui légitime les actions de ces bandes d’exploitation forestière.

    Abong se bat pour cette cause et exige justice et protection pour la population indigène.

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    AI-5 NUNCA MAIS!

    Abong assina nota contra as recentes declarações de Eduardo Bolsonaro sobre o AI-5. Confira:

    AI-5 NUNCA MAIS!

    O desprezo pela democracia e seus princípios fundamentais se manifesta em declaração recente de Eduardo Bolsonaro. O deputado federal eleito por São Paulo afirmou que a reedição do Ato Institucional nº 5 seria um dispositivo do qual lançaria mão a fim de conter um possível cenário de “radicalização da esquerda no Brasil”.

    Em 1968, o AI-5 institucionalizou a repressão e agravou severamente atos de censura, perseguição a oponentes políticos, prisões, torturas e execuções, além de ter determinado o fechamento do Congresso Nacional e Assembleias Estaduais. Foi o decreto responsável por minar as liberdades democráticas, resultando em 20 mil vítimas de tortura, mais de 400 mortes e desaparecimentos, sete mil pessoas exiladas e 800 prisões por razões políticas.

    Ameaçar a ruptura da institucionalidade democrática, promover o avanço de medidas autoritárias e incentivar o apelo à barbárie, ainda que em cenário hipotético, é inadmissível em uma sociedade democrática. Essa atitude deve ser rechaçada e punida de forma rigorosa pelo conjunto dos cidadãos e cidadãs, atores políticos e instituições que zelam pelo Estado Democrático de Direito e acreditam que só há construção possível dentro da democracia.

    Declarações dessa natureza por parte de lideranças políticas do governo federal ecoam desde o início do ano. Além disso, a recente afirmação dá sequência ao histórico de desapreço à democracia e elogios a períodos autoritários da história brasileira pelo Presidente da República.

    Diferentemente do que diz Eduardo Bolsonaro, um país forte pressupõe um Estado democrático, instituições sólidas e indivíduos livres.

    As organizações subscritas abaixo manifestam profundo repúdio e exortam democratas das mais diversas identidades políticas a expressarem igualmente seu rechaço a essa ameaça antidemocrática.

    1. Abong – Associação Brasileira Organizações Não Governamentais
    2. Ação Educativa
    3. Atados
    4. Agenda Pública
    5. Bancada Ativista
    6. BrCidades
    7. Centro de Promoção da Saúde – CEDAPS
    8. Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC)
    9. Cidade Escola Aprendiz
    10. Conectas Direitos Humanos
    11. Delibera Brasil
    12. Departamento Jurídico XI de Agosto
    13. Educafro
    14. Engajamundo
    15. Fórum do Amanhã
    16. Fundação Avina
    17. Fundação Tide Setúbal
    18. Frente Favela Brasil
    19. GESTOS- Soropositividade, Comunicação e Gênero
    20. Goianas na Urna
    21. Grupo de Trabalho da Sociedade Civil para Agenda 2030 – GTSC A2030
    22. Imargem
    23. Intervozes
    24. Instituto Alana
    25. Instituto Alziras
    26. Instituto Construção
    27. Instituto de Defesa do Direito de Defesa – IDDD
    28. Instituto de Desenvolvimento Sustentável Baiano – IDSB
    29. Instituto Ethos
    30. Instituto Fernand Braudel de Economia Mundial
    31. Instituto de Estudos Socioeconômicos – Inesc
    32. Instituto Democracia e Sustentabilidade – IDS
    33. Instituto Physis
    34. Instituto Sou da Paz
    35. Instituto Terra, Trabalho e Cidadania – ITTC
    36. Instituto Update
    37. Instituto Vladimir Herzog
    38. Intervozes
    39. Justiça Global
    40. Livres
    41. Legisla Brasil
    42. Mapa Educação
    43. Move Social
    44. Movimento Nossa BH
    45. Movimento Acredito
    46. Ocupa Política
    47. Oxfam Brasil
    48. Pacto Organizações Regenerativas
    49. Plataforma dos Movimentos Sociais pela Reforma do Sistema Político
    50. Pulso Público
    51. Política! Eu me importo e Participo
    52. ponteAponte
    53. Raiz Cidadanista
    54. Rede Conhecimento Social
    55. Rede Justiça Criminal
    56. Rubens Naves, Santos Jr
    57. Szazi, Bechara, Storto, Reicher e Figueirêdo Lopes Advogados
    58. TETO Brasil
    59. Transparência Capixaba
    60. Transparência Partidária
    61. Uneafro
    62. WWF Brasil
    63. 342Artes
    64. 342Amazônia
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