Nas redes, Nas ruas, Sempre na Luta!

Desde o início de 2020, o mundo tem passado por uma pandemia, gerando não só uma crise sanitária, mas também consequências nas esferas econômicas, sociais e políticas, além do aprofundamento das desigualdades já existentes e violações dos direitos humanos. Durante este período, os movimentos populares e sociais diminuíram – por inúmeros fatores – a presença nas ruas, que historicamente foram palco de protestos e conquistas importantes para todas e todos.

Em 2022, voltamos a nos encontrar neste espaço fundamentalmente político em um momento em que nosso principal pilar – a democracia – estava ameaçada. Entendemos que contra a barbárie, violência e a política de morte (simbólica, humana e ambiental), “tudo que nóis tem é nóis” – como canta o rapper Emicida.

Ocupamos o espaço público, dialogamos com as pessoas, enfrentamos alguns descompassos, mas saímos fortalecidos. Foi um longo caminho ao longo do ano, mas os passos da nossa gente – essa, dos direitos humanos, do respeito às religiões, do antirracismo, do direito de escolha, do bem-viver, da economia solidária, do combate á LGBTQIA+fobia, da democracia radical – ainda irão mais longe para construir um outro mundo possível.

Janeiro na Abong

Iniciamos o ano na Abong, com o lançamento de um importante projeto para a Abong e para a sociedade civil organizada, o Projeto Sementes de Proteção de Defensoras/es de Direitos Humanos, projeto este que, vem buscando facilitar o diálogo e a troca de experiências, a partir da construção de estratégias para o fortalecimento e valorização da vida e luta de ativistas em todo o nosso país.

O projeto é desenvolvido pela Abong, SMDH, MNDH e We World GVC Onlus, com participação associada da CPT, da ABGLT, AMDH e CIMI. O co-financiamento é da União Europeia. Saiba mais sobre o projeto:  Aqui

Um importante debate marca o lançamento do GT de Direitos Humanos na Abong, espaço que se propõe para a discussão e fortalecimento das estratégias de incidência das organizações da sociedade civil nas pautas de direitos humanos, em âmbito nacional e internacional. Confira o webinário “Pandemia, o Aumento das Desigualdades e os Direitos Humanos”:  Aqui

Ainda no mês de janeiro, em iniciativa do Projeto Novos Paradigmas, a Abong, o Ibase e ISER Assessoria, lançam a primeira temporada do Podcast Nossos Saberes, uma série, que conta com 10 episódios, e apresenta diferentes experiências pelo Brasil que afirmam que é possível interromper a destruição do Planeta e reconstruir uma sociedade mais justa e sustentável. O lançamento contou com um rico debate: “Novos Paradigmas: Práticas para uma Transição Pós-Capitalista – Lançamento do Podcast “Nossos Saberes”: Confira Aqui

Fevereiro na Abong

Aconteceu no início de fevereiro o Encontro Nacional com o Conselho Diretor da Abong, com uma ampla análise de conjuntura, discutindo os possíveis caminhos para o próximo triênio, enfatizando a necessidade de enfrentamento à pandemia e o combate à fome. 

Ainda em fevereiro, através de um webinário, realizamos o lançamento do Relatório Sementes de Proteção | 2021 – Situação de Defensoras e Defensores de Direitos Humanos no Brasil, Testemunhos de experiências no enfrentamento à Covid-19. O relatório reúne entrevistas de defensoras e defensores de direitos humanos de diferentes organizações, com memórias e narrativas, sobre o impacto da pandemia de Covid-19 durante 2021. As diversas vozes que ecoam no relatório, reafirmam que lutar por direitos humanos é sempre exigir justiça e fazer a promoção corajosa e permanente de todos os direitos para todas as pessoas. Saiba como foi o lançamento: Aqui e confira o relatório: Aqui

Março na Abong

Começamos o mês de março celebrando o #8M, através de uma forte campanha nas redes e nas ruas, onde estivemos #JuntasNoPoder, mostrando que a democracia se faz real quando todas se fazem cara e coragem! Durante o mês, dialogamos sobre a necessidade do aumento na pluralidade, diversidade e representatividade de corpos e histórias no contexto político de nosso país, lutando pela participação feminina no cenário político, sendo protagonistas das lutas, e ocupando os espaços de poder. Saiba mais como foi: Aqui

Também em março, nos reunimos de maneira online, no Encontro Nacional e Assembleia Abong, onde juntas e juntos elegemos a nova Direção Nacional da organização e também as diretrizes de atuação – com um amplo debate para a definição das estratégias futuras para o fortalecimento da luta e das pautas defendidas pela Abong visando o próximo triênio. Estiveram presentes representantes de organizações associadas e parceiras, financiadores e movimentos sociais interessados na construção de uma sociedade do bem viver, com muitos momentos de trocas, reflexões e artes. Saiba como foi: Aqui

Abril na Abong

Durante o mês de abril, a Abong propôs o diálogo sobre a Lei Geral de Proteção de Dados, através do lançamento do Caderno Abong – Dicas Jurídicas para as OSCs: LGPD – Lei Federal 13.709/2018. Em um compilado de 43 perguntas, cada uma abordará um segmento da Lei Geral de Proteção de Dados, desde o princípio e suas diretrizes ao momento de adequação da sua organização à lei. Confira esta publicação e outros Cadernos Abong: Aqui

A Abong também apresentou a todas e todos, a nova Diretoria Executiva. Eleita no mês de março, através da Assembleia Geral da Abong, as novas representações ocupam o cargo durante o triênio, com muita dedicação e compromisso com a luta pela democracia.

Maio na Abong

De 1 a 6 de maio, aconteceu o Fórum Social Mundial (FSM) que ocorreu este ano, na Cidade do México. A Abong promoveu as mesas “Práticas dos movimentos sociais e os Novos Paradigmas nos processos de transformação rumo à sociedade do bem viver” e “A Resistência Coletiva contra as violências de gênero, racial, territorial, contra mulheres e LGBTQIA+ na América Latina e a proteção de defensores de direitos humanos”. O FSM acabou marcado negativamente pelo triste fato envolvendo a diretora da Abong, Keila Simpson, que foi deportada do país em uma clara demonstração de transfobia e agressividade perante ativistas internacionais, uma vez que companheiros curdos e palestinos também sofreram essas violências ao entrarem no país.

A delegação da Abong presente no evento se reuniu com autoridades mexicanas, bem como com a Comissão de Direitos Humanos do México, exigindo uma retratação do país e denunciando como os Estados, mesmo administrados por governos progressistas, não estão preparados para acolherem corpos dissonantes e ativistas. Neste sentido, junto às organizações do movimento trans no México, organizações palestinas e curdas, realizamos um importante debate durante o FSM, chamando a atenção para as diversas maneiras de agressão dos Estados aos militantes e ativistas.

Entendemos no internacionalismo uma importante ferramenta de combate e denúncia às violações perpetradas pelos Estados nacionais. Assim, internacionalizar nossas lutas é internacionalizar nossa esperança de um novo mundo possível, que acolha todos os corpos, cores e nacionalidades! Confira a fala de Keila Simpson, transmitida durante o Fórum Social Mundial: Aqui

Em maio, aconteceu o Encontro Nacional Proteção Popular de defensoras/es de direitos humanos, do Projeto Sementes de Proteção e Defendendo Vidas, em Brasília. Durante os dias de encontro, organizações da sociedade civil, coletivos e ativistas de todo o Brasil discutiram os próximos passos do projeto, além de realizarem uma ampla análise de conjuntura a partir de seus territórios e áreas de atuação. Saiba como foi o encontro: Aqui

Aconteceu, durante o encontro, o lançamento da cartilha “O enfrentamento da Epidemia de AIDS e a defesa da Democracia”. A diretora executiva da Abong, Keila Simpson, fez uma fala sobre a importância da discussão sobre a política de AIDS e a defesa do SUS. Confira a cartilha: Aqui

Na última semana de maio, aconteceu o “Café e Prosa com Keila Simpson”, que contou com a presença de diversas parlamentares, figuras públicas, imprensa e convidadas da Abong, da ANTRA e ABGLT. O encontro pautou o debate sobre as vivências de homens e mulheres trans e travestis, com um amplo diálogo sobre raça, classe e permanência destes corpos em espaços de decisão política e de incidência. Saiba como foi: Aqui

Junho na Abong

No mês de junho, a Abong lançou a “Viver, Sobreviver, Votar e Vencer” para o mês da visibilidade LGBTQIA+, uma campanha com o objetivo de potencializar nossa atenção para o agora, direcionando nossa força e ação para o voto! Para que assim, consigamos viver, sobreviver e vencer! A Abong está completamente imersa nesta luta e caminha lado a lado – somando cada dia mais para que todas as pessoas possam ter o direito de existir, de ir, vir e construir melhores e maiores vidas.

Como parte da campanha de fortalecimento e visibilidade das pautas LGBTQIA+, a Abong em parceria à Ação Educativa, estendeu o símbolo do movimento no edifício em que funciona a sede da associação em São Paulo. A bandeira de 25 metros de comprimento chamou a atenção da vizinhança e das trabalhadoras e trabalhadores que circulam pela região, trazendo o debate para o espaço público, virando um ponto de muitas selfies e um marco de resistência.

A Abong, representando as associadas, esteve presente na 26ª Parada LGBT+ de São Paulo e na Marcha do Orgulho Trans de São Paulo, entregando leques que animaram a multidão, mas que também levaram informações importantes: o QR Code com a Cartilha de Enfrentamento da Epidemia de HIV e AIDS e Defesa da Democracia.

Julho na Abong

O Relatório Criminalização Burocrática: estratégias político-jurídicas, neoliberalismo e a atuação das organizações da sociedade civil, foi lançado em um evento em parceria ao Forus International, que aconteceu paralelamente ao Fórum Político de Alto Nível da ONU. A apresentação contou com a presença do membro do comitê diretor, Athayde Motta, e a mediação do articulador internacional da Abong, Pedro Bocca. Leia o estudo na íntegra Aqui.

O mês de julho marca o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, em parceria às nossas associadas e com elaborações a partir dos GTs da Abong, realizamos a campanha “Mulheres negras transformando a realidade por meio das OSCs” para reconhecer o trabalho contínuo de ativistas negras em instituições, grupos e movimentos sociais para a construção de uma sociedade sem racismo, misoginia e radicalmente democrática. Confira a campanha: Aqui

Com a Ação Educativa, levamos este debate ao X FOSPA, realizado em Belém, na mesa “O fazer ativista: Mulheres Negras e Criminalização do Espaço Cívico”. A atividade foi transmitida ao vivo e está disponível no YouTube: Confira Aqui. Já no dia 25, que marca o Dia Nacional de Tereza de Benguela, a equipe da Abong esteve presente para apoiar a Marcha de Mulheres Negras de São Paulo. Saiba como foi: Aqui

Agosto na Abong

O Encontro Nacional da ANTRA, realizado em Niterói, Rio de Janeiro, celebrou os 30 anos da organização e reuniu travestis e pessoas trans politicamente mobilizadas para a construção coletiva de uma agenda que reflita a demanda por direitos da população, assim como apontar caminhos para a incidência política e diálogo intersetorial, o evento recebeu a relatora sobre pessoas Afrodescendentes da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), Margarette Macaulay, para o debate “Situação das pessoas afrotranscendentes no Brasil”. Saiba como foi: Aqui

Membros do Conselho Diretor da Abong se reuniram em Salvador, Bahia, nos para dialogar sobre processos, estruturar as próximas ações e iniciativas em defesa da democracia e das OSCs brasileiras. Durante o Encontro Nacional do Conselho Diretor da Abong, ocorreu o lançamento da publicação “Nossos Saberes: Práticas para Transformar o Mundo”, que apresenta saberes comunitários que circulam pela promoção da vida com dignidade para todas as pessoas e em respeito à natureza. Confira a publicação: Aqui

Foram dois dias de muita partilha, afeto e cuidado para uma construção coletiva do futuro que buscamos. O evento contou as histórias e vivências de representantes de todas as estaduais da Abong e também com nossas Diretoras e Diretores Executivos. Saiba como foi o encontro: Aqui

Setembro na Abong

No Dia Internacional da Democracia, a Abong coloca no ar sua Agenda em Defesa da Democracia! A página traz os posicionamentos e compromissos necessários antes e depois das eleições para promover a proteção das OSCs e caminhar rumo à radicalização democrática que buscamos. Confira:Aqui

No mês de setembro, a Abong realizou importantes ações de incidência internacional dentro da Agenda Abong na Defesa da Democracia. Ao lado de outras organizações da sociedade civil brasileira, a associação esteve na Europa para uma série de ações que visavam denunciar os ataques ao sistema eleitoral e à democracia, o aumento da violência política e as violações a ativistas e organizações defensoras de direitos humanos no contexto eleitoral brasileiro. Saiba mais:Aqui

Em intervenções pela Cidade de São Paulo, a Abong junto à Ação Educativa e o Instituto Pólis, se uniram na campanha Vote Cidades Justas, construindo a democracia que queremos, dialogando com eleitores sobre a importância de votar em candidaturas plurais e comprometidas com o enfrentamento das desigualdades, saiba como foi:Aqui

A Abong realizou também o encontro ”Amazônia e Democracia: o papel das OSCs na defesa dos territórios e seus povos”, reunindo representantes de organizações socioambientais, indígenas, movimentos sociais e coletivos, LGBTQIA+ e Antirracista para um debate sobre os desafios e caminhos para assegurar os direitos das pessoas e da floresta, saiba como foi: Aqui

Outubro na Abong

Durante o período eleitoral, assistimos ao acirramento da disputa política com a utilização da fé para manipular votos, seja com a divulgação de fake news, com a disseminação de discursos de ódio e até com a coerção de fiéis. São narrativas e ações que não condizem com a verdadeira mensagem que as religiões assumem e propagam. Sabemos que a verdadeira fé não combina com o ódio, mas com a promoção da vida, é por isso que a Abong realizou a Campanha Fé e Democracia – Nossa fé não combina com ódio, que conta com uma série de depoimentos de lideranças religiosas de diferentes denominações, confira:Aqui

Novembro na Abong

Aquilombar a Democracia para radicalizá-la! A luta antirracista e o enfrentamento do estado realizado por pessoas negras foi e continua sendo essencial para a construção daquilo que reconhecemos como democracia. É importante celebrar e iluminar tais contribuições – sistematicamente ignoradas – que começam mesmo antes de Zumbi e Dandara dos Palmares e que continuam ainda hoje nos passos de parlamentares, ativistas e manifestantes.

A Abong realizou a Mesa: “Aquilombar a Democracia”, com a participação de Mônica Oliveira (Rede de Mulheres Negras de Pernambuco), Benilda Bento (Nzinga), Ediane Maria (Deputada Estadual eleita pelo Psol/SP) e Sheila Carvalho (Coalizão Negra por Direitos e Membro da Coordenação do Grupo de Transição para Justiça e Segurança Pública), que dialogaram sobre a centralidade da luta de mulheres negras para a conquista de direitos para todas e todos, combate à opressão e construção de uma sociedade democrática e pautada no bem-viver.

Em novembro, 81 entidades da sociedade civil reunidas em Brasília, apresentam uma Carta Aberta encaminhada ao Grupo de Trabalho – Equipe de Transição do Governo Lula-Alckmin, com as preocupações e demandas urgentes para estancar a destruição social, o aumento das violências e violações de Direitos Humanos e a ameaça autoritária, racista, misógina e lgbtfóbica em curso nos últimos anos desde o golpe contra a presidenta Dilma Rousseff. Leia a carta na íntegra: Aqui 

Dezembro na Abong

No mês de dezembro, as organizações do Projeto Sementes de Proteção de Defensores e Defensoras de Direitos Humanos se reuniram em seus territórios para atividades do DIA DH. Juntas e juntos fortalecendo a luta! Saiba como foi: Aqui

Abong integra o Conselho de Participação Social do Gabinete de Transição Governamental e se reúne com o Presidente Lula, organizações da sociedade civil, movimentos sindicais e populares. O encontro, que aconteceu em Brasília, faz parte das atividades do Conselho, que conta com representantes da Abong e de associadas, como Fórum Brasileiro de Economia Solidária, ABGLT, Inesc, entre outras 50 organizações. Saiba mais: Aqui

Lançamos a campanha Vozes dos Territórios – do Projeto Sementes de Proteção, com o objetivo de conectar a luta dos territórios através dos relatos de defensoras e defensores de direitos humanos, fortalecendo assim, a experiência de outras organizações e estratégias, para apontar novos caminhos, sobretudo em um ano eleitoral em que a violência política tem ameaçado o fazer democrático.

Para 2023, continuaremos nosso esperançar nas ruas, na recuperação dos espaços de participação popular, no trabalho para a reconstrução democrática do Brasil. Há muito a ser feito, mas as lutas da sociedade civil, movimentos populares, sindicais e sociais, nos mostram que com colaboração, afeto e trabalho, avançaremos rumo a uma sociedade menos desigual e radicalmente democrática. 

 

Nos encontramos na luta!

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Passe Livre Pela Democracia

👊🏽 A mobilização nacional pelo transporte gratuito no 2º turno é um sucesso! 25 capitais e outras 120 cidades irão liberar as catracas no dia 30 e cerca de 70 milhões de pessoas poderão ser beneficiadas. Mas nós queremos mais!

👉 Vamos pressionar o governador do maior colégio eleitoral do país para garantir metrô, trens e ônibus intermunicipais DE GRAÇA no próximo domingo. As abstenções no estado de São Paulo chegaram a cerca de 7,5 milhões, quase ¼ do Brasil inteiro. Precisamos mudar isso!

🚌 Se os estados do Ceará, Pará, Paraíba, Rio Grande do Norte e Pernambuco já entraram na onda, o que Rodrigo Garcia está esperando?

Clique no link e envie um e-mail AGORA cobrando o governador: https://saopaulo.passelivrepelademocracia.org/ 

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Plataforma lança campanha em defesa da Democracia e com críticas ao sistema político

“A Democracia que Queremos”: esse é o lema da campanha lançada em julho de 2022 pela Plataforma dos Movimentos Sociais pela Reforma do Sistema Político, formada por 128 organizações. O objetivo é discutir o modelo de democracia desejado para o Brasil, a partir da crítica ao atual sistema político.

De acordo com a Plataforma, a campanha acontece diante de uma conjuntura em que ocorrem diversos ataques ao processo democrático, reforçando a necessidade de se posicionar em defesa da democracia. Essa posição, no entanto, é acompanhada de críticas ao sistema político brasileiro, que, segundo a Plataforma, é excludente e mantém privilégios e desigualdades históricas.

Para pensar um outro sistema político, a campanha pretende debater temas como a sub-representatividade nos espaços de poder e das questões de raça, gênero e classe que estruturam o país e suas relações (econômicas, políticas, jurídicas, midiáticas, religiosas, etc). Segundo os realizadores, o objetivo da Plataforma é “radicalizar a democracia”, levando em conta que o modelo atual do sistema político é insuficiente para garantir uma nação democrática.

A campanha “A Democracia que Queremos” também pretende abordar a violência política que ameaça, sobretudo, mandatos e movimentos populares. Questões como a defesa do Estado Laico, dos direitos dos povos originários e tradicionais, da população LGBTQIA+, e o enfrentamento ao racismo e ao machismo também serão debatidas.

O evento virtual de lançamento acontecerá no próximo dia 19 de julho, a partir das 19h, no canal da Plataforma no YouTube. Também foi anunciada uma chamada pública de videoperformance voltada para artistas. Além da produção de conteúdo digital, a campanha pretende realizar atos públicos, intervenções urbanas e publicações de artigos que aprofundem o debate sobre o modelo de democracia desejado.

As ações estão previstas para ocorrer até o fim das eleições deste ano. De acordo com a Plataforma, a expectativa é que o processo eleitoral não represente apenas “uma troca de turno no governo, mas um resgate da democracia e do que entendemos que deve ser a distribuição do poder e da representação no nosso país”.

Para mais informações:

www.reformapolitica.org.br / comunicacaoreformapolitica@gmail.com

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Conheça a Nova Diretoria da Abong!

Abong elege nova Diretoria com equidade de gênero, racial, de orientação/identidade sexual e geracional

A Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais, divulgou, nos dias 24 e 25 de março,  em Encontro Nacional e Assembleia,  as novas diretoras e os novos diretores do próximo triênio. Os nomes foram indicados pelos coletivos estaduais que reuniram um quórum de, ao menos, 50% das organizações associadas, nos estados onde essas instituições atuam.

Foram eleitos para compor a diretoria executiva Débora Rodrigues (presidenta do CONSEA Bahia, Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável e Coordenadora de Programa da Associação Vida Brasil) e Keila Simpson (Presidenta da ANTRA Associação Nacional de Travestis e Transexuais) representando os estados da Bahia e Sergipe. Aldalice Moura da Cruz Otterlo (Membro da coordenação do Fórum Social do Pan Amazônia e Diretora do Instituto Universidade Popular – UNIPOP) do Pará, Athayde Motta (diretor-geral do IBase), do Rio de Janeiro. Cibele Kuss (Secretária executiva da FLD-COMIM-CAPA Fundação Luterana de Diaconia – Conselho de Missão Entre os Povos Indígenas – Centro de Apoio e Promoção da Agroecologia), do Rio Grande do Sul. Carlos Magno de Medeiros Morais (Coordenador de mobilização Social no Centro Sabiá), de Pernambuco, representando o estado de São Paulo, Juliane Cintra de Oliveira (Coordenadora Institucional na Ação Educativa) e Henrique Botelho Frota (Diretor  do Instituto Pólis). Já para representar o corpo de Conselho de Ética foram escolhidos Romi Márcia Bencke, Sônia Gomes Mota, Regina Célia SantAnna Adami Santos e Maria José Rosado. Para o conselho fiscal foram escolhidos Marcos José da Silva, Bernadete Maria Konze e Maria Paula Patrone Regules. 

O evento reuniu organizações associadas à Abong e diferentes atores da sociedade civil brasileira e mundial, para discutir o papel das organizações da sociedade civil na construção de uma sociedade do bem viver. 

A atividade foi marcada por vários momentos de trocas entre os participantes, reflexões e arte. Houve também um amplo debate para a definição das estratégias futuras para o fortalecimento da luta e das pautas defendidas pela Abong. 

Além de duas mesas que nortearam debates importantes como: o contexto global e os desafios para atuação das OSCs no Brasil, mediado por Athayde Motta, com a participação de Keila Simpson (ANTRA), Dirce Piloto Varela (Plataforma das Ongs de Cabo Verde) e Juana Kweitel (Conectas Direitos Humanos); e a mesa Abong na luta antirracista, mediada por Débora Rodrigues, com a participação da Maíra Junqueira (Ford Foundation Brasil), Iara Pietricovsky (INESC), Maria Sylvia (Geledès). Esta última mesa, provocou uma reflexão sobre a luta antirracista e o papel das organizações da sociedade civil na implementação de políticas internas, contribuindo para o combate ao racismo estrutural.

O encerramento foi marcado por um ato ecumênico, com falas potentes de Makota Celinha e da Pastora Cibele Kuss, em homenagem às vítimas da Covid-19, da tragédia de Petrópolis, Bahia, Minas e das guerras na Palestina, Iêmen, Síria, Congo e na Ucrânia.

Ao celebrar três décadas de atuação na defesa e promoção da democracia, dos direitos humanos e dos bens comuns, nacional e internacionalmente, a Abong revisita sua história e a importância do papel que a organização vem cumprindo na luta pela construção de uma sociedade mais diversa, plural e acolhedora a partir dos olhares diversos de seus  diferentes protagonistas.

Para quem não acompanhou o Encontro Nacional, acesse aqui e assista o evento na íntegra.

 

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Caminhos e Encruzilhadas: desafios e estratégias da Plataforma para construir outro sistema político

O ano de 2022 será desafiador. O último ano do governo Bolsonaro continuará pautando uma agenda de retrocessos, violências, retirada de direitos e ataques a nossa limitada democracia. As eleições federais e estaduais não serão fáceis e se anunciam as mais violentas da história. Tudo isso em meio à pandemia e, como se não bastasse, com a ameaça de uma guerra do fim do mundo. O país vê a cada dia aumentar o número de desempregados, de famintos, sem-teto e pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza. Também cresce a prática do racismo, dos casos de feminicídio e da LGBTfobia. Um cenário ainda mais violento com aqueles e aquelas que historicamente são ameaçadas pela violência diária que atinge desde territórios indígenas, quilombolas até as favelas e periferias urbanas.

Diante disso, a Plataforma dos Movimentos Sociais pela Reforma do Sistema Político promoveu uma reunião ampliada no dia 8 de fevereiro para analisar a atual conjuntura e pensar estratégias, que embasaram a produção deste texto. Queremos, com este documento, além de situar politicamente a Plataforma, contribuir com os movimentos sociais e as lutas populares na construção de suas leituras e estratégias.

 

Acesse o documento na íntegra aqui!

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Abong elege nova Diretoria com equidade de gênero, racial, de orientação/identidade sexual e geracional

Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (Abong), divulgou, nos dias 24 e 25 de março, em Encontro Nacional e Assembleia, as novas diretoras e os novos diretores do próximo triênio. Os nomes foram indicados pelos coletivos estaduais que reuniram um quórum de, ao menos, 50% das organizações associadas, nos estados onde essas instituições atuam.

 

Foram eleitos para compor a diretoria executiva, Débora Rodrigues (Vida Brasil) e Keila Simpson (ABGLT) representando os estados da Bahia e Sergipe. Aldalice Moura da Cruz Otterlo (Unipop) do Pará, Athayde Mota (Ibase), do Rio de Janeiro. Cibele Kuss (Fundação Luterana de Diaconia), do Rio Grande do Sul. Carlos Magno de Medeiros Morais (Centro Sabiá), de Pernambuco e, representando o estado de São Paulo, Juliane Cintra de Oliveira (Ação Educativa) e Henrique Botelho Frota (Instituto Pólis). Já para representar o corpo de Conselho de Ética foram escolhidos Romi Márcia BenckeSônia Gomes MotaRegina Célia SantAnna Adami Santos e Maria José Rosado. Para o conselho fiscal foram escolhidos Marcos José da SilvaBernadete Maria Konze e Maria Paula Patrone Regules.

 

O ato solene reuniu associadas e diferentes atores da sociedade civil brasileira e mundial, que discutiram o papel das organizações da Sociedade Civil na construção de uma sociedade do bem viver. A atividade foi marcada por vários momentos de trocas entre os participantes, reflexões e arte. Houve também um amplo debate para a definição das estratégias futuras para o fortalecimento da luta e das pautas defendidas pela Abong.
Ao celebrar três décadas de atuação na defesa e promoção da democracia, dos direitos humanos e dos bens comuns, nacional e internacionalmente, a Abong revisita sua história e a importância do papel que a organização vem cumprindo na luta pela construção de uma sociedade mais diversa, plural e acolhedora a partir dos olhares diversos de seus diferentes protagonistas.

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9 de Abril é #ForaBolsonaro! | Contra a Fome e o aumento da Gasolina!

42 Atos confirmados em 42 cidades e 01 país – #BolsonaroNuncaMais em todo o Brasil e no Exterior

(Última atualização 06/04 | 16h)
Sistematização: Central de Mídia das Frentes Brasil Popular, Povo Sem Medo, Fora Bolsonaro Nacional

Não esqueça:
Máscara (leve mais de uma)
Álcool em gel
Mantenha o distanciamento social no ato

 

Norte
AP – Macapá – Praça da Bandeira | 16h
PA – Belém – Escadinha da Presidente Vargas | 8h

Nordeste
BA – Itabuna – Praça Adami | 9h
BA – Feira de Santana – Estacionamento em frente à prefeitura | 8h30
BA – Salvador – Concentração no Campo Grande | 14h
CE – Fortaleza – Praça Portugal | 15h
MA – Imperatriz – Calçadão, Centro | 9h
MA – Santa Inês – Praça das Laranjeiras | 8h
MA – São Luís – Praça João Lisboa | 9h
PE – Recife – Parque Treze de Maio | 9h
PI – Teresina – Praça da Liberdade | 8h
SE – Aracaju – Praça de Evento dos Mercados | 8h
RN – Natal – Em frente ao Midway | 15h

Centro-Oeste
DF – Brasília – Museu da República | 16h
GO – Goiânia – Praça do Trabalhador | 16h
GO – Rio Verde – (Aguardando Infos) | 9h
MS – Campo Grande – Avenida Afonso Pela c/ 14 de Julho | 9h

Sudeste
MG – Barbacena – Praça São Sebastião | 8h30
MG – Belo Horizonte – Praça Afonso Arinos | 9h30
MG – Juiz de Fora – Parque Halfel | 10h
MG – Montes Claros – Mercado Municipal | 8h
RJ – Campo dos Goytacazes – UFF Campos | 9h
RJ – Rio de Janeiro – Candelária | 10h
SP – Botucatu – Praça do Bosque | 14h
SP – Jaguariúna – Campinas Largo do Rosário | 9h
SP – Marília – Praça da Ilha, em frente a Galeria Atenas | 9h30
SP – Osasco – Estação de Osasco | 12h30
SP – Ribeirão Preto – Esplanada Theatro Pedro II | 9h
SP – Santos – Estação da Cidadania, Av. Ana Costa 340 | 16h
SP – São Paulo – Praça da República | 14h
SP – São Vicente – Praça Barão | 10h

Sul
PR – Cascavel – Em frente a Catedral | 9h
PR – Curitiba – Praça Generoso Marques | 14h30
PR – Umuarama – Praça Arthur Thomas | 10h
PR – Foz do Iguaçu – Praça da Bíblia | 18h
RS – Novo Hamburgo – Praça do Imigrante | 10h
RS – Pelotas – Mercado Público | 10h
RS – Porto Alegre – Largo Glênio Peres | 15h
RS – Santa Maria – Praça Saldanha Marinho | 14h
SC – Florianópolis – Largo da Alfândega | 9h
SC – Joinville – Praça da Bandeira | 14h

No Exterior
Suíça – Zurique – Flashmob e ato Rua ao lado da casa do Povo em frente a praça Nenhuma a Menos. Klimarkirche, Wibichstrasse 43, ZH | 17h (horário local)

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8 de Março | Pela vida das mulheres: Bolsonaro nunca mais!

Neste #8deMarço, Dia Internacional da Luta das Mulheres – lembramos do papel fundamental das mulheres para uma sociedade mais justa e igualitária.

Confira abaixo os atos confirmados em todo o país!

Norte
Pará
Belém – Praça da República – 8 de março, às 17h
Marabá – Praça São Francisco – 8 de março (horário a definir)
Amapá
Macapá – Praça Floriano Peixoto – a partir nas 19h

Nordeste
Alagoas
Maceió – Praça dos Martirios – 8 de março, às 8h

Bahia
Salvador – Campo Grande – 8 de março, às 14h

Ceará
Fortaleza – Praça do Ferreira, 8 de março, às 14h

Paraíba
João Pessoa – 8 de março, às 15h

Maranhão
São Luís – Praça Deodoro, às 15h

Sul
Rio Grande do Sul
Porto Alegre – Esquina Democrática – 8 de março, às 18h
Porto Alegre – Largo Glênio Peres – 8 de março, das 11h às 17h

Santa Catarina
Florianópolis – Ticen – 8 de março, a partir das 12h
Chapecó – Praça Central – 8 de março, das 9h às 13h
Joinville – Praça da Bandeira – 8 de março, às 18h
Lages – Associação de Moradores e Amigos do Bairro Popular – 8 de março, com atividades das 9h às 17h
São Miguel do Oeste – Praça Municipal Walnir Bottaro Daniel – 8 de março, às 9h

Paraná
Curitiba – Praça Santos Andrade – 8 de março, concentração a partir das 16h30
Londrina – Calçadão – 8 de março, às 17h30
Apucarana – Praça Rui Barbosa – 8 de março, às 18h

Sudeste

Espírito Santo
Vitória – Praça Costa Pereira – 8 de março, às 14h

Minas Gerais
Belo Horizonte – Praça da Liberdade – 8 de março, às 16h30
Juiz de Fora – Praça da Estação – 17h
Uberlândia – Praça Ismene Mendes – 8 de março, às 16h30
Ipatinga – Praça Primeiro de Maio – 8 de março, 8h às 15h
Barbacena – Centro – Praça dos Macacos 8 de março, às 16h
Ponte Nova – Praça dos Palmares – 8 de março, às 17h
Divinópolis – Quarteirão fechado da Rua São Paulo – a partir das 15h30
Fora Bolsonaro, Mourão e Zema e pela cassação de Arthur Duval

São Paulo
São Paulo – MASP – 8 de março, às 16h

Rio de Janeiro
Rio de Janeiro – Candelária – 8 de março, às 16h

Centro-Oeste
Distrito Federal
Brasília – Museu da República- 8 de março, às 18h30

Goiás
Goiânia – Catedral Metropolitana – 8 de março, às 9h

Fontes: PSOL / Resistência Feminista. Lista atualizada às 17h

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#20NForaBolsonaroRacista em todo o Brasil e no Exterior – 118 Atos confirmados em 110 cidades e 10 países

(Última atualização 19/11 | 17h40)
Sistematização: Central de Mídia das Frentes Brasil Popular, Povo Sem Medo, Fora Bolsonaro Nacional, Coalizão Negra por Direitos, Anatorg e Convergência Negra.

Não esqueça:
Máscara (leve mais de uma, use pff2 se possível)
Álcool em gel
Mantenha o distanciamento social no ato

Norte
AM – Manaus – Praça da Polícia | 14h
AP – Macapá – Praça Veiga Cabral | 15h
PA – Belém – Mercado São Brás | 8h
PA – Castanhal – Ato político-cultural na praça do estrela (maria fumaça) | 17h
RR – Boa Vista – Praça do Centro Cívico | 8h

Nordeste
AL – Maceió – Exibição Marighella Praça Largo de São Pedro | 18h30
AL – União dos Palmares – Serra da Barriga e Ato em União | 8h
BA – Feira de Santana – Caminhada Praça da Matriz | 9h
BA – Ilhéus – Praça do Malhado | 9h
BA – Itabuna – Jardim do O, Centro | 9h
BA – Paulo Afonso – Parque Balneário Abelardo Wanderley | 16h
BA – Prado – Mercado Municipal | 9h30
BA – Salvador – Campo Grande | 13h
BA – Senhor do Bonfim – Quilombo Tijuaçu-BR 407 | 13h30
BA – Vitória da Conquista – Praça 9 de Novembro | 9h
CE – Fortaleza – Caminhada no Passeio Público | 8h
CE – Juazeiro do Norte – Praça do Giradouro | 16h
CE – São Benedito – Praça dos Índios | 8h
MA – Santa Inês | Praça da Matriz (em frente a Caixa Econômica) | 7h30
MA – São Luís – Praça do Viva Liberdade | 15h
PB – Campina Grande – Praça da Bandeira | 8h30
PB – João Pessoa – Lyceu Paraibano | 9h
PB – João Pessoa – Teatro Santa Rosa | 14h (Ato em 19/11)
PE – Afogados da Ingazeira – Ato Unificado Sertão do Pajeú – Concentração STR | 7h30
PE – Camaragibe – Rua Eliza Cabral de Souza, Centro | 8h
PE – Recife – Pátio do Carmo | 14h
PI – Teresina – Parque da Cidadania | 16h
RN – Mossoró – Praça da Pax | 8h
RN – Natal – Midway | 15h
SE – Aracaju – Praça da Abolição (Bairro América/Nos fundos da Loja Havan) | 15h

Centro-Oeste
DF – Brasília – Museu Nacional | 15h
GO – Formosa – Praça Rui Barbosa | 16h
GO – Goiânia – Praça Universitária | 9h
GO – Jataí – PRaça Dyomar Menezes | 10h
GO – Rio Verde – Praça da Vila Promissão | 15h30
GO – Valparaíso – Entrada da Etapa A Margem da BR 040 | 9h
MS – Campo Grande – Praça Ary Coelho | 9h
MT – Cuiabá – Beco do Candieiro | 8h

Sudeste
ES – Sapê do Norte – Região das Comunidades Quilombolas de Linharinho | 8h
ES – Venda Nova do Imigrante – Bate Papo Casa Da Maria Moreira (Bicuíba) | 17h
ES – Vitória – Ato na Quadra da Escola de Samba Independente de São Torquato | 10h
ES – Vitória – Praça de Gurigica | 15h
MG – Barbacena – Praça do Rosário | 15h
MG – Belo Horizonte – Praça da Liberdade | 15h
MG – Contagem – Praça Iria Diniz | 9h
MG – Divinópolis – Quarteirão fechado da Rua São Paulo | 8h30
MG – Governador Valadares – Praça Principal do Bairro Conquista | 8h
MG – Ipatinga – Em frente à escola Arthur Bernardes | 8h30
MG – Juiz de Fora – Praça da Estação | 10h
MG – Luz – Atos no Município | 13h
MG – Montes Claros – Praça Doutor Carlos | 8h
MG – Ouro Preto – Praça em frente ao Barroco | 9h30
MG – Pará de Minas – Praça da Matriz | 10h
MG – Pouso Alegre – Praça da Catedral | 10h
MG – Ribeirão das Neves – Curumim Urca | 10h
MG – Santos Dumont – Praça Cesário Alvim | 10h
MG – São João del Rei – Coreto | 15h30
MG – São Sebastião do Paraíso – Praça da Abadia | 10h
MG – Uberlândia – Praça Ismene Mendes | 9h30
MG – Uberaba – Quadra de Esportes Uberaba I | 9h30
RJ – Angra dos Reis – Praça Zumbi dos Palmares | 9h
RJ – Nova Friburgo – Praça Dermeval Barbosa Moreira | 14h
RJ – Nova Iguaçu – Praça Rui Barbosa | 9h
RJ – Niterói – Praça Arariboia | 9h
RJ – Niterói – Viva Zumbi na Concha Acústica (Com coleta de alimentos ñ perecíveis) | 10h
RJ – Niterói – Câmara dos Vereadores, Av. Amaral Peixoto | 10h
RJ – Rio de Janeiro – Terreirão do Samba, Av. Presidente Vargas | 10h
RJ – Rio de Janeiro – Viaduto Negrão de Lima (Viaduto de Madureira) | 13h
RJ – Teresópolis – Calçada da Fama | 9h
SP – Andradina – Carro de som e panfletagem pela cidade
SP – Barretos – Igreja Matriz | 9h
SP – Botucatu – Praça do Bosque | 13h
SP – Campinas – Estação Cultura | 9h30
SP – Guarulhos – Praça do Stella | 8h30
SP – Guarulhos – Marco da Consciência Negra (confluência das ruas Lucila, Anita Guastini Eiras e Arminda de Lima, próximo à praça dos Estudantes) | 9h
SP – Ilhabela – Praça da Mangueira | 15h
SP – Itanhaém – Praça Narciso Andrade | 9h30
SP – Jundiaí – Praça do Gabinete de Leitura Rui Barbosa | 9h
SP – Marília – Ilha da Galeria Atenas | 10h
SP – Mauá – Praça do Relógio, Próx. Estação CPTM | 10h
SP – Osasco – Largo de Osasco | 9h30
SP – Pindamonhangaba – Rua Antifascista, Travessa Rui Barbosa, 37 | 9h
SP – Praia Grande – Praça Helena Cardozo Bernardino (Pça P1 – Samambaia) | 14h30
SP – Ribeirão Preto – Rua Nazaré Paulista, 67 | 9h
SP – São Carlos – Mercadão | 9h
SP – São Paulo – MASP | 12h
SP – Socorro – Praça Santos Dumont | 14h
SP – Sorocaba – Caminhada Capela João de Camargo | (Aguardando infos)

Sul
PR – Barracão – Praça Clevelândia | 10h
PR – Curitiba – Largo da Ordem/Praça João Cândido | 15h
PR – Londrina – Calçadão, entre a Hugo Cabral e Pernambuco | 9h
PR – Ponta Grossa – Praça Barão de Guaraúna (AQUILOMBAR: Negritude Pelo Fora Bolsonaro) | 14h
RS – Porto Alegre – Largo Glênio Peres | 15h
SC – Blumenau – Praça do Teatro Carlos Gomes | 10h
SC – Criciúma – Parque Altair Guidi | 15h
SC – Chapecó Praça Central | 9h30
SC – Dionísio Cerqueira Praça Central | Praça Central, às 9h
SC – Florianópolis – Praça da Alfândega | 9h
SC – Garopaba – Caminhada e Carreata Lagoa das Capivaras | 15h
SC – Joinville – Parque da Cidade (setor Sambaqui) | 14 h
SC – Lages – Praça João Costa (Calçadão) | 9h

No Exterior
Alemanha – Berlim – Pariser Platz | 12h até 13h40 (horário local)
Alemanha – Frankfurt aan Main – Kaiserplatz | 15h (horário local)
Bélgica – Bruxelas – LAMAB Rue de l’Association 14 – 1000 | 15h às 16h (horário local)
Espanha – Madrid – Saída da Maloka, calle salitre 36 | 17h (Ato em 21/11 – horário local)
EUA – Nova York – The People’s Forum | 13h (horário local)
EUA – Nova York – Times Square | 16h (horário local)
França – Paris – 3 Place de Grès PCF 20ème | 18h às 22h
Holanda – Amsterdã – Nieuwmarkt (Metrô M51, M53, M54) | 15h
Itália – Bolonha – Teatro Comunale di Conselice | 21h (horário local)
Itália – Roma – Piazza della Repubblica | 17h (horário local)
Itália – Roma – Via Monte Testaccio 22 | 20h (horário local)
Portugal – Lisboa – Biblioteca da Casa do Alentejo (R. das Portas de Santo Antão, 72) | 15h (horário local)
Portugal – Lisboa – Praça do Município | 16h30 (horário local)
Portugal – Lisboa – Largo Camões | 17h (horário local)
Portugal – Porto – Centro Português de Fotografia | 15h (horário local)
Reino Unido – Londres – Brazilian Embassy | 11h (horário local)
Suíça – Genebra – Quai Wilson, 1201 en face du Palais Wilson, cotê lac | 11h às 13h (horário local)

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Você topa assumir este compromisso?

Comunicado às associadas Abong

Prezados e prezadas,

Nós da Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (Abong) estamos há 30 anos engajados na luta antirracista e apoiando organizações dos movimentos negros, além de contribuir para a criação de políticas nas Organizações da Sociedade Civil brasileiras (OSCs), de defesa de direitos sociais. Para reafirmar as políticas antirracistas no mês da Consciência Negra, para este ano, convidamos as nossas associadas a assumir este compromisso na luta contra o racismo nas nossas instituições. 

Um passo importante foi a construção da Cartilha de Combate ao Racismo Institucional, desenvolvida em parceria com a Ação EducativaAssociação Civil que atua nos campos da educação, da cultura e da juventude, na perspectiva dos direitos humanos. Esse material aponta caminhos de como lutar identificar, caracterizar e destruir as várias formas de racismo institucional que, de maneira insidiosa, contaminam instituições e assim, construir um ambiente seguro para os e as profissionais negros e negras de nosso campo.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 56,10% da população brasileira se declara preta ou pardo, no entanto, as configurações raciais do mercado de trabalho demonstram que 66,6% dos cargos gerenciais são ocupados por brancos e apenas 29,9% por pretos (as) e pardos (as). Além disso, mesmo sendo maioria no Brasil, as pessoas negras representam apenas 27,7% das pessoas com os maiores rendimentos, no entanto, no grupo com os menores rendimentos, representam 75,2% dos indivíduos. Para melhor análise dessas disparidades, também é importante abordar a relação entre escolaridade e renda, a partir de critérios raciais. Os dados demonstram que a remuneração dos (as) negros (as) que não possuem graduação é 88% inferior à recebida por pessoas brancas que apresentam a mesma condição. Já os negros e negras que possuem nível superior recebem 96% da remuneração média dos brancos e brancas com nível superior.

Trazendo para a realidade das ONGs, nós apuramos, por meio de amplo estudo, que deu origem à pesquisa  Quantos Somos, que 46,14% das pessoas que atuam em ONGs e associações da sociedade civil são negras e pardas. Quando observados a remuneração, os cargos ocupados por elas e as perspectivas de ascensão profissional, os dados indicam discrepâncias alarmantes. Em 2019, as pessoas negras ganharam em média 27,07% menos que as pessoas brancas. Pessoas pretas e pardas são a maioria em funções que exigem menor grau de escolaridade, o que indica maior dificuldade de ascensão profissional e, por consequência, tempo de permanência em uma mesma instituição.

Esta pesquisa, sistematiza informações quantitativas que relacionam recortes geográficos, individuais e de vínculos empregatícios nas ONGs e foi construído a partir de uma leitura interseccional de distintos eixos de subalternização, como raça, idade e gênero. Além da referência de raça, o estudo levou em consideração outras questões individuais, como gênero e idade. Em termos de vínculos empregatícios, utilizou dados como faixa remuneratória e função/ocupação.

Nós da Abong temos a luta antirracista como eixo estruturante, por isso, além da construção da cartilha e da pesquisa, estamos executando ações e nos posicionando, cada vez mais, no cumprimento e na implementação de práticas internas no combate ao racismo institucional, ao machismo e ao sexismo, ao etarismo, à lgbtqifobia e contra toda forma de discriminação e exclusão e queremos ampliar esta discussão no campo das organizações da sociedade civil.

Veja algumas de nossas ações:

  • Incluímos em nosso Regimento interno paridade racial, de gênero e LGBTQIA+ – O Conselho Diretor da Abong decidiu por unanimidade a representatividade proporcional para representações raciais, geracionais, de orientaçã/identidade sexual/gênero em todos os espaços da instituição. Este feito aconteceu em março deste ano. Além disso, nós assumimos o compromisso de não participar de eventos, mesas, reuniões, lives e debates onde não se tem pessoas negras presentes.
  • No final de 2020, em parceria com a Prefeitura de São Paulo (SP), realizamos a formação “Como combater o racismo institucional nas OSCs“. Na ocasião, foram apresentadas propostas de Plano e Ações Antirracistas em uma aula aberta via Youtube.
  • Em julho deste ano, organizamos um debate com vozes potentes sobre outras formas de viver em sociedade que mulheres negras, indígenas, latino-americanas e caribenhas propuseram. A Ação foi realizada no Julho das Pretas.

Reconhecemos que, as organizações da sociedade civil, ainda que comprometidas no combate às desigualdades estruturais da sociedade brasileira, não estão isentas de reproduzirem práticas discriminatórias, como as exclusões de raça e gênero, em seus espaços profissionais. Para superarmos este desafio, precisamos começar a mudar esta realidade e entender que o racismo institucional ocasiona não apenas a falta e/ou a precariedade de acesso aos serviços e direitos, mas, ao mesmo tempo, a perpetuação estruturante de desigualdades raciais e de gênero em nossa sociedade.

Aproveitamos para te convidar a acompanhar as ações que preparamos até o dia 30/11, que propõem uma reflexão com caminhos para enfrentar o racismo institucional nas organizações, além de te ajudar a refletir sobre como o racismo se reflete dentro da sua organização.

Acompanhe a programação nas redes sociais da Abong, via Facebook, Instagram e Youtube.

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